Terceiro jogo em Alvalade com Sá Pinto como treinador principal, e terceira vitória por 1-0, sempre dentro dos mesmos principios de jogo, assentes no 4x3x3 que Domingos tinha trabalhado, mas com a equipa um pouco mais encolhida atrás, para não dar espaços nas suas costas, uma manobra defensivamente acertada, mas que por outro lado deixa Van Volkswinkel muito sozinho na frente.
Ontem foi o Rio Ave que entrou melhor no jogo, e nos primeiros minutos até parecia que era o Sporting que ia jogar no contra-ataque, mas com o passar do tempo a equipa começou a tomar conta do jogo, mas sempre dentro da nova filosofia, onde já não há lugar para a pressão alta, que se chegou a ver em Alvalade no principio da época, até porque longe vão os tempos em que a equipa parecia respirar saúde.
Assim o futebol apresentado é menos ofensivo e mais a fazer lembrar os tempos de Paulo Bento. Ou seja, Sá Pinto está a enfrentar a situação com muito realismo, porque em primeiro lugar é preciso recuperar a equipa fisica e animicamente, para então depois se ver o que pode ser feito para melhorar em termos exibicionais.
É claro que jogando assim, e quando os adversários não tem grandes atributos, como é o caso deste Rio Ave, o jogo fica desinteressante e torna-se fundamental marcar primeiro, havendo sempre um grau de probabilidade maior do que isso aconteça, dada a diferença de valores individuais, e foi isso que ontem aconteceu, quando Izmailov fez o golo da vitória.
A partir daí todas as alterações feitas por Sá Pinto, foram no sentido de dar mais consistência à equipa, enquanto do outro, lado o Rio Ave nunca mostrou coragem nem capacidade para fazer muito mais do que fez, mas mesmo assim o empate poderia ter acontecido, na sequência de dois erros, o primeiro numa perda de bola de Van Volkswinkel que deixou a equipa pela primeira vez em contra pé, e o segundo quando à beira do fim, o até aí impecável Polga, ficou a ver Anselmo atacar a bola, valendo a falta de pontaria do avançado vilacondense.
Já na 1ª parte o Rio Ave tinha estado por duas vezes muito perto do empate, mas Marcelo voltou a mostrar que com os guarda redes não temos problemas, e João Tomás por pouco que não acertou na baliza, quando se esqueceram dele no segundo poste.
Quanto ao Sporting, as oportunidades também não foram muitas, a mais flagrante terá sido a de Insúa logo a abrir, quanto ao resto o guarda-redes do Rio Ave não fez uma defesa digna desse nome, e Van Volkswinkel não rematou uma única vez à baliza.
Por enquanto isto tem chegado, vamos ver quando for preciso mais, e para já o regresso de Capel é uma boa noticia, e também não desgostei do Xandão, pelo menos não inventa.
Pareceu-me um pouco estranha a opção de deixar o Rui Patrício de fora e depois dizer que ele merece descansar, acho que não há necessidade de inventar motivos para se especular, e os papagaios já começaram a lançar as suas dúvidas sobre este caso. De qualquer forma, Marcelo voltou a responder bem, como de costume.
E pronto, a estrelinha de Sá Pinto continua a brilhar, vamos ver se ele aproveita a embalagem e não perde a cabeça e estraga tudo.
Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2012
Sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2012
Vem aí o City!
Sem Onyewu e Rinaudo, Sá Pinto apostou em Rodriguez e Carriço, o que na minha opinião foi arriscar muito, pois jogar com um central a trinco e dois inventores no centro da defesa, era o mesmo que ir à procura de sarilhos, o que me leva a questionar se será que Xandão é assim tão fraco, que nem com o Capitão América lesionado, tem lugar nesta defesa de papel.
De facto não foram precisos mais do que 15 minutos, para que Polga e Rodriguez ficassem a olhar um para o outro, deixando Ljoboja completamente sozinho, valeu a falta de pontaria do avançado do Legia, porque Rui Patrício já estava muito adiantado e nada poderia fazer para impedir o golo.
Os polacos tinham entrado em campo como se não houvesse amanhã, seguindo o exemplo dos seus adeptos, que nas bancadas também mostravam muito mais fôlego de que os sportinguistas. No entanto o que sobrava em vontade e empenho, faltava em qualidade, de tal forma que a primeira defesa de Rui Patrício, aconteceu por volta dos 60 minutos, e mesmo assim foi uma estirada fácil.
No entanto o gaz começou a faltar aos polacos ainda a meio da 1ª parte, altura em que o Sporting equilibrou as operações, mas a prioridade era claramente não sofrer golos, pelo que as jogadas de perigo na área de Kuciak, também se contam pelos dedos de uma só mão, ou se calhar nem tanto.
Mas antes do intervalo Polga voltou a fazer das suas, valeu então que esta coisa dos árbitros atrás da baliza não serve para nada, porque caso contrário tinha sido um penalti limpinho, e o caldo estaria entornado.
O Sporting entrou melhor na 2ª parte, mas apesar de terem sido os polacos a correr mais, foram os "portugueses" que se começaram a descoser, o que forçou Sá pinto a esgotar as suas substituições. Mas já ninguém percebe como é que uma equipa destas tem tantas lesões, mesmo descontando os jogadores com defeito que o Carlos Freitas conseguiu contratar.
O jogo aproximava-se do fim e pairavam em Alvalade alguns fantasmas do passado recente, prevendo-se uma ponta final de grande aflição, com a equipa a jogar no fio da navalha e o Légia a dar o tudo por tudo, mas eis que surge o golo milagroso, na sequência de um livre em que a bola quis entrar, e passou pelo meio de uma multidão, sem que ninguém lhe tocasse.
Estava resolvida a eliminatória, mas mesmo assim o Légia ainda tentou, valendo mais uma vez Rui Patrício para evitar os sustos do costume, perante uns polacos de cabeça perdida, que desataram a bater em tudo que mexia. Vá lá que não partiram nada, embora não lhes faltasse vontade para isso.
A "estrelinha" continua a acompanhar Sá Pinto, o que já não é mau. Seguem-se dois jogos de ganhar para o Campeonato, e depois vem aí as estrelas do Manchester City, o que é no mínimo assustador. Vamos lá a ver como é que o Sá Pinto se safa desta.
De facto não foram precisos mais do que 15 minutos, para que Polga e Rodriguez ficassem a olhar um para o outro, deixando Ljoboja completamente sozinho, valeu a falta de pontaria do avançado do Legia, porque Rui Patrício já estava muito adiantado e nada poderia fazer para impedir o golo.
Os polacos tinham entrado em campo como se não houvesse amanhã, seguindo o exemplo dos seus adeptos, que nas bancadas também mostravam muito mais fôlego de que os sportinguistas. No entanto o que sobrava em vontade e empenho, faltava em qualidade, de tal forma que a primeira defesa de Rui Patrício, aconteceu por volta dos 60 minutos, e mesmo assim foi uma estirada fácil.
No entanto o gaz começou a faltar aos polacos ainda a meio da 1ª parte, altura em que o Sporting equilibrou as operações, mas a prioridade era claramente não sofrer golos, pelo que as jogadas de perigo na área de Kuciak, também se contam pelos dedos de uma só mão, ou se calhar nem tanto.
Mas antes do intervalo Polga voltou a fazer das suas, valeu então que esta coisa dos árbitros atrás da baliza não serve para nada, porque caso contrário tinha sido um penalti limpinho, e o caldo estaria entornado.
O Sporting entrou melhor na 2ª parte, mas apesar de terem sido os polacos a correr mais, foram os "portugueses" que se começaram a descoser, o que forçou Sá pinto a esgotar as suas substituições. Mas já ninguém percebe como é que uma equipa destas tem tantas lesões, mesmo descontando os jogadores com defeito que o Carlos Freitas conseguiu contratar.
O jogo aproximava-se do fim e pairavam em Alvalade alguns fantasmas do passado recente, prevendo-se uma ponta final de grande aflição, com a equipa a jogar no fio da navalha e o Légia a dar o tudo por tudo, mas eis que surge o golo milagroso, na sequência de um livre em que a bola quis entrar, e passou pelo meio de uma multidão, sem que ninguém lhe tocasse.
Estava resolvida a eliminatória, mas mesmo assim o Légia ainda tentou, valendo mais uma vez Rui Patrício para evitar os sustos do costume, perante uns polacos de cabeça perdida, que desataram a bater em tudo que mexia. Vá lá que não partiram nada, embora não lhes faltasse vontade para isso.
A "estrelinha" continua a acompanhar Sá Pinto, o que já não é mau. Seguem-se dois jogos de ganhar para o Campeonato, e depois vem aí as estrelas do Manchester City, o que é no mínimo assustador. Vamos lá a ver como é que o Sá Pinto se safa desta.
Segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2012
O Sporting do costume
Normalmente quando acontecem as tradicionais "chicotadas psicológicas" os treinadores recém chegados fazem sempre algumas alterações, mas na do actual Sporting, Sá Pinto inteligentemente não mexeu praticamente em nada, o que só revela que afinal o trabalho de Domingos Paciência não teria assim tantos motivos para reparos, o problema estava e está na construção do plantel e quanto muito em alguma coisa que faltava ao treinador anterior, em termos de carisma e motivação para continuar.
Em relação ao jogo de Varsóvia o treinador leonino apenas trocou Matias Fernandez por Elias, o que se compreende, pois sabe-se que o chileno é dos jogadores que mais depressa rebenta, pelo que depois do desgaste da Liga Europa, agora só lhe fez bem um pouco de descanso, mas o resto foi tudo igual, como aliás a exibição também foi igualmente pobre.
Pode-se pois dizer que neste jogo foi tudo como de costume. Um adversário muito fechadinho lá atrás como de costume, à espera da oportunidade do costume para contra atacar; o Sporting como de costume com muitas dificuldades de penetração; as brancas do Polga do costume; Rui Patrício como de costume a evitar o pior; Van Volkswinkel a não acertar na baliza, como ultimamente já vem sendo de costume; as lesões do costume; as aflições do costume; os adeptos a assobiar por tudo e por nada como de costume; a arbitragem muito má como de costume; e até as substituições foram as mesmas de Varsóvia, embora desta vez o Pereirinha tenha entrado bem no jogo, assim como o André Santos, mas este já é costume.
Para variar, só mesmo alguma sorte no lance do golo, o resto foi o Sporting do costume.
Em relação ao jogo de Varsóvia o treinador leonino apenas trocou Matias Fernandez por Elias, o que se compreende, pois sabe-se que o chileno é dos jogadores que mais depressa rebenta, pelo que depois do desgaste da Liga Europa, agora só lhe fez bem um pouco de descanso, mas o resto foi tudo igual, como aliás a exibição também foi igualmente pobre.
Pode-se pois dizer que neste jogo foi tudo como de costume. Um adversário muito fechadinho lá atrás como de costume, à espera da oportunidade do costume para contra atacar; o Sporting como de costume com muitas dificuldades de penetração; as brancas do Polga do costume; Rui Patrício como de costume a evitar o pior; Van Volkswinkel a não acertar na baliza, como ultimamente já vem sendo de costume; as lesões do costume; as aflições do costume; os adeptos a assobiar por tudo e por nada como de costume; a arbitragem muito má como de costume; e até as substituições foram as mesmas de Varsóvia, embora desta vez o Pereirinha tenha entrado bem no jogo, assim como o André Santos, mas este já é costume.
Para variar, só mesmo alguma sorte no lance do golo, o resto foi o Sporting do costume.
Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2012
A estrelinha de Sá Pinto
Tal como se esperava e impunha, Sá Pinto não fez grandes alterações em relação àquela que tem sido a equipa base de Domingos, sendo de assinalar apenas os regressos à titularidade de Polga e Izmailov.
Compreendo a opção pelo Capitão da equipa para o centro da defesa, numa perspectiva de gestão do grupo e até porque a primeira experiência da dupla Xandão/Onyewu, foi um verdadeiro desastre, no entanto se é por uma questão de velocidade ou neste caso falta dela, Polga não é mais rapido do que o seu compatriota e além de ser muito mais baixo do que ele, tem a agravante de não saltar, como se viu ontem, no lance do primeiro golo do Legia.
Para além disso não estou assim muito convencido da incompatibilidade entre os dois gigantes que jogaram contra o Marítimo, pois acho que o problema foi mais de posicionamento da equipa, do que a questão de serem jogadores muito iguais. Parece-me é que infelizmente nenhum deles é aquele patrão de que a equipa precisa, embora só tenha visto dois jogos do Xandão, que é um jogador ainda em fase de adaptação a um futebol diferente.
Quanto ao jogo o Sporting até entrou bem e parecia ter conseguido assumir o controlo das operações, mas passado o primeiro quarto de hora os polacos começaram a empurrar os Leões para trás e foram ganhando cantos e livres junto à baliza de Rui Patrício, que mais uma vez evitou estragos maiores enquanto pôde, mas o golo acabou mesmo por acontecer, numa jogada em que mais uma vez Polga mostrou as suas debilidades no jogo aéreo e depois o avançado polaco conseguiu de uma forma muito feliz, meter a bola no buraco da agulha.
Assim o resultado ao intervalo tinha de se considerar como justo para a equipa que mais atacara e perante algumas evidentes dificuldades do Sporting em colocar o seu jogo num relvado em muito mau estado.
Ao intervalo Sá Pinto foi forçado a mexer na equipa devido à lesão de Schaars, e estranhamente optou por Carriço, insistindo naquilo que na minha opinião foi um dos maiores erros de Domingo. Com esta alteração inverteu-se o triângulo do meio campo o que não se percebia muito bem atendendo a que o Sporting estava a perder, mas a verdade é que Carriço entrou bem no jogo e até foi dele o golo do empate.
Mas antes Rui Patrício tinha evitado o 2-0, naquele que na minha opinião foi o momento decisivo do jogo e talvez até desta eliminatória.
O golo do Sporting foi um forte rombo no ânimo dos polaco, que sentiram claramente o toque, enquanto os Leões serenaram e ganharam confiança de tal forma que comecei a acreditar que era possível chegar ao 1-2.
Foi então que Sá pinto resolveu intervir, trocando Carrillo por André Santos, num claro sinal de que estava satisfeito com o empate, talvez por isso a equipa baixou o ritmo do jogo e recuou no terreno, dando espaço para que os polacos voltassem a acreditar e não demorou muito até que na sequência de um lance precedido de fora de jogo o Legia retomasse a liderança do marcador.
Mas a estrelinha estava do lado do estreante Sá Pinto, e André Santos resolveu fazer aquele golaço, evitando uma derrota, que a acontecer ficaria inegavelmente ligada à última substituição feita pelo treinador leonino, que assim acabou por acertar em cheio nos jogadores que lançou em campo, com dois deles a marcarem os golos da equipa.
Á beira do fim Insua poderia ter dado a vitória ao Sporting, mas seria um prémio excessivo para uma equipa que teve no seu guarda-redes o melhor jogador em campo.
A eliminatória ficou assim bem encaminhada e agora espera-se pelo menos uma mudança de atitude da parte dos jogadores, e é nesta área que Sá Pinto mais tem a trabalhar, e desde que ele não invente a equipa tem todas as condições para melhorar e pelo menos ultrapassar este Legia.
Compreendo a opção pelo Capitão da equipa para o centro da defesa, numa perspectiva de gestão do grupo e até porque a primeira experiência da dupla Xandão/Onyewu, foi um verdadeiro desastre, no entanto se é por uma questão de velocidade ou neste caso falta dela, Polga não é mais rapido do que o seu compatriota e além de ser muito mais baixo do que ele, tem a agravante de não saltar, como se viu ontem, no lance do primeiro golo do Legia.
Para além disso não estou assim muito convencido da incompatibilidade entre os dois gigantes que jogaram contra o Marítimo, pois acho que o problema foi mais de posicionamento da equipa, do que a questão de serem jogadores muito iguais. Parece-me é que infelizmente nenhum deles é aquele patrão de que a equipa precisa, embora só tenha visto dois jogos do Xandão, que é um jogador ainda em fase de adaptação a um futebol diferente.
Quanto ao jogo o Sporting até entrou bem e parecia ter conseguido assumir o controlo das operações, mas passado o primeiro quarto de hora os polacos começaram a empurrar os Leões para trás e foram ganhando cantos e livres junto à baliza de Rui Patrício, que mais uma vez evitou estragos maiores enquanto pôde, mas o golo acabou mesmo por acontecer, numa jogada em que mais uma vez Polga mostrou as suas debilidades no jogo aéreo e depois o avançado polaco conseguiu de uma forma muito feliz, meter a bola no buraco da agulha.
Assim o resultado ao intervalo tinha de se considerar como justo para a equipa que mais atacara e perante algumas evidentes dificuldades do Sporting em colocar o seu jogo num relvado em muito mau estado.
Ao intervalo Sá Pinto foi forçado a mexer na equipa devido à lesão de Schaars, e estranhamente optou por Carriço, insistindo naquilo que na minha opinião foi um dos maiores erros de Domingo. Com esta alteração inverteu-se o triângulo do meio campo o que não se percebia muito bem atendendo a que o Sporting estava a perder, mas a verdade é que Carriço entrou bem no jogo e até foi dele o golo do empate.
Mas antes Rui Patrício tinha evitado o 2-0, naquele que na minha opinião foi o momento decisivo do jogo e talvez até desta eliminatória.
O golo do Sporting foi um forte rombo no ânimo dos polaco, que sentiram claramente o toque, enquanto os Leões serenaram e ganharam confiança de tal forma que comecei a acreditar que era possível chegar ao 1-2.
Foi então que Sá pinto resolveu intervir, trocando Carrillo por André Santos, num claro sinal de que estava satisfeito com o empate, talvez por isso a equipa baixou o ritmo do jogo e recuou no terreno, dando espaço para que os polacos voltassem a acreditar e não demorou muito até que na sequência de um lance precedido de fora de jogo o Legia retomasse a liderança do marcador.
Mas a estrelinha estava do lado do estreante Sá Pinto, e André Santos resolveu fazer aquele golaço, evitando uma derrota, que a acontecer ficaria inegavelmente ligada à última substituição feita pelo treinador leonino, que assim acabou por acertar em cheio nos jogadores que lançou em campo, com dois deles a marcarem os golos da equipa.
Á beira do fim Insua poderia ter dado a vitória ao Sporting, mas seria um prémio excessivo para uma equipa que teve no seu guarda-redes o melhor jogador em campo.
A eliminatória ficou assim bem encaminhada e agora espera-se pelo menos uma mudança de atitude da parte dos jogadores, e é nesta área que Sá Pinto mais tem a trabalhar, e desde que ele não invente a equipa tem todas as condições para melhorar e pelo menos ultrapassar este Legia.
Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2012
De Paciência para Sá Pinto
Está consumada mais uma chicotada psicológica no Sporting, o que de certa forma me surpreendeu, apesar deste tipo de coisas em Alvalade, serem mais regra do excepção. No entanto ainda ontem Godinho Lopes tinha reiterado o seu apoio ao treinador, pelo que nada apontava para este desfecho, o que me leva a suspeitar que a iniciativa terá partido de Domingos Paciência.
A verdade é que o técnico nortenho já nas últimas semanas tinha mostrado em algumas ocasiões que lhe começava a faltar a paciência e dava a sensação de estar a esticar a corda, quem sabe se já a pensar numa cadeira de sonho lá para os lados do Dragão. Admirem-se!
Em relação a Domingos estou à vontade para falar, pois nunca fui propriamente um grande entusiasta da sua contratação, mas por norma sou contra a mudanças de comando técnico a meio da temporada e já há muitos anos que ando a dizer que o grande problema do Sporting não é o treinador.
Portanto por mim Domingos ficava pelo menos até ao fim da época e esta "chicotada" não faz sentido a não ser que tenha sido mesmo ele a bater com a porta, até porque mais uma vez não foram criadas as condições necessárias para se chegar ao sucesso e apesar de algumas boas contratações, o problema central, que é o central, e que já estava mais do que identificado, continua por resolver.
Não quero com isto dizer que o trabalho deste treinador esteja isento de reparos, até porque é evidente que os resultados ficaram muito aquém das expectativas minimas, mesmo atendendo a algumas atenuantes, como a chegada de reforços a conta gotas, as arbitragens e as lesões, para além da já comnhecida falta de jeito do Carlos Freitas.
Para além disso penso que os principais erros de Domingos não foram determinantes, e resultaram das insuficiências do plantel. Refiro-me essencialmente à forma como queimou Carriço e André Santos, ou mesmo às insistentes trocas de posição dos extremos. Diz-se também que lhe faltava liderança, realmente não me parece assim um líder muito carismático, é antes um homem simpático, e só espero que cumpra aquela promessa de não vir lavar roupa suja depois de sair do Sporting.
Rei morto Rei posto e a SAD resolveu promover Sá Pinto ao comando da equipa principal, uma aposta de risco não só pela pouca experiência do "Coração de Leão", mas principalmente devido ao seu carácter conflituoso, que me faz temer o recrudescimento de confusões lá para as bandas de Alcochete. No entanto era o que estava ali à mão, e na hora do aperto já o anterior Presidente tinha recorrido a ele, como uma especie de escudo de protecção contra a ala mais extremista da massa adepta.
Mas nunca se sabe, pode ser que saia dali um bom treinador, e a última experiência do género, quando Soares Franco fez o mesmo com Paulo Bento, até deu bons resultados e não fosse a habitual impaciência dos "melhores adeptos do mundo", que não descansaram enquanto não viram o homem pelas costas, hoje estaríamos seguramente muito melhor do que estamos, pois a verdade é que com muito menos investimento, Paulo Bento fez muito mais do que todos os que vieram atrás dele, e se José Eduardo Bettencourt acertou em alguma coisa enquanto foi Presidente do Sporting, foi precisamente quando afirmou que ainda íamos ter muitas saudades daquele treinador.
Agora é andar para a frente, e vamos lá a ver no que é que isto vai dar, mas confesso que não estou muito animado e tenho muitas dúvidas em relação à capacidade do Sá Pinto para gerir um plantel destes. Prevejo alguma agitação e se ele conseguir chegar ao fim da época, está-se mesmo a ver que vai ter de despachar meia dúzia de carroças que o Carlos Freitas trouxe e talvez dar uns murros, espero que apenas na mesa.
Entretanto aposto que o Duque também não vai aguentar muito mais tempo, porque a espécie de mito que o tornou no homem que mais percebe de futebol no Sporting, está-se a desvanecer, pois tem sido tiros na água, atrás uns dos outros, a começar naquela entrevista onde prometeu não falar de arbitragens, passando pelos seus muitos silêncios e pelo apoio à candidatura do Carlos Marta, sem esquecer uma anunciada demissão quando a época nem tinha começado.
Quanto ao que sobra desta temporada, acho que se resume mesmo à Final da Taça de Portugal, porque da maneira como o Braga está a crescer e a jogar, vamos ter de nos contentar com o 4º lugar. Mas com Sá Pinto em campo podemos esperar tudo e mais alguma coisa, oxalá não acabe em mais uma grande barracada.
A verdade é que o técnico nortenho já nas últimas semanas tinha mostrado em algumas ocasiões que lhe começava a faltar a paciência e dava a sensação de estar a esticar a corda, quem sabe se já a pensar numa cadeira de sonho lá para os lados do Dragão. Admirem-se!
Em relação a Domingos estou à vontade para falar, pois nunca fui propriamente um grande entusiasta da sua contratação, mas por norma sou contra a mudanças de comando técnico a meio da temporada e já há muitos anos que ando a dizer que o grande problema do Sporting não é o treinador.
Portanto por mim Domingos ficava pelo menos até ao fim da época e esta "chicotada" não faz sentido a não ser que tenha sido mesmo ele a bater com a porta, até porque mais uma vez não foram criadas as condições necessárias para se chegar ao sucesso e apesar de algumas boas contratações, o problema central, que é o central, e que já estava mais do que identificado, continua por resolver.
Não quero com isto dizer que o trabalho deste treinador esteja isento de reparos, até porque é evidente que os resultados ficaram muito aquém das expectativas minimas, mesmo atendendo a algumas atenuantes, como a chegada de reforços a conta gotas, as arbitragens e as lesões, para além da já comnhecida falta de jeito do Carlos Freitas.
Para além disso penso que os principais erros de Domingos não foram determinantes, e resultaram das insuficiências do plantel. Refiro-me essencialmente à forma como queimou Carriço e André Santos, ou mesmo às insistentes trocas de posição dos extremos. Diz-se também que lhe faltava liderança, realmente não me parece assim um líder muito carismático, é antes um homem simpático, e só espero que cumpra aquela promessa de não vir lavar roupa suja depois de sair do Sporting.
Rei morto Rei posto e a SAD resolveu promover Sá Pinto ao comando da equipa principal, uma aposta de risco não só pela pouca experiência do "Coração de Leão", mas principalmente devido ao seu carácter conflituoso, que me faz temer o recrudescimento de confusões lá para as bandas de Alcochete. No entanto era o que estava ali à mão, e na hora do aperto já o anterior Presidente tinha recorrido a ele, como uma especie de escudo de protecção contra a ala mais extremista da massa adepta.
Mas nunca se sabe, pode ser que saia dali um bom treinador, e a última experiência do género, quando Soares Franco fez o mesmo com Paulo Bento, até deu bons resultados e não fosse a habitual impaciência dos "melhores adeptos do mundo", que não descansaram enquanto não viram o homem pelas costas, hoje estaríamos seguramente muito melhor do que estamos, pois a verdade é que com muito menos investimento, Paulo Bento fez muito mais do que todos os que vieram atrás dele, e se José Eduardo Bettencourt acertou em alguma coisa enquanto foi Presidente do Sporting, foi precisamente quando afirmou que ainda íamos ter muitas saudades daquele treinador.
Agora é andar para a frente, e vamos lá a ver no que é que isto vai dar, mas confesso que não estou muito animado e tenho muitas dúvidas em relação à capacidade do Sá Pinto para gerir um plantel destes. Prevejo alguma agitação e se ele conseguir chegar ao fim da época, está-se mesmo a ver que vai ter de despachar meia dúzia de carroças que o Carlos Freitas trouxe e talvez dar uns murros, espero que apenas na mesa.
Entretanto aposto que o Duque também não vai aguentar muito mais tempo, porque a espécie de mito que o tornou no homem que mais percebe de futebol no Sporting, está-se a desvanecer, pois tem sido tiros na água, atrás uns dos outros, a começar naquela entrevista onde prometeu não falar de arbitragens, passando pelos seus muitos silêncios e pelo apoio à candidatura do Carlos Marta, sem esquecer uma anunciada demissão quando a época nem tinha começado.
Quanto ao que sobra desta temporada, acho que se resume mesmo à Final da Taça de Portugal, porque da maneira como o Braga está a crescer e a jogar, vamos ter de nos contentar com o 4º lugar. Mas com Sá Pinto em campo podemos esperar tudo e mais alguma coisa, oxalá não acabe em mais uma grande barracada.
Domingo, 12 de Fevereiro de 2012
Nem Patrício escapou
Sem João Pereira e Capel, Domingos optou por lançar na equipa Arias e Pereirinha, e a exibição do colombiano, foi a única positiva para o Sporting neste jogo, onde este jovem esteve muito acima do resto da equipa, quer a defender, quer a atacar, onde até conseguiu ser o mais perigoso de todos. Já quanto a Pereirinha, está visto que não é jogador para o Sporting, e ponto final.
Mas a grande expectativa para este jogo era a previsível estreia da nova dupla de centrais, no entanto este ansiado casamento de gigantes começou a correr mal logo na lua de mel.
Domingos apostou em jogar com a linha defensiva muito subida, talvez para tentar empurrar o jogo para o meio campo contrário, por via de uma pressão alta, mas o Pedro Martins respondeu inteligentemente com lançamentos longos nas costas de uma defesa que não prima pela velocidade, lançando o pânico junto à baliza de Rui Patrício, que já tinha evitado o golo por quatro vezes, quando deu aquele enorme frango, que toda a equipa merecia menos ele.
A perder, Domingos mandou aquecer alguns suplentes, trocou o lado dos centrais e fez o mesmo com os extremos, mas não ganhou nada com isso, pelo que ao intervalo tirou os dois alas e passou a jogar numa espécie de 4x5x1, que lhe permitiu ganhar o meio-campo.
Foi então que Xandão escorregou, duplicando a oferta de Rui Patrício, e com 2-0 no marcador percebeu-se que o jogo tinha acabado ali.
Domingos ainda tentou reagir com a entrada de Ribas para o lugar de Rinaudo, passando a jogar em 4x4x2, mas este avançado uruguaio é mais um troféu para a longa lista de flops descobertos por Carlos Freitas, onde se contam nomes sonantes como Pinilla, Bueno, Koke, Mota, Alecsandro e Tíui. Ainda estou para perceber como é que este artista conseguiu contratar o Liedson, e como é que Godinho Lopes o conseguiu apresentar como um trunfo eleitoral.
No fim Domingos teve de admitir a que a derrota fora inteiramente justa o que era óbvio, mas preocupante é o facto dele também ter admitido não ter explicação para esta triste prestação da sua equipa.
Mas a grande expectativa para este jogo era a previsível estreia da nova dupla de centrais, no entanto este ansiado casamento de gigantes começou a correr mal logo na lua de mel.
Domingos apostou em jogar com a linha defensiva muito subida, talvez para tentar empurrar o jogo para o meio campo contrário, por via de uma pressão alta, mas o Pedro Martins respondeu inteligentemente com lançamentos longos nas costas de uma defesa que não prima pela velocidade, lançando o pânico junto à baliza de Rui Patrício, que já tinha evitado o golo por quatro vezes, quando deu aquele enorme frango, que toda a equipa merecia menos ele.
A perder, Domingos mandou aquecer alguns suplentes, trocou o lado dos centrais e fez o mesmo com os extremos, mas não ganhou nada com isso, pelo que ao intervalo tirou os dois alas e passou a jogar numa espécie de 4x5x1, que lhe permitiu ganhar o meio-campo.
Foi então que Xandão escorregou, duplicando a oferta de Rui Patrício, e com 2-0 no marcador percebeu-se que o jogo tinha acabado ali.
Domingos ainda tentou reagir com a entrada de Ribas para o lugar de Rinaudo, passando a jogar em 4x4x2, mas este avançado uruguaio é mais um troféu para a longa lista de flops descobertos por Carlos Freitas, onde se contam nomes sonantes como Pinilla, Bueno, Koke, Mota, Alecsandro e Tíui. Ainda estou para perceber como é que este artista conseguiu contratar o Liedson, e como é que Godinho Lopes o conseguiu apresentar como um trunfo eleitoral.
No fim Domingos teve de admitir a que a derrota fora inteiramente justa o que era óbvio, mas preocupante é o facto dele também ter admitido não ter explicação para esta triste prestação da sua equipa.
Quinta-feira, 9 de Fevereiro de 2012
Rumo ao Jamor, com muito sofrimento
Apesar da derrota no jogo com o Gil Vicente, já se tinham notado algumas melhorias na equipa, muito à conta do regresso de Van Volkswinkel, que acrescenta presença no ataque, um sector em que o Sporting anda a jogar com menos, um há cerca de um mês, e mesmo no que diz respeito à entrada de André Santos e à inversão do triângulo do meio campo, que permite uma maior liberdade a Matias Fernandez, com a consequente subida de rendimento do chileno.
Ontem com o regresso de Rinaudo houve um claro acréscimo de qualidade e intensidade de jogo no miolo, e ainda por cima o argentino acabou por ser decisivo, ao marcar o primeiro golo e estar na origem da expulsão de Rondon.
A outra novidade foi a estreia de Xandão, que se pode considerar como prometedora. Pelo menos viu-se que não é jogador de inventar muito e que pode ser perigoso nas bolas paradas. Vamos a ver como se processa o casamento com Onyewu, porque de Rodriguez e Polga, estamos conversados.
De resto o Capitão da equipa ontem voltou a dormir no incrível lance do golo do empate e como se tal não bastasse, deu mais duas baldas que quase levavam o jogo para prolongamento.
Para os madeirenses este era o jogo da vida deles, e para os Leões o jogo que poderia arruinar definitivamente uma época, que não está a decorrer ao nível das expectativas geradas. Assim foi com naturalidade que o confronto começou com grande intensidade e alguma ansiedade de parte a parte, que poderia ter saído cara ao Sporting, quando João Pereira acertou na barra da sua própria baliza, de resto o lateral direito leonino, é um dos jogadores mais afectados por esta crise de resultados que o Clube atravessa.
Percebia-se a importância de marcar primeiro, quando saiu a taluda a Rinaudo, numa altura em que o equilibrio predominava. Com este golo o Sporting tranquilizou e impediu o Nacional de apostar tudo nas transições rápidas, que são o ponto fraco dos Leões, quando tem de se abrir no ataque, e assim foi o Sporting que passou a ter mais espaço nas costas da defesa madeirense, valendo a actuação desastrada do fiscal de linha, que qual libero endiabrado, cortou tudo e mais alguma coisa, impedindo o segundo golo que arrumaria logo ali a questão.
Para a 2ª parte o Nocional veio mais equilibrado e percebia-se que o Sporting estava a jogar no fio da navalha, quando Rondon foi expulso, num lance em que em nome da coerência, terei de dizer que faltou bom senso a Pedro Proença.
Com mais um jogador e em vantagem no marcador, a eliminatória parecia decidida, e o Sporting passou a controlar o jogo com relativa segurança, à espera da oportunidade para selar a passagem à Final, perante um Nacional que acusou o infortúnio, e se mostrava incapaz de reagir.
O ritmo de jogo baixou e parecia que assim se iria arrastar até a um provável segundo golo do Sporting, mas foi o Nacional que empatou com um golo incrível, que seguramente não se repetiria nem que os mesmos jogadores tentassem a proeza mais cem vezes, isto apesar da passividade do habitual Polga.
Outra vez em desvantagem na eliminatória, Domingos reagiu fazendo entrar Ribas para o lugar do desgastado Rinaudo, e empurrando o Nacional para a sua área, e pouco depois surgiu um penalti que é pelo menos discutível, sendo daqueles lances que geralmente os árbitros só marcam, quando acontecem no meio-campo.
Novamente em vantagem Domingos reequilibrou a equipa com as entradas de Carriço e Evaldo, mas mesmo assim Polga ainda teve tempo para dar mais duas baldas, valendo Xandão e a falta de instinto do recém entrado Keita, para se evitar o prolongamento, que voltou a estar à vista, quando já à beira do fim, Rui Patrício garantiu um lugar no Jamor, com uma defesa que mostra porque é que ele já é o melhor guarda-redes português da actualidade e um dos jogadores mais valiosos desta equipa.
O terceiro golo já veio fora de tempo e resultou apenas do desespero em que se encontravam os jogadores madeirenses, que talvez não merecessem esse castigo final.
E pronto, Jamor aí vamos nós para a festa com os estudantes, e agora Domingos terá pelo menos uma folga para tentar pôr a equipa novamente nos eixos, porque com Rinaudo e Van Volkswinkel de volta e se Xandão acertar, há ali pelo menos uma boa base de trabalho, para se construir uma equipa que no futuro possa dar algumas alegrias aos sportinguistas.
Ontem com o regresso de Rinaudo houve um claro acréscimo de qualidade e intensidade de jogo no miolo, e ainda por cima o argentino acabou por ser decisivo, ao marcar o primeiro golo e estar na origem da expulsão de Rondon.
A outra novidade foi a estreia de Xandão, que se pode considerar como prometedora. Pelo menos viu-se que não é jogador de inventar muito e que pode ser perigoso nas bolas paradas. Vamos a ver como se processa o casamento com Onyewu, porque de Rodriguez e Polga, estamos conversados.
De resto o Capitão da equipa ontem voltou a dormir no incrível lance do golo do empate e como se tal não bastasse, deu mais duas baldas que quase levavam o jogo para prolongamento.
Para os madeirenses este era o jogo da vida deles, e para os Leões o jogo que poderia arruinar definitivamente uma época, que não está a decorrer ao nível das expectativas geradas. Assim foi com naturalidade que o confronto começou com grande intensidade e alguma ansiedade de parte a parte, que poderia ter saído cara ao Sporting, quando João Pereira acertou na barra da sua própria baliza, de resto o lateral direito leonino, é um dos jogadores mais afectados por esta crise de resultados que o Clube atravessa.
Percebia-se a importância de marcar primeiro, quando saiu a taluda a Rinaudo, numa altura em que o equilibrio predominava. Com este golo o Sporting tranquilizou e impediu o Nacional de apostar tudo nas transições rápidas, que são o ponto fraco dos Leões, quando tem de se abrir no ataque, e assim foi o Sporting que passou a ter mais espaço nas costas da defesa madeirense, valendo a actuação desastrada do fiscal de linha, que qual libero endiabrado, cortou tudo e mais alguma coisa, impedindo o segundo golo que arrumaria logo ali a questão.
Para a 2ª parte o Nocional veio mais equilibrado e percebia-se que o Sporting estava a jogar no fio da navalha, quando Rondon foi expulso, num lance em que em nome da coerência, terei de dizer que faltou bom senso a Pedro Proença.
Com mais um jogador e em vantagem no marcador, a eliminatória parecia decidida, e o Sporting passou a controlar o jogo com relativa segurança, à espera da oportunidade para selar a passagem à Final, perante um Nacional que acusou o infortúnio, e se mostrava incapaz de reagir.
O ritmo de jogo baixou e parecia que assim se iria arrastar até a um provável segundo golo do Sporting, mas foi o Nacional que empatou com um golo incrível, que seguramente não se repetiria nem que os mesmos jogadores tentassem a proeza mais cem vezes, isto apesar da passividade do habitual Polga.
Outra vez em desvantagem na eliminatória, Domingos reagiu fazendo entrar Ribas para o lugar do desgastado Rinaudo, e empurrando o Nacional para a sua área, e pouco depois surgiu um penalti que é pelo menos discutível, sendo daqueles lances que geralmente os árbitros só marcam, quando acontecem no meio-campo.
Novamente em vantagem Domingos reequilibrou a equipa com as entradas de Carriço e Evaldo, mas mesmo assim Polga ainda teve tempo para dar mais duas baldas, valendo Xandão e a falta de instinto do recém entrado Keita, para se evitar o prolongamento, que voltou a estar à vista, quando já à beira do fim, Rui Patrício garantiu um lugar no Jamor, com uma defesa que mostra porque é que ele já é o melhor guarda-redes português da actualidade e um dos jogadores mais valiosos desta equipa.
O terceiro golo já veio fora de tempo e resultou apenas do desespero em que se encontravam os jogadores madeirenses, que talvez não merecessem esse castigo final.
E pronto, Jamor aí vamos nós para a festa com os estudantes, e agora Domingos terá pelo menos uma folga para tentar pôr a equipa novamente nos eixos, porque com Rinaudo e Van Volkswinkel de volta e se Xandão acertar, há ali pelo menos uma boa base de trabalho, para se construir uma equipa que no futuro possa dar algumas alegrias aos sportinguistas.
Domingo, 5 de Fevereiro de 2012
Deu galo
Apesar do Sporting ter perdido, esta não foi na minha opinião, a pior das exibições, isto pelo menos em relação ao que tenho visto ultimamente, parecendo-me que a equipa melhorou em alguns aspectos, principalmente devido às entradas de Van Volkswinkel e André Santos.
O avançado holandês, pelo menos enquanto pôde, mostrou que sabe mexer-se na área e com ele as coisas tornam-se mais complicadas para as defesas adversárias, no entanto com o passar do tempo começou a acusar a paragem e só ficou em campo até ao fim do jogo, porque foi mesmo preciso.
Quanto a André Santos, com ele a equipa ganha segurança na posse de bola, o que não é despresivel, principalmente quando se quer ter a iniciativa do jogo e não se têm homens rápidos lá atrás.
De resto, Marcelo e Evaldo foram as outras duas novidades na equipa, mas em ambos os casos tratou-se apenas de premiar dois jogadores em que o treinador confia, e pelo menos em relação ao guarda-redes, a resposta foi mais uma vez positiva, não sendo por eles que a coisa correu mal.
Quanto ao jogo, o Gil até entrou bem, mas rapidamente o Sporting assumiu o comando, com Matias Fernandez e Carrillo particularmente activos, e poderia ter chegado ao golo, principalmente naquela jogada em que o chileno se isolou, mas permitiu a defesa a Adriano.
Mesmo assim a equipa jogou sempre no fio da navalha, com a defesa bastante subida a arriscar muito no fora de jogo, perante um sempre perigoso Hugo Vieira.
No intervalo os treinadores resolveram esperar para ver no que ia dar, antes de mexerem nas equipas. Deu a branca do costume. Uma bola perdida, e o contra ataque rápido, que resultou num penalti e na expulsão de Onyewu.
A perder e com menos um jogador, percebeu-se que a Taça da Liga já era, mas Domingos tentou tudo, com duas alterações de cariz marcadamente ofensivo, embora naquela situação talvez fosse preferível apostar num avançado mais fixo e possante, como é Ribas, no entanto parece que Rubio fez um treino de conjunto muito bom, e o treinador teve aquela fezada.
Durante alguns minutos o Sporting ainda conseguiu empurrar o Gil lá para trás, e o árbitro que em caso de dúvida tinha decidido a favor do Gil na área do Sporting, fez o mesmo na outra área. É nisto que o Sporting já não é grande há muitos anos.
Com o passar do tempo as forças e o ânimo foram escasseando, e a última substituição de Domingos, não se percebeu e não resultou, primeiro porque Carrillo estava a ser dos melhores, depois porque Izmailov, tal como Rubio, não chegou a entrar em jogo.
Também não se percebe a insistência em trocar de extremos. Aliás ontem houve alturas em que nem sequer se tratava de uma troca, pois ás vezes estavam os dois do mesmo lado.
E assim lá se foi a Taça da Liga, sem esquecer o dano colateral que é a perda de Onyewwu para o jogo mais importante da época, onde se joga a Final ou nada. Vamos lá a ver se é desta que finalmente se estreia o Xandão, que já teve mais do que tempo para recuperar a forma física, pelo que não se percebe porque é que continua de fora. A não ser que seja mais um igual aos que lá estão.
As respostas ficam para 4ª feira, mas não vai ser nada fácil.
O avançado holandês, pelo menos enquanto pôde, mostrou que sabe mexer-se na área e com ele as coisas tornam-se mais complicadas para as defesas adversárias, no entanto com o passar do tempo começou a acusar a paragem e só ficou em campo até ao fim do jogo, porque foi mesmo preciso.
Quanto a André Santos, com ele a equipa ganha segurança na posse de bola, o que não é despresivel, principalmente quando se quer ter a iniciativa do jogo e não se têm homens rápidos lá atrás.
De resto, Marcelo e Evaldo foram as outras duas novidades na equipa, mas em ambos os casos tratou-se apenas de premiar dois jogadores em que o treinador confia, e pelo menos em relação ao guarda-redes, a resposta foi mais uma vez positiva, não sendo por eles que a coisa correu mal.
Quanto ao jogo, o Gil até entrou bem, mas rapidamente o Sporting assumiu o comando, com Matias Fernandez e Carrillo particularmente activos, e poderia ter chegado ao golo, principalmente naquela jogada em que o chileno se isolou, mas permitiu a defesa a Adriano.
Mesmo assim a equipa jogou sempre no fio da navalha, com a defesa bastante subida a arriscar muito no fora de jogo, perante um sempre perigoso Hugo Vieira.
No intervalo os treinadores resolveram esperar para ver no que ia dar, antes de mexerem nas equipas. Deu a branca do costume. Uma bola perdida, e o contra ataque rápido, que resultou num penalti e na expulsão de Onyewu.
A perder e com menos um jogador, percebeu-se que a Taça da Liga já era, mas Domingos tentou tudo, com duas alterações de cariz marcadamente ofensivo, embora naquela situação talvez fosse preferível apostar num avançado mais fixo e possante, como é Ribas, no entanto parece que Rubio fez um treino de conjunto muito bom, e o treinador teve aquela fezada.
Durante alguns minutos o Sporting ainda conseguiu empurrar o Gil lá para trás, e o árbitro que em caso de dúvida tinha decidido a favor do Gil na área do Sporting, fez o mesmo na outra área. É nisto que o Sporting já não é grande há muitos anos.
Com o passar do tempo as forças e o ânimo foram escasseando, e a última substituição de Domingos, não se percebeu e não resultou, primeiro porque Carrillo estava a ser dos melhores, depois porque Izmailov, tal como Rubio, não chegou a entrar em jogo.
Também não se percebe a insistência em trocar de extremos. Aliás ontem houve alturas em que nem sequer se tratava de uma troca, pois ás vezes estavam os dois do mesmo lado.
E assim lá se foi a Taça da Liga, sem esquecer o dano colateral que é a perda de Onyewwu para o jogo mais importante da época, onde se joga a Final ou nada. Vamos lá a ver se é desta que finalmente se estreia o Xandão, que já teve mais do que tempo para recuperar a forma física, pelo que não se percebe porque é que continua de fora. A não ser que seja mais um igual aos que lá estão.
As respostas ficam para 4ª feira, mas não vai ser nada fácil.
Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2012
Falência
Não fui apoiante das listas de Godinho Lopes nas eleições do ano passado, porque na altura considerava ter chegado o momento de mudar de rumo e de dar o lugar a gente nova, daí que mais do que apoiar este ou aquele, eu acima de tudo não queria mais do mesmo.
No entanto quem ganhou foi a Lista A e independentemente da forma como as coisas se processaram, Godinho Lopes passou a ser o Presidente do Sporting Clube de Portugal, e como tal o meu Presidente.
Passado quase um ano devo dizer que o homem em alguns aspectos até me tem surpreendido pela positiva, pois tem-se esforçado para reunificar a família sportinguista, apesar de estar rodeado de muitas feras.
Inicialmente a coisa até esteve muito tremida, quando Luís Duque "ameaçou" demitir-se, mas depois a bola começou a rolar e é indesmentivel que a nova equipa entusiasmou os sportinguistas, que não tem parado de encher o Estádio.
No entanto os resultados da equipa de futebol é que são o verdadeiro barometro de qualquer Direcção, e depois de algum entusiasmo, neste momento as perspectivas não são muito animadoras. Aqui diga-se que com Carlos Freitas na gestão do plantel, eu não esperava muito mais, até fiquei surpreendido com algumas contratações, que tem mostrado ter qualidade, isto no meio dos inevitaveis barretes entre algumas opções inexplicaveis.
Nos próximos dias a equipa terá uma serie de jogos decisivos, e Domingos já começa a acusar algum desgaste e mostrar muito nervosismo e porque não dizer, algum desconsolo, tendo disparado em vários sentidos.
Entretanto Carlos Barbosa foi o primeiro dos Vices a abandonar o barco, ao que parece depois de algumas divergências com o Presidente, que continua a mostrar-se um verdadeiro equilibrista, atendendo a sua curta margem de manobra.
Por coincidencia ou não, acabaram de ser divulgados os resultados da auditoria, que não surpreendem ninguém, mas são assustadores na mesma, e revelam apenas que a venda do património, as Vmoc's e a tão falada reestruturação financeira, não serviram para nada senão para empobrecer ainda mais o Clube.
Agora fala-se da entrada de capital estrangeiro, que é algo que assusta os sócios, principalmente se isso significar a perda da posição maioritária do Clube na SAD, pelo que duvido que haja condições para se avançar com essa solução, porque ninguém vai querer meter milhões no Sporting se não for para mandar.
Sendo assim face à crise que o nosso País e a Europa atravessam, e à situação do Clube enterrado em dívidas, com a sua massa associativa dividida e a equipa de futebol no fia da navalha, o futuro próximo é inseguro e imprevisivel.
Chegado aqui direi que nada disto me surpreende, com esta Direcção não se podia esperar grandes mudanças, mas o pior de tudo é que mesmo que no dia 26 de Março de 2011 se tivesse concretizado a tão ansiada mudança, não me parece que a situação fosse substancialmente diferente.
No entanto quem ganhou foi a Lista A e independentemente da forma como as coisas se processaram, Godinho Lopes passou a ser o Presidente do Sporting Clube de Portugal, e como tal o meu Presidente.
Passado quase um ano devo dizer que o homem em alguns aspectos até me tem surpreendido pela positiva, pois tem-se esforçado para reunificar a família sportinguista, apesar de estar rodeado de muitas feras.
Inicialmente a coisa até esteve muito tremida, quando Luís Duque "ameaçou" demitir-se, mas depois a bola começou a rolar e é indesmentivel que a nova equipa entusiasmou os sportinguistas, que não tem parado de encher o Estádio.
No entanto os resultados da equipa de futebol é que são o verdadeiro barometro de qualquer Direcção, e depois de algum entusiasmo, neste momento as perspectivas não são muito animadoras. Aqui diga-se que com Carlos Freitas na gestão do plantel, eu não esperava muito mais, até fiquei surpreendido com algumas contratações, que tem mostrado ter qualidade, isto no meio dos inevitaveis barretes entre algumas opções inexplicaveis.
Nos próximos dias a equipa terá uma serie de jogos decisivos, e Domingos já começa a acusar algum desgaste e mostrar muito nervosismo e porque não dizer, algum desconsolo, tendo disparado em vários sentidos.
Entretanto Carlos Barbosa foi o primeiro dos Vices a abandonar o barco, ao que parece depois de algumas divergências com o Presidente, que continua a mostrar-se um verdadeiro equilibrista, atendendo a sua curta margem de manobra.
Por coincidencia ou não, acabaram de ser divulgados os resultados da auditoria, que não surpreendem ninguém, mas são assustadores na mesma, e revelam apenas que a venda do património, as Vmoc's e a tão falada reestruturação financeira, não serviram para nada senão para empobrecer ainda mais o Clube.
Agora fala-se da entrada de capital estrangeiro, que é algo que assusta os sócios, principalmente se isso significar a perda da posição maioritária do Clube na SAD, pelo que duvido que haja condições para se avançar com essa solução, porque ninguém vai querer meter milhões no Sporting se não for para mandar.
Sendo assim face à crise que o nosso País e a Europa atravessam, e à situação do Clube enterrado em dívidas, com a sua massa associativa dividida e a equipa de futebol no fia da navalha, o futuro próximo é inseguro e imprevisivel.
Chegado aqui direi que nada disto me surpreende, com esta Direcção não se podia esperar grandes mudanças, mas o pior de tudo é que mesmo que no dia 26 de Março de 2011 se tivesse concretizado a tão ansiada mudança, não me parece que a situação fosse substancialmente diferente.
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