A participação do Sporting na Next Generation Series, gerou algum entusiasmo entre os sportinguistas, principalmente depois dos excelentes resultados na fase de grupos, pelo que naturalmente que eram grandes as expectativas para o jogo de ontem em Leiria frente ao Inter de Milão, onde estiveram mais de 6 mil Leões nas bancadas.
Tinha visto os dois jogos com o Liverpool, em a equipa teve fases brilhantes, embora tenha tido alguma sorte em Anfield Road, mas sempre me pareceu que havia algum exagero em relação em algumas apreciações que fui lendo sobre estes miúdos, que ontem enfrentaram uma equipa muito forte fisicamente, que pressionou alto enquanto pôde, não deixando o Sporting fazer o seu jogo habitual, e depois à boa maneira italiana, foi lá acima a marcou o golo da ordem.
A ganhar os italianos juntaram as linhas e recuaram um pouco, fechando-se lá atrás, enquanto Sá Pinto arriscava tudo com a entrada de mais um avançado e dois médios ofensivos, acabando o jogo já em desespero e a dar muitos espaços ao adversario, que esteve à beira de fazer o segundo golo.
Mas antes Betinho falhou o empate com a baliza aberta, na melhor oportunidade do jogo e Iuri marcou mesmo, no entanto o fiscal de linha anulou o lance, em que o extremo esquerdo leonino estava em linha com a defesa italiana.
Assim o Sporting ficou ingloriamente afastado da fase final, que se disputará em Londres e no fim o desconsolo dos míudos era inevitavel, mas o balanço terá de ser muito positivo, principalmente em termos de experiência adquirida.
Há muito talento nesta equipa, com Iuri Medeiros à cabeça, embora me pareça um jogador algo inconstante, depois há outros jogadores muito interessante, como Esgaio um lateral raçudo e com boa técnica, Agostinho Cá um excelente recuperador de bolas e muito rápido, embora algo precipitado na hora do passe, João Mário que esteve um pouco apagado enquanto jogou na posição 8, mas que subiu muito de rendimento quando recuou no terreno.
Um pouco abaixo daquilo que já vi fazerem, estiveram, Tiago Ilori, Filipe Chaby e Betinho, sendo que não percebi as hesitações de Rafael Veloso na reposição da bola em jogo, e não gostei da exibição de Mica, um jogador de quem oiço falar muito bem, mas que ainda não me convenceu, de resto ele tem dividido a posição de lateral esquerdo com Rodolfo Simões, que me pareceu ser mais jogador nas vezes que tive oportunidade de o ver.
Para o fim deixo o pior, que resulta do facto deste jogo ter sido em Portugal, o que nos obrigou a levar com um trio de arbitragem português, que como é natural não esteve à altura, com apitos a mais, falta de coêrencia nos criterios disciplinares, com o árbitro a começar por se armar em padre com uma atitude pedagogica, que depois não manteve e o fiscal de linha a borrar a pintura, anulando um golo ao Sporting, numa jogada de dificil avaliação, mas onde deveria ter cumprido a regra, beneficiando a equipa que ataca.
Como se isto não bastasse, ainda levámos com uma realização à portuguesa, com repetições por tudo e por nada, de tal forma que quase não vimos metade do jogo, isto já para não falar nos comentadores de serviço, que confundiram Edilino Ié com Altair Júnior, o que é a mesma coisa que não distinguir Elias de Schaars. Uma falta de profissionalismo inacreditavel, de quem é pago para botar palavra durante os jogos, mas não se prepara minimamente, para pelo menos conhecer os jogadores de forma a evitar fazer figuras tristes.
Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2012
Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012
Uma equipa remendada
No final do jogo de Olhão Domingos Paciência afirmou que o Sporting poderia ter ganho, mas também poderia ter perdido, declarações que por corresponderem inteiramente ao que se passou em campo, são reveladoras do mau momento que a equipa atravessa.
De facto foi mais um jogo em que o Sporting se revelou incapaz de se impor, mostrando-se uma equipa muito desligada e inconsistente, com um futebol aos repelões e muito inconstante.
Desta vez Domingos teve a atenuante das ausências forçadas de Schaars e Elias, que o obrigaram a refazer completamente o meio-campo, mas continuo sem perceber porque é que André Santos não joga, da mesma forma que a opção por Carriço a trinco, não me parece ser uma grande ideia.
Renato Neto regressou ao onze, mas tal como Ribas, que desta vez ficou de fora, não está minimamente entrosado com a equipa, e mostrou algumas dificuldades para aparecer, mesmo que desta vez tenha jogado na sua posição preferida, mas não é fácil entrar numa equipa que atravessa um mau momento.
No ataque Domingos desta vez optou por jogar sem ponta de lança, apostando na mobilidade de Jeffrèn, mas com um meio campo onde apenas Matias Fernandez tinha capacidade para inventar espaços para os homens da frente, depressa se percebeu que esta ideia do treinador não iria dar os resultados desejados, porque a bola não chegava lá, e quando chegava faltava presença na área.
Na defesa regressou Polga, que me parece menos mau do que Rodriguez, mas o Sporting continua a ter muitas dificuldades quando dá espaços para as transições rápidas dos seus adversarios, o que acaba por tolher as movimentações ofensivas dos laterais, e mesmo assim o Olhanense conseguiu criar meia dúzia de situações de grande perigo junto da baliza de Rui Patrício, que está cada vez melhor e lá vai tapando os buracos que se abrem à sua frente.
No inicio do jogo Carrillo ainda conseguiu algumas jogadas de perigo mas, mas a equipa nunca conseguiu assumir o controlo do jogo e o Olhansense começou a mostrar os dentes, equilibrando as operações.
Depois do intervalo ainda se pensou que o Sporting poderia empurrar os algarvios lá para trás, mas as alterações promovidas por Domingos não resultaram, pois Rubio e André Martins também não acrescentaram nada, e a saída de Matias Fernandez não se percebeu, daí que o empate se tenha tornado quase uma inevitabilidade, mesmo que Carrillo pudesse ter aproveitado um brinde do guarda redes adversário, à beira do fim.
Desta vez Domingos queixou-se da arbitragem mas sem qualquer razão. É verdade que este árbitro é fraquinho e apita de mais, mas à excepção de algumas incoerências disciplinares, o jogo não teve casos e foi fácil de dirigir, pelo que os protestos apenas são reveladores do estado de espirito do técnico leonino que mais valia ter ficado calado.
De facto foi mais um jogo em que o Sporting se revelou incapaz de se impor, mostrando-se uma equipa muito desligada e inconsistente, com um futebol aos repelões e muito inconstante.
Desta vez Domingos teve a atenuante das ausências forçadas de Schaars e Elias, que o obrigaram a refazer completamente o meio-campo, mas continuo sem perceber porque é que André Santos não joga, da mesma forma que a opção por Carriço a trinco, não me parece ser uma grande ideia.
Renato Neto regressou ao onze, mas tal como Ribas, que desta vez ficou de fora, não está minimamente entrosado com a equipa, e mostrou algumas dificuldades para aparecer, mesmo que desta vez tenha jogado na sua posição preferida, mas não é fácil entrar numa equipa que atravessa um mau momento.
No ataque Domingos desta vez optou por jogar sem ponta de lança, apostando na mobilidade de Jeffrèn, mas com um meio campo onde apenas Matias Fernandez tinha capacidade para inventar espaços para os homens da frente, depressa se percebeu que esta ideia do treinador não iria dar os resultados desejados, porque a bola não chegava lá, e quando chegava faltava presença na área.
Na defesa regressou Polga, que me parece menos mau do que Rodriguez, mas o Sporting continua a ter muitas dificuldades quando dá espaços para as transições rápidas dos seus adversarios, o que acaba por tolher as movimentações ofensivas dos laterais, e mesmo assim o Olhanense conseguiu criar meia dúzia de situações de grande perigo junto da baliza de Rui Patrício, que está cada vez melhor e lá vai tapando os buracos que se abrem à sua frente.
No inicio do jogo Carrillo ainda conseguiu algumas jogadas de perigo mas, mas a equipa nunca conseguiu assumir o controlo do jogo e o Olhansense começou a mostrar os dentes, equilibrando as operações.
Depois do intervalo ainda se pensou que o Sporting poderia empurrar os algarvios lá para trás, mas as alterações promovidas por Domingos não resultaram, pois Rubio e André Martins também não acrescentaram nada, e a saída de Matias Fernandez não se percebeu, daí que o empate se tenha tornado quase uma inevitabilidade, mesmo que Carrillo pudesse ter aproveitado um brinde do guarda redes adversário, à beira do fim.
Desta vez Domingos queixou-se da arbitragem mas sem qualquer razão. É verdade que este árbitro é fraquinho e apita de mais, mas à excepção de algumas incoerências disciplinares, o jogo não teve casos e foi fácil de dirigir, pelo que os protestos apenas são reveladores do estado de espirito do técnico leonino que mais valia ter ficado calado.
Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2012
Volta Djaló, estás perdoado!
Em tempo de crise Domingos não facilitou e para além da entrada de Marcelo, limitou-se a fazer duas alterações na equipa, devolvendo a titilaridade a Carrillo e a Carriço, retomando assim o meio campo habitual, com um trinco e dois médios, quando este talvez tivesse sido o jogo ideal para experimentar a inversão do triângulo ensaiada em Braga.
Seja como for nada explica a pobreza da exibição da equipa neste jogo, frente a um adversario muito modesto, de tal forma que os primeiros 25 minutos foram indescritiveis, de tão entediantes sem ponta por onde lhes pegar, havendo para contar apenas uma defesa mais vistosa do que dificil, do guarda-redes do Moreirense, na sequência de um livre apontado por Schaars.
Foi então que apareceu Ghilas a criar a primeira oportunidade de golo, que Marcelo impediu com uma excelente estirada e na resposta surgiu quase por acidente um golo que o Sporting não merecia.
Parecia que o mais dificil estava feito e que afinal não iria ser preciso muito esforço para ganhar à segunda linha do Moreirense, mas o empate veio logo a seguir, e Rodriguez ainda teve tempo para dar a balda do costume, que Luís Pinto não soube aproveitar, pelo que o Sporting até se podia dar por feliz com o resultado da 1ª parte.
Ao intervalo Domingos resolveu fazer duas alterações, lançando Matias Fernandez no lugar de Carriço, mas não invertendo o triângulo, pois Schaars recuou para a posição de trinco e Elias continuou como médio ofensivo, e insistindo em Bojinov que desta vez não só foi menos um, como ainda estrovou.
Nos primeiros minutos da 2ª parte a equipa ainda pareceu querer aumentar a intensidade do seu jogo, mas depressa voltou ao ritmo sonolento do 1º tempo, enquanto o Moreirense ia recuando cada vez mais, mostrando-se ainda menos atervido.
Foi preciso esperar pelos últimos minutos do jogo, para que finalmente o Sporting conseguisse chegar com perigo à baliza de Ricardo, primeiro com Rodriguez a falhar um golo fácil e depois com Jeffrén a ganhar um penalti devido a uma falta que me pareceu ter acontecido fora da área.
Foi então que Bojinov resolveu que quem mandava ali era ele, e perante o espanto generalizado e a ausência de liderança dentro do campo, empurrou Matias Fernandez que se preparava para tentar converter o penalti, e falhou, o que acaba por ser um justo castigo para a equipa e principalmente para ele, que ainda teve tempo para estrovar Marcelo, quando já em desespero o guarda-redes tentava dar uma ajudinha na área adversaria, na última jogada do encontro.
Assim o apuramento para as meias-finais da Taça da Liga ficou tremido e o moral da equipa ainda mais em baixo, sobrando como positivo deste jogo apenas o facto ter chegado o fim da linha para Bojinov, isto se ainda houver algum bom senso em Alvalade. É que se eu ainda sou capaz de perceber a contratação deste artista, à luz das comissões que rolam à conta destes negocios ruinosos, já não entendo a insistência do treinador num jogador que teve muitas oportunidades e que não só não revelou qualidade para jogar no Sporting, como pior do que isso, nunca mostrou vontade para pelo menos suar a camisola.
Uma palavra final para o público, que ao contrário do que em alturas anteriores, aguentou firme até ao fim sem assobiar, e desta vez até não faltaram razões para o fazer. Mas agora já devem estar com saudades do Djaló.
Seja como for nada explica a pobreza da exibição da equipa neste jogo, frente a um adversario muito modesto, de tal forma que os primeiros 25 minutos foram indescritiveis, de tão entediantes sem ponta por onde lhes pegar, havendo para contar apenas uma defesa mais vistosa do que dificil, do guarda-redes do Moreirense, na sequência de um livre apontado por Schaars.
Foi então que apareceu Ghilas a criar a primeira oportunidade de golo, que Marcelo impediu com uma excelente estirada e na resposta surgiu quase por acidente um golo que o Sporting não merecia.
Parecia que o mais dificil estava feito e que afinal não iria ser preciso muito esforço para ganhar à segunda linha do Moreirense, mas o empate veio logo a seguir, e Rodriguez ainda teve tempo para dar a balda do costume, que Luís Pinto não soube aproveitar, pelo que o Sporting até se podia dar por feliz com o resultado da 1ª parte.
Ao intervalo Domingos resolveu fazer duas alterações, lançando Matias Fernandez no lugar de Carriço, mas não invertendo o triângulo, pois Schaars recuou para a posição de trinco e Elias continuou como médio ofensivo, e insistindo em Bojinov que desta vez não só foi menos um, como ainda estrovou.
Nos primeiros minutos da 2ª parte a equipa ainda pareceu querer aumentar a intensidade do seu jogo, mas depressa voltou ao ritmo sonolento do 1º tempo, enquanto o Moreirense ia recuando cada vez mais, mostrando-se ainda menos atervido.
Foi preciso esperar pelos últimos minutos do jogo, para que finalmente o Sporting conseguisse chegar com perigo à baliza de Ricardo, primeiro com Rodriguez a falhar um golo fácil e depois com Jeffrén a ganhar um penalti devido a uma falta que me pareceu ter acontecido fora da área.
Foi então que Bojinov resolveu que quem mandava ali era ele, e perante o espanto generalizado e a ausência de liderança dentro do campo, empurrou Matias Fernandez que se preparava para tentar converter o penalti, e falhou, o que acaba por ser um justo castigo para a equipa e principalmente para ele, que ainda teve tempo para estrovar Marcelo, quando já em desespero o guarda-redes tentava dar uma ajudinha na área adversaria, na última jogada do encontro.
Assim o apuramento para as meias-finais da Taça da Liga ficou tremido e o moral da equipa ainda mais em baixo, sobrando como positivo deste jogo apenas o facto ter chegado o fim da linha para Bojinov, isto se ainda houver algum bom senso em Alvalade. É que se eu ainda sou capaz de perceber a contratação deste artista, à luz das comissões que rolam à conta destes negocios ruinosos, já não entendo a insistência do treinador num jogador que teve muitas oportunidades e que não só não revelou qualidade para jogar no Sporting, como pior do que isso, nunca mostrou vontade para pelo menos suar a camisola.
Uma palavra final para o público, que ao contrário do que em alturas anteriores, aguentou firme até ao fim sem assobiar, e desta vez até não faltaram razões para o fazer. Mas agora já devem estar com saudades do Djaló.
Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2012
Aquém, mas além
Concluida que está a 1ª volta do Campeonato, é hora de se fazer um balanço inicial, numa altura em que depois de ter falhado em Coimbra, em Braga e no jogo com o Porto, o Sporting ficou definitivamente arredado da luta pelo titulo, e terá agora de apontar ao 3º lugar, como sendo o objectivo a atingir na Liga, ao mesmo tempo que a conquista da Taça de Portugal passa a ser obrigatória, quando Porto e Benfica já estão fora da carroça, mas mesmo aqui a coisa não está fácil e esteve bem preta, quando o Nacional chegou ao 2-0 em Alvalade.
A Taça da Liga nunca passará de uma fraca consolação, mas mesmo assim o Sporting tem a obrigação de pelo menos chegar à Final, tal como na Liga Europa o minimo que se exige é a passagem aos oitavos de final, onde Porto ou Manchester City, serão sempre adversários muito dificeis.
Perante tudo isto parece-me perfeitamente normal que se diga que os resultados tem estado aquém das expectativas, mesmo que seja verdade que entraram 18 jogadores novos neste plantel, e que as lesões tem condicionado muito as escolhas do treinador e a evolução da equipa.
Há também a inevitavel questão da arbitragem, que travou o arranque desta equipa, mas diga-se que a aposta inicial de Domingos numa defesa que já todos sabiam que não oferecia garantias minimas e em jogadores marcados pelos adeptos, como eram Postiga e principalmente Yannick, foram opções que não ajudaram muito.
Em Paços de Ferreira Domingos esteve no fio da navalha, mas encontrou aí uma equipa que chegou a entusiasmar, até à lesão de Rinaudo, um problema que ainda não foi ultrapassado e que somado ao facto das outras equipas terem começado a perceber como é que o Sporting jogava, trouxe dificuldades acrescidas para Domingos.
A derrota na Luz num jogo em que com um pouco mais de sorte, poderia ter embalado a equipa, foi o primeiro revés, até se chegar a este periodo de sucessivos maus resultados, que obrigam à redefinição dos objectivos.
Diga-se ainda que é incompreensivel que depois de se ter contratado 16 jogadores no inicio da temporada, não se tenha resolvido aquele que estava mais do que identificado como principal problema da equipa, ou seja a falta de um patrão para a defesa, sector para o qual se contrataram dois centrais que não resolvem esse problema, o que já obrigou ao recurso ao mercado de inverno, onde geralmente apenas se consegue remendar, o que não é a mesma coisa do que fortalecer. Vamos a ver o que é que vai dar o Xandão.
De qualquer forma desta vez é inegavel que Carlos Freitas trouxe alguns bons jogadores, embora também tenha esbanjado dinheiro noutros, principalmente um tal de Bojinov, que não é mais do que uma segunda versão do Pongolle, ou seja um jogador que prometeu muito quando era jovem, mas que não chegou lá e agora acomodou-se aos bons ordenados, e já não tem motivação para muito mais.
Perante tudo isto isto era inevitavel algum desconsolo da parte dos sportinguistas, que no entanto ainda continuam a dar alguma margem de manobra a Domingos, mas o treinador já começou a sentir que a corda está a apertar, e assim resolveu despejar o saco.
Domingos não deixa de ter razão quando aponta o dedo a alguns papagaios que aparecem sempre a botar faladura quando há uma corrente de ar em Alvalade, mas ele já sabia que o Sporting não é um Clube fácil, por isso só lhe resta encontrar rapidamente as soluções para pôr a equipa outra vez a ganhar, sendo que o jogo da Choupana será decisivo para o seu futuro, porque perdendo na Madeira os seus creditos ficarão praticamente esgotados e a equipa pode ir por aí abaixo e com ela as recitas necessárias para cobrir os ivestimentos feitos.
Por isso esta fase que se segue é decisiva, sendo necessário seguir em frente nas três taças e não perder mais pontos no Campeonato, porque depois com os regressos de Rinaudo e Van Volkswinkel, e quem sabe se Izmailov e Jeffém, sem esquecer Xandão, a coisa até pode encarreirar, e Domingos terá então espaço para concluir o tal trabalho de dois anos que lhe foi proposto.
A Taça da Liga nunca passará de uma fraca consolação, mas mesmo assim o Sporting tem a obrigação de pelo menos chegar à Final, tal como na Liga Europa o minimo que se exige é a passagem aos oitavos de final, onde Porto ou Manchester City, serão sempre adversários muito dificeis.
Perante tudo isto parece-me perfeitamente normal que se diga que os resultados tem estado aquém das expectativas, mesmo que seja verdade que entraram 18 jogadores novos neste plantel, e que as lesões tem condicionado muito as escolhas do treinador e a evolução da equipa.
Há também a inevitavel questão da arbitragem, que travou o arranque desta equipa, mas diga-se que a aposta inicial de Domingos numa defesa que já todos sabiam que não oferecia garantias minimas e em jogadores marcados pelos adeptos, como eram Postiga e principalmente Yannick, foram opções que não ajudaram muito.
Em Paços de Ferreira Domingos esteve no fio da navalha, mas encontrou aí uma equipa que chegou a entusiasmar, até à lesão de Rinaudo, um problema que ainda não foi ultrapassado e que somado ao facto das outras equipas terem começado a perceber como é que o Sporting jogava, trouxe dificuldades acrescidas para Domingos.
A derrota na Luz num jogo em que com um pouco mais de sorte, poderia ter embalado a equipa, foi o primeiro revés, até se chegar a este periodo de sucessivos maus resultados, que obrigam à redefinição dos objectivos.
Diga-se ainda que é incompreensivel que depois de se ter contratado 16 jogadores no inicio da temporada, não se tenha resolvido aquele que estava mais do que identificado como principal problema da equipa, ou seja a falta de um patrão para a defesa, sector para o qual se contrataram dois centrais que não resolvem esse problema, o que já obrigou ao recurso ao mercado de inverno, onde geralmente apenas se consegue remendar, o que não é a mesma coisa do que fortalecer. Vamos a ver o que é que vai dar o Xandão.
De qualquer forma desta vez é inegavel que Carlos Freitas trouxe alguns bons jogadores, embora também tenha esbanjado dinheiro noutros, principalmente um tal de Bojinov, que não é mais do que uma segunda versão do Pongolle, ou seja um jogador que prometeu muito quando era jovem, mas que não chegou lá e agora acomodou-se aos bons ordenados, e já não tem motivação para muito mais.
Perante tudo isto isto era inevitavel algum desconsolo da parte dos sportinguistas, que no entanto ainda continuam a dar alguma margem de manobra a Domingos, mas o treinador já começou a sentir que a corda está a apertar, e assim resolveu despejar o saco.
Domingos não deixa de ter razão quando aponta o dedo a alguns papagaios que aparecem sempre a botar faladura quando há uma corrente de ar em Alvalade, mas ele já sabia que o Sporting não é um Clube fácil, por isso só lhe resta encontrar rapidamente as soluções para pôr a equipa outra vez a ganhar, sendo que o jogo da Choupana será decisivo para o seu futuro, porque perdendo na Madeira os seus creditos ficarão praticamente esgotados e a equipa pode ir por aí abaixo e com ela as recitas necessárias para cobrir os ivestimentos feitos.
Por isso esta fase que se segue é decisiva, sendo necessário seguir em frente nas três taças e não perder mais pontos no Campeonato, porque depois com os regressos de Rinaudo e Van Volkswinkel, e quem sabe se Izmailov e Jeffém, sem esquecer Xandão, a coisa até pode encarreirar, e Domingos terá então espaço para concluir o tal trabalho de dois anos que lhe foi proposto.
Terça-feira, 17 de Janeiro de 2012
A estocada final
Depois de alguns resultados e exibições menos conseguidas, Domingos Paciência tinha avisado que ia mexer na equipa, e mexeu, talvez demasiado, mas a verdade é que quase todas as alterações introduzidas faziam sentido, pelo menos antes do jogo.
O castigo a Polga e Bojinov era mais do que obvio, mas no caso do central brasileiro trocou-se seis por meia dúzia, ou até pior, pois se Rodriguez não abusa do pontapé para a frente, tem a mania de que é um Beckembauer e gosta de sair a jogar, só que não são poucas a vezes que inventa e perde a bola em zonas proíbidas, como aconteceu novamente em Braga no lance do segundo golo.
Quanto a Ribas, é natural que ainda não esteja entrosado com a equipa, mas pelo menos mostrou ser um trabalhador incansavel, o que já é uma grande vantagem em relação ao acomodado avançado bulgaro. Sendo assim a unica critica que posso fazer, é à insistência em Bojinov, quando se podia dar alguma rodagem ao Rubio.
Mas a grande alteração feita por Domingos, foi a inversão do triângulo do meio campo, algo que me parece que poderá ser uma boa solução, embora talvez este não tivesse sido o jogo certo para fazer tamanha mudança. De qualquer forma foi possível confirmar que Matias Fernandez rende muito mais quando joga solto, do que preso à direita, só que neste sistema a equipa perde alguma da sua capacidade de pressionar alto, isto porque Schaars e Elias demoraram algum tempo a acertar posições e a pegar no jogo, actuanbdo muito longe dos homens mais adiantados no terreno e dando espaço para que Viana e Mossoró jogassem à vontade.
De resto penso que foi esta falta de rotina do novo modelo de jogo, que deu origem a uma entrada em falso do Sporting, que levou inclusivamente Domingos a mandar para o aquecimento dois jogadores ainda no decorrer da 1ª parte, ao perceber que a coisa não estava a resultar. No entanto depois de um primeiro quarto de hora preocupante, a equipa conseguiu acertar o passo e equilibrar o jogo, que chegou ao intervalo com um empate a zero que se ajustava às ocorrências da partida.
Voltando às alterações introduzidas por Domingos, a mais inesperada foi o adiantamento de Insua e a entrada de Evaldo para o lado esquerdo da defesa, algo que o treinador justificou com as febres de Carrillo durante a semana e a falta de ritmo de Jeffrén, mas que me parece que também teve muito a ver com a necessidade de dar maior consistência a um meio-campo, que como já vimos apresentava um novo figurino. No entanto não resultou, porque o argentino não rendeu o que se impunha no lado esquerdo do ataque e a defesa ficou a perder com a entrada do brasileiro, pelo que assim que o Sporting ficou em desvantagem no marcador, Domingos teve de mudar, optando por substituir Insua, que já tinha visto um amarelo, ainda por cima alaranjado.
Mas antes Matias Fernandez atirou ao poste, naquele que foi o momento decisivo do jogo para o Sporting, que aí poderia ter mudado o rumo dos acontecimentos a seu favor, numa altura em que se percebia a importância de marcar primeiro.
Falhou Matias e a seguir João Pereira e Onyewu ficaram a olhar um para o outro, num erro de principiantes, que Hélder Barbosa não perdoou e o Braga ficou a jogar como gosta, porque naturalmente o Sporting teve de arriscar mais e dar espaços para a velocidade dos avançados bracarenses, e foi assim que Lima fez o 2-0, aproveitando a lentidão da defesa leonina, depois de mais uma invenção de Rodriguez.
Parecia que o jogo tinha acabado, mas Quim resolveu dar uma ajudinha e Carrillo que tinha entrado outra vez bem, relançou a partida, no entanto Domingos não tinha soluções no banco e teve de recorrer a Bojinov, que escusado será dizer não adiantou nada, o mesmo acontecendo com André Martins, e assim o Sporting caiu para o 4º lugar e Domingos terá agora de arranjar motivação para pôr a equipa a lutar por uma vaga na Liga dos Campeões.
Desta vez não há nada a dizer da arbitragem, e só toco neste assunto para dizer que o Rui Patrício tinha razão naquele lance à beira do fim do jogo, no entanto talvez ele fosse o único que podia ver que o atraso tinha sido feito com a coxa.
O castigo a Polga e Bojinov era mais do que obvio, mas no caso do central brasileiro trocou-se seis por meia dúzia, ou até pior, pois se Rodriguez não abusa do pontapé para a frente, tem a mania de que é um Beckembauer e gosta de sair a jogar, só que não são poucas a vezes que inventa e perde a bola em zonas proíbidas, como aconteceu novamente em Braga no lance do segundo golo.
Quanto a Ribas, é natural que ainda não esteja entrosado com a equipa, mas pelo menos mostrou ser um trabalhador incansavel, o que já é uma grande vantagem em relação ao acomodado avançado bulgaro. Sendo assim a unica critica que posso fazer, é à insistência em Bojinov, quando se podia dar alguma rodagem ao Rubio.
Mas a grande alteração feita por Domingos, foi a inversão do triângulo do meio campo, algo que me parece que poderá ser uma boa solução, embora talvez este não tivesse sido o jogo certo para fazer tamanha mudança. De qualquer forma foi possível confirmar que Matias Fernandez rende muito mais quando joga solto, do que preso à direita, só que neste sistema a equipa perde alguma da sua capacidade de pressionar alto, isto porque Schaars e Elias demoraram algum tempo a acertar posições e a pegar no jogo, actuanbdo muito longe dos homens mais adiantados no terreno e dando espaço para que Viana e Mossoró jogassem à vontade.
De resto penso que foi esta falta de rotina do novo modelo de jogo, que deu origem a uma entrada em falso do Sporting, que levou inclusivamente Domingos a mandar para o aquecimento dois jogadores ainda no decorrer da 1ª parte, ao perceber que a coisa não estava a resultar. No entanto depois de um primeiro quarto de hora preocupante, a equipa conseguiu acertar o passo e equilibrar o jogo, que chegou ao intervalo com um empate a zero que se ajustava às ocorrências da partida.
Voltando às alterações introduzidas por Domingos, a mais inesperada foi o adiantamento de Insua e a entrada de Evaldo para o lado esquerdo da defesa, algo que o treinador justificou com as febres de Carrillo durante a semana e a falta de ritmo de Jeffrén, mas que me parece que também teve muito a ver com a necessidade de dar maior consistência a um meio-campo, que como já vimos apresentava um novo figurino. No entanto não resultou, porque o argentino não rendeu o que se impunha no lado esquerdo do ataque e a defesa ficou a perder com a entrada do brasileiro, pelo que assim que o Sporting ficou em desvantagem no marcador, Domingos teve de mudar, optando por substituir Insua, que já tinha visto um amarelo, ainda por cima alaranjado.
Mas antes Matias Fernandez atirou ao poste, naquele que foi o momento decisivo do jogo para o Sporting, que aí poderia ter mudado o rumo dos acontecimentos a seu favor, numa altura em que se percebia a importância de marcar primeiro.
Falhou Matias e a seguir João Pereira e Onyewu ficaram a olhar um para o outro, num erro de principiantes, que Hélder Barbosa não perdoou e o Braga ficou a jogar como gosta, porque naturalmente o Sporting teve de arriscar mais e dar espaços para a velocidade dos avançados bracarenses, e foi assim que Lima fez o 2-0, aproveitando a lentidão da defesa leonina, depois de mais uma invenção de Rodriguez.
Parecia que o jogo tinha acabado, mas Quim resolveu dar uma ajudinha e Carrillo que tinha entrado outra vez bem, relançou a partida, no entanto Domingos não tinha soluções no banco e teve de recorrer a Bojinov, que escusado será dizer não adiantou nada, o mesmo acontecendo com André Martins, e assim o Sporting caiu para o 4º lugar e Domingos terá agora de arranjar motivação para pôr a equipa a lutar por uma vaga na Liga dos Campeões.
Desta vez não há nada a dizer da arbitragem, e só toco neste assunto para dizer que o Rui Patrício tinha razão naquele lance à beira do fim do jogo, no entanto talvez ele fosse o único que podia ver que o atraso tinha sido feito com a coxa.
Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2012
A coisa esteve muito feia
Depois do nulo com o FC Porto, Domingos Paciência optou por manter Renato Neto no meio-campo e por mudar os extremos, promovendo o regresso de Jeffrèn depois de uma longa ausência e retomando a adaptação de Matias Fernandez a um lugar para o qual não está talhado.
Mal o jogo tinha começado aconteceu a estranha lesão de Van Volkswinkel e o Sporting passou a jogar com dez, pois Bojinov foi claramente um jogador a menos, o que já ninguém estranha.
Assim o Sporting ficou sem avançado, com um extremo desadaptado ao lugar e outro sem ritmo de jogo, tornando-se tudo muito fácil para um Nacional que plantou duas linhas defensivas à entrada da sua área e aproveitou duas das três oportunidades que teve, na sequência das habituais brancas da defesa leonina.
Na 2ª parte o Sporting já com Carrillo e Capel em Campo e com o Matias Fernandez solto, tudo mudou a começar pela atitude dos jogadores que imprimiram outra velocidade ao jogo, e as oportunidades de golo começaram a aparecer, mas continuava a faltar o avançado.
Só quando as equipas ficaram a jogar ambas com dez homens, é que o Sporting conseguiu chegar ao golo, com Elias a ir à área mostrar ao outro como é que se fazia.
O empate acabou por chegar em cima do apito final, castigando uma equipa que abusou do anti jogo, que acabou por ser penalizada pelo tempo extra dado pelo árbitro.
Com este resultado fica tudo em aberto para a Choupana, mas a coisa esteve muito feia e não vai ser fácil ganhar na Madeira, no entanto com outra atitude esta equipa ainda vai a tempo de chegar ao Jamor.
Até lá esperemos que o Xandão possa ajudar a resolver alguns problemas no jogo aéreo e ponha o Polga a caminho de casa, pois já ninguém aguenta aqueles pontapés para a frente sem nexo, aquela passividade nas marcações e as brancas com que ele periodicamente nos brinda.
Já agora que leve o Bojinov, que também me parece muito talhado para umas férias no Brasil, de tal forma que mesmo sem nunca ter visto o Ribas dar um único chuto na bola, arrisco-me a dizer que pior do que o bulgaro ele não será, mas pelo que se diz é muito dedicado e profissional, o que já é uma garantia de que pelo menos corre.
Mal o jogo tinha começado aconteceu a estranha lesão de Van Volkswinkel e o Sporting passou a jogar com dez, pois Bojinov foi claramente um jogador a menos, o que já ninguém estranha.
Assim o Sporting ficou sem avançado, com um extremo desadaptado ao lugar e outro sem ritmo de jogo, tornando-se tudo muito fácil para um Nacional que plantou duas linhas defensivas à entrada da sua área e aproveitou duas das três oportunidades que teve, na sequência das habituais brancas da defesa leonina.
Na 2ª parte o Sporting já com Carrillo e Capel em Campo e com o Matias Fernandez solto, tudo mudou a começar pela atitude dos jogadores que imprimiram outra velocidade ao jogo, e as oportunidades de golo começaram a aparecer, mas continuava a faltar o avançado.
Só quando as equipas ficaram a jogar ambas com dez homens, é que o Sporting conseguiu chegar ao golo, com Elias a ir à área mostrar ao outro como é que se fazia.
O empate acabou por chegar em cima do apito final, castigando uma equipa que abusou do anti jogo, que acabou por ser penalizada pelo tempo extra dado pelo árbitro.
Com este resultado fica tudo em aberto para a Choupana, mas a coisa esteve muito feia e não vai ser fácil ganhar na Madeira, no entanto com outra atitude esta equipa ainda vai a tempo de chegar ao Jamor.
Até lá esperemos que o Xandão possa ajudar a resolver alguns problemas no jogo aéreo e ponha o Polga a caminho de casa, pois já ninguém aguenta aqueles pontapés para a frente sem nexo, aquela passividade nas marcações e as brancas com que ele periodicamente nos brinda.
Já agora que leve o Bojinov, que também me parece muito talhado para umas férias no Brasil, de tal forma que mesmo sem nunca ter visto o Ribas dar um único chuto na bola, arrisco-me a dizer que pior do que o bulgaro ele não será, mas pelo que se diz é muito dedicado e profissional, o que já é uma garantia de que pelo menos corre.
Domingo, 8 de Janeiro de 2012
Empate inevitável
Num jogo em que era fundamental ganhar, Domingos Paciência optou por não mexer muito na estrutura da equipa, apostando na entrada de Renato Neto para a posição de trinco, mantendo assim a dupla de médios habitualmente formada por Schaars e Elias, enquanto Carrillo continuava no onze.
Esta aposta não comprometeu, mas o jovem brasileiro jogou numa rotação abaixo da restante equipa, mostrando uma compreensivel falta de entrosamento e acabou por ser naturalmente substituído, quando Domingos resolveu inverter o triângulo do meio-campo, lançando Matias Fernandez no jogo, uma alteração que somada à entrada de Izmailov, mexeu com a equipa e esteve à beira de produzir os efeitos desejados, naquele que terá sido o melhor período do Sporting.
Mas diga-se que a vitória seria um prémio excessivo para qualquer uma das equipas, depois de um jogo muito dividido, onde houve pequenos periodos de ascendente para ambos os lados, embora cedo se tenha percebido que ninguém ia arriscar e que este era um daqueles jogos que só poderia ser decidido em pormenores, como as bolas paradas e em que marcar primeiro seria decisivo.
Assim pode-se dizer que a 1ª parte foi muito morna, com as jogadas de maior perigo a surgirem na sequência de cantos, em que Rui Patrício e Helton mostraram a importância dos guarda-redes nestes jogos, mas percebeu-se que o Porto apostava nas transições rápidas, à espera do erro do costume da defesa leonina, enquanto o Sporting pressionava menos do que o costume, preocupado e não dar essas baldas de que o Porto estava à espera.
Na 2ª parte naturalmente surgiram mais espaços, mas Hulk poucas vezes conseguiu escapar-se perante uma noite de acerto defensivo dos Leões, apesar de alguns momentos de tremideira desnecessária, enquanto Van Volkswinkel atravessa uma clara crise de confiança, que o tolhe na altura do remate. Assim mais uma vez foram os guarda-redes a ganhar o duelo com os avançados, nas duas únicas ocasiões que estes tiveram para marcar.
As substituições e o natural desgaste das duas equipas, poderiam ter sido decisivas e à beira do fim Matias Fernandez conseguiu furar pela esquerda, mas Van Volkswinkel não acertou na bola e Izmailov rematou frouxo, permitindo o corte de Álvaro em cima da linha. Respondeu o Porto nos últimos instantes, com James a aproveitar um dos poucos momentos de desorientação da defesa leonina, mas a certar em Otamendi, que impediu aquilo que poderia ter sido um doloroso castigo para o Sporting.
No final um empate que deixa o Sporting ainda mais longe da luta pelo titulo, pelo que agora a Taça de Portugal terá de ser o grande objectivo, pois no Campeonato já não se espera mais do que um lugar no pódio.
Uma palavra também para Pedro Proença, o único bom árbitro que temos em Portugal, que decidiu quase sempre bem e teve o bom senso de não desequilibrar o jogo, poupando os cartões quando tinha de os poupar, para desconsolo de um patético Vítor Pereira.
Esta aposta não comprometeu, mas o jovem brasileiro jogou numa rotação abaixo da restante equipa, mostrando uma compreensivel falta de entrosamento e acabou por ser naturalmente substituído, quando Domingos resolveu inverter o triângulo do meio-campo, lançando Matias Fernandez no jogo, uma alteração que somada à entrada de Izmailov, mexeu com a equipa e esteve à beira de produzir os efeitos desejados, naquele que terá sido o melhor período do Sporting.
Mas diga-se que a vitória seria um prémio excessivo para qualquer uma das equipas, depois de um jogo muito dividido, onde houve pequenos periodos de ascendente para ambos os lados, embora cedo se tenha percebido que ninguém ia arriscar e que este era um daqueles jogos que só poderia ser decidido em pormenores, como as bolas paradas e em que marcar primeiro seria decisivo.
Assim pode-se dizer que a 1ª parte foi muito morna, com as jogadas de maior perigo a surgirem na sequência de cantos, em que Rui Patrício e Helton mostraram a importância dos guarda-redes nestes jogos, mas percebeu-se que o Porto apostava nas transições rápidas, à espera do erro do costume da defesa leonina, enquanto o Sporting pressionava menos do que o costume, preocupado e não dar essas baldas de que o Porto estava à espera.
Na 2ª parte naturalmente surgiram mais espaços, mas Hulk poucas vezes conseguiu escapar-se perante uma noite de acerto defensivo dos Leões, apesar de alguns momentos de tremideira desnecessária, enquanto Van Volkswinkel atravessa uma clara crise de confiança, que o tolhe na altura do remate. Assim mais uma vez foram os guarda-redes a ganhar o duelo com os avançados, nas duas únicas ocasiões que estes tiveram para marcar.
As substituições e o natural desgaste das duas equipas, poderiam ter sido decisivas e à beira do fim Matias Fernandez conseguiu furar pela esquerda, mas Van Volkswinkel não acertou na bola e Izmailov rematou frouxo, permitindo o corte de Álvaro em cima da linha. Respondeu o Porto nos últimos instantes, com James a aproveitar um dos poucos momentos de desorientação da defesa leonina, mas a certar em Otamendi, que impediu aquilo que poderia ter sido um doloroso castigo para o Sporting.
No final um empate que deixa o Sporting ainda mais longe da luta pelo titulo, pelo que agora a Taça de Portugal terá de ser o grande objectivo, pois no Campeonato já não se espera mais do que um lugar no pódio.
Uma palavra também para Pedro Proença, o único bom árbitro que temos em Portugal, que decidiu quase sempre bem e teve o bom senso de não desequilibrar o jogo, poupando os cartões quando tinha de os poupar, para desconsolo de um patético Vítor Pereira.
Sexta-feira, 6 de Janeiro de 2012
Ribas e Xandão
Ribas e Xandão são os reforços de Inverno contratados por Carlos Freitas, que já anunciou que o plantel está fechado, a não ser que aconteça algo de extraordinário.
As lacunas estavam identificadas há muito tempo e o Director Desportivo da SAD agiu rápido, mas dentro das limitações financeiras da Sociedade e das circunstâncias próprias do mercado de Inverno, apontando para dois jogadores que atravessam fases menos boas das suas carreiras e que vêm ambos emprestados por seis meses, com opção de compra.
Apesar de tudo são dois jogadores com um perfil aceitável atendendo às necessidades da equipa, ambos jovens e ambiciosos, que chegam dispostos a relançarem as suas carreiras que ainda estão no inicio.
É verdade que Xandão não é aquele jogador de classe que o Sporting tanto necessitava para se impor já como o patrão da defesa, mas tem características que parecem encaixar no perfil desejado para o lugar e poderá casar bem o com Onyewu, numa altura em que Polga está no fim da linha, enquanto Carriço parece não contar para Domingos como central e de Rodriguez não se pode esperar grande coisa.
No entanto vamos ter de aguardar pela adaptação deste central, que chega sem ritmo de jogo, e com a agravante de ter de se habituar a um futebol mais rápido e agressivo do que o brasileiro. Ou seja não é um jogador para entrar já de caras na equipa.
O mesmo se poderá dizer em relação a Ribas que vêm para ocupar a vaga deixada em aberto por Postiga, passando a ser uma opção para o lugar de ponta de lança, numa altura em que não havia nenhuma alternativa para Van Volkswinkel, pois Bojinov não tem características para jogar sozinho na área e Rubio ainda está muito verde.
Tal como Xandão, Rubio também está sem ritmo de competição, embora tenha condição física para jogar, até porque parece ser muito profissional, mas parte como suplente e vai ter de esperar pela sua oportunidade. Vamos ver como reage Van Volkswinkel à concorrência, numa altura em que parece atravessar uma crise de confiança.
Para além disso o Sporting decidiu reaver Renato Neto, um jovem que estava emprestado a Cercle Brugge, onde foi sempre titular durante os 18 meses em que lá esteve. Trata-se de um jogador possante que poderá ter a sua oportunidade à frente da defesa, embora jogue preferencialmente na posição 8, mas aí a concorrência é mais forte, pelo que a posição de trinco parece ser a porta que mais depressa se pode abrir para que Neto entre no onze.
Com estes três reforços, o plantel fica mais equilibrado e ganha peso e centímetros, e se Xandão conseguir mostrar-se como uma real mais valia, teremos de nos dar por felizes, mas até lá ainda vamos ter de esperar mais umas semanitas, para então avaliarmos os resultados de mais este raid de Carlos Freitas.
As lacunas estavam identificadas há muito tempo e o Director Desportivo da SAD agiu rápido, mas dentro das limitações financeiras da Sociedade e das circunstâncias próprias do mercado de Inverno, apontando para dois jogadores que atravessam fases menos boas das suas carreiras e que vêm ambos emprestados por seis meses, com opção de compra.
Apesar de tudo são dois jogadores com um perfil aceitável atendendo às necessidades da equipa, ambos jovens e ambiciosos, que chegam dispostos a relançarem as suas carreiras que ainda estão no inicio.
É verdade que Xandão não é aquele jogador de classe que o Sporting tanto necessitava para se impor já como o patrão da defesa, mas tem características que parecem encaixar no perfil desejado para o lugar e poderá casar bem o com Onyewu, numa altura em que Polga está no fim da linha, enquanto Carriço parece não contar para Domingos como central e de Rodriguez não se pode esperar grande coisa.
No entanto vamos ter de aguardar pela adaptação deste central, que chega sem ritmo de jogo, e com a agravante de ter de se habituar a um futebol mais rápido e agressivo do que o brasileiro. Ou seja não é um jogador para entrar já de caras na equipa.
O mesmo se poderá dizer em relação a Ribas que vêm para ocupar a vaga deixada em aberto por Postiga, passando a ser uma opção para o lugar de ponta de lança, numa altura em que não havia nenhuma alternativa para Van Volkswinkel, pois Bojinov não tem características para jogar sozinho na área e Rubio ainda está muito verde.
Tal como Xandão, Rubio também está sem ritmo de competição, embora tenha condição física para jogar, até porque parece ser muito profissional, mas parte como suplente e vai ter de esperar pela sua oportunidade. Vamos ver como reage Van Volkswinkel à concorrência, numa altura em que parece atravessar uma crise de confiança.
Para além disso o Sporting decidiu reaver Renato Neto, um jovem que estava emprestado a Cercle Brugge, onde foi sempre titular durante os 18 meses em que lá esteve. Trata-se de um jogador possante que poderá ter a sua oportunidade à frente da defesa, embora jogue preferencialmente na posição 8, mas aí a concorrência é mais forte, pelo que a posição de trinco parece ser a porta que mais depressa se pode abrir para que Neto entre no onze.
Com estes três reforços, o plantel fica mais equilibrado e ganha peso e centímetros, e se Xandão conseguir mostrar-se como uma real mais valia, teremos de nos dar por felizes, mas até lá ainda vamos ter de esperar mais umas semanitas, para então avaliarmos os resultados de mais este raid de Carlos Freitas.
Terça-feira, 3 de Janeiro de 2012
Empate aceitável
Apesar de Domingos Paciência ter apostado no melhor onze disponível para este jogo, dando um claro sinal aos seus jogadores de que ainda era muito cedo para se começar a pensar no clássico que se avizinha, o Sporting entrou de uma forma muito passiva em Vila do Conde, em oposição a um Rio Ave bastante determinado, que conseguiu algum ascendente territorial logo nos primeiros minutos.
O golo de João Tomás foi muito feliz, pois Marcelo desviou a bola precisamente para a cabeça do avançado vilacondense, mas acabou por ser um castigo justo para a displicência com que os Leões entraram em campo, e despertou a equipa, que reagiu de imediato, criando algumas situações que poderiam ter resultado no empate, mas Elias e Van Volkswinkel, que parece atravessar uma crise de confiança, não aproveitaram, cabendo a Paulo Santos segurar a vantagem com duas ou três excelentes intervenções.
Na 2ª parte o Sporting continuou a dominar, mas houve períodos onde faltou esclarecimento à equipa, e as entradas de Matias Fernandez e Izmailov, não acrescentaram grande coisa, pois qualquer um dos dois denotou uma perfeitamente natural falta de ritmo.
O empate chegou à beira do fim, mas foi Marcelo que acabou por segurar este importante pontinho, com três excelentes defesas, a somar a outra em que já tinha evitado o 2-0, mostrando mais uma vez que é um suplente à altura de um grande guarda-redes como Rui Patrício.
Pode-se pois dizer que o empate foi um resultado justo e que acaba por ser positivo para as aspirações do Sporting nesta competição, não beliscando o ânimo da equipa para o jogo com o FC Porto, onde se vai exigir muito mais para se chegar à indispensável vitória.
O golo de João Tomás foi muito feliz, pois Marcelo desviou a bola precisamente para a cabeça do avançado vilacondense, mas acabou por ser um castigo justo para a displicência com que os Leões entraram em campo, e despertou a equipa, que reagiu de imediato, criando algumas situações que poderiam ter resultado no empate, mas Elias e Van Volkswinkel, que parece atravessar uma crise de confiança, não aproveitaram, cabendo a Paulo Santos segurar a vantagem com duas ou três excelentes intervenções.
Na 2ª parte o Sporting continuou a dominar, mas houve períodos onde faltou esclarecimento à equipa, e as entradas de Matias Fernandez e Izmailov, não acrescentaram grande coisa, pois qualquer um dos dois denotou uma perfeitamente natural falta de ritmo.
O empate chegou à beira do fim, mas foi Marcelo que acabou por segurar este importante pontinho, com três excelentes defesas, a somar a outra em que já tinha evitado o 2-0, mostrando mais uma vez que é um suplente à altura de um grande guarda-redes como Rui Patrício.
Pode-se pois dizer que o empate foi um resultado justo e que acaba por ser positivo para as aspirações do Sporting nesta competição, não beliscando o ânimo da equipa para o jogo com o FC Porto, onde se vai exigir muito mais para se chegar à indispensável vitória.
Segunda-feira, 26 de Dezembro de 2011
A reaberura do mercado
Eu tencionava pegar no assunto do mercado de inverno, mas o Atento SCP poupou-me algum trabalho e já disse quase tudo.
Realmente a prioridade terá de ser um bom central e pelo que sei o Dedé seria uma boa aposta, mas sem dinheiro parece que a opção passa por se tentar um empréstimo e hoje fala-se no Savic, um jogador que não conheço pois só o vi jogar uma vez pelo City e a lateral direito.
Vamos ver, só espero que não falhem, porque esta será uma jogada fundamental para o crescimento da equipa, e só não percebo como é que não se contratou um patrão para a defesa no inicio da época, pois esta era uma lacuna que já estava mais do que identificada, e se podiam haver algumas dúvidas em relação ao Onyewu um jogador que já não jogava regularmente há algum tempo, o mesmo já não se pode dizer quanto ao Rodriguez, um central perfeitamente banal e que ainda por cima parece que já tinha um histórico de lesões assinalável, com a agravante de ser bem conhecido pela equipa técnica.
Também estou de acordo com a opção Renato Neto, um jogador com um perfil diferente dos que concorrem pelo lugar de trinco, onde sempre preferi ver alguém mais possante, que me faça esquecer jogadores saudosos como Oceano ou Vidigal. Uma coisa é certa: Carriço a trinco foi uma invenção do Álvaro Magalhães e acho que está tudo dito.
Onde discordo do Atento é na questão do avançado, pois não me parece boa ideia gastar dinheiro num jogador como o Edgar que nunca irá ser mais do que um suplente. Acho que é preferível dar mais tempo de jogo ao Rubio que mostrou bons pormenores na pré-época, sem esquecer o Betinho que tem perfil de ponta de lança e que para o ano pode beneficiar do regresso da equipa B, isto já para não falar no Gael Etock, que nunca vi jogar mas de quem tem ouvido falar muito bem, ou mesmo o Wilson Eduardo que não sendo propriamente um ponta de lança típico, também me parece um jogador com potencialidades e que pode jogar em qualquer posição da linha da frente, sendo na minha opinião o substituto ideal do Djaló.
É verdade que estes jogadores são muito jovens e que se o Van Volkswinkel se lesionar teremos um problema bicudo, mas o mercado dos pontas de lança é o mais caro e sem dinheiro acho preferível ir dando rodagem a quem tem futuro do que tapá-los com entulho.
Quem para mim não conta mesmo é o Bojinov, uma contratação que se estava mesmo a ver que era um disparate, tal como a do Luís Aguiar e do já referido Rodriguez, tudo entulho que custou caro e não trará nenhum retorno.
Portanto se vier um bom central já fico satisfeito, o resto retoca-se com os miúdos e vamos a ver se os lesionados regressam depressa.
Quanto aos objectivos da época infelizmente também estou de acordo com o Atento, e o próprio Domingos já disse que ficava satisfeito se ganhasse uma competição, pois na verdade o Campeonato ficou complicado depois do desperdício de Coimbra, e a Liga Europa com tantos tubarões não será fácil, assim a Taça de Portugal é quase uma obrigação pois a da Liga não sabe a nada.
De qualquer forma se a equipa ganhar os próximos dois jogos do Campeonato continuará pelo menos na corrida, mas é inegável que nesse caso o Benfica ficaria numa posição muito vantajosa.
Realmente a prioridade terá de ser um bom central e pelo que sei o Dedé seria uma boa aposta, mas sem dinheiro parece que a opção passa por se tentar um empréstimo e hoje fala-se no Savic, um jogador que não conheço pois só o vi jogar uma vez pelo City e a lateral direito.
Vamos ver, só espero que não falhem, porque esta será uma jogada fundamental para o crescimento da equipa, e só não percebo como é que não se contratou um patrão para a defesa no inicio da época, pois esta era uma lacuna que já estava mais do que identificada, e se podiam haver algumas dúvidas em relação ao Onyewu um jogador que já não jogava regularmente há algum tempo, o mesmo já não se pode dizer quanto ao Rodriguez, um central perfeitamente banal e que ainda por cima parece que já tinha um histórico de lesões assinalável, com a agravante de ser bem conhecido pela equipa técnica.
Também estou de acordo com a opção Renato Neto, um jogador com um perfil diferente dos que concorrem pelo lugar de trinco, onde sempre preferi ver alguém mais possante, que me faça esquecer jogadores saudosos como Oceano ou Vidigal. Uma coisa é certa: Carriço a trinco foi uma invenção do Álvaro Magalhães e acho que está tudo dito.
Onde discordo do Atento é na questão do avançado, pois não me parece boa ideia gastar dinheiro num jogador como o Edgar que nunca irá ser mais do que um suplente. Acho que é preferível dar mais tempo de jogo ao Rubio que mostrou bons pormenores na pré-época, sem esquecer o Betinho que tem perfil de ponta de lança e que para o ano pode beneficiar do regresso da equipa B, isto já para não falar no Gael Etock, que nunca vi jogar mas de quem tem ouvido falar muito bem, ou mesmo o Wilson Eduardo que não sendo propriamente um ponta de lança típico, também me parece um jogador com potencialidades e que pode jogar em qualquer posição da linha da frente, sendo na minha opinião o substituto ideal do Djaló.
É verdade que estes jogadores são muito jovens e que se o Van Volkswinkel se lesionar teremos um problema bicudo, mas o mercado dos pontas de lança é o mais caro e sem dinheiro acho preferível ir dando rodagem a quem tem futuro do que tapá-los com entulho.
Quem para mim não conta mesmo é o Bojinov, uma contratação que se estava mesmo a ver que era um disparate, tal como a do Luís Aguiar e do já referido Rodriguez, tudo entulho que custou caro e não trará nenhum retorno.
Portanto se vier um bom central já fico satisfeito, o resto retoca-se com os miúdos e vamos a ver se os lesionados regressam depressa.
Quanto aos objectivos da época infelizmente também estou de acordo com o Atento, e o próprio Domingos já disse que ficava satisfeito se ganhasse uma competição, pois na verdade o Campeonato ficou complicado depois do desperdício de Coimbra, e a Liga Europa com tantos tubarões não será fácil, assim a Taça de Portugal é quase uma obrigação pois a da Liga não sabe a nada.
De qualquer forma se a equipa ganhar os próximos dois jogos do Campeonato continuará pelo menos na corrida, mas é inegável que nesse caso o Benfica ficaria numa posição muito vantajosa.
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