Esta é outra das posições onde o Sporting está bem servido. Insúa foi sem dúvida uma excelente aquisição e Evaldo é o bom suplente, daí que não haja necessidade de se mexer no plantel principal.
Para a equipa B é que a coisa não está tão clara, pois tenho algumas dúvidas em relação a Mika Pinto e Rodolfo Simões, os dois juniores que agora sobem aos seniores. São ambos internacionais mas não sei se terão pedalada para jogar na 2ª Liga, de resto nem me admiraria se algum deles fosse dispensado.
Para além disso há o Turan que esteve emprestado ao Beira Mar, mas pouco jogou, e deve passar por aqui a aposta do Sporting neste lugar para a equipa B.
Quinta-feira, 31 de Maio de 2012
Terça-feira, 29 de Maio de 2012
Lateral direito
A venda de João Pereira está confirmada. O preço não foi significativo, até porque se trata de um titular da Selecção Nacional, mas também dificilmente se conseguiria muito mais por um lateral.
Poderá haver quem defenda que seria melhor esperar pelo Europeu, mas se calhar o melhor foi aproveitar agora que havia uma proposta efectiva por um jogador com 28 anos, que ou se vendia nesta altura, ou então poderia não haver outra oportunidade.
João Pereira fez dois anos e meio de bom nível ao serviço do Sporting, mas nunca percebeu que a tolerância dos árbitros para com os nossos jogadores era zero e por isso fartou-se de se pôr a jeito e muitas vezes exagerou na sua faceta de refilão, de resto não tenho nada a apontar ao seu rendimento.
Com esta vaga deixada em aberto, o colombiano Arias que deu algumas boas indicações, apesar de ter jogado pouco, poderá ter a sua oportunidade e em principio vai ter a concorrência de Cédric que fez uma excelente temporada na Académica, pelo que não me parece que haja necessidade de reforçar esta posição.
Para a equipa B temos o Esgaio e qualquer um dos dois jovens atrás referidos ainda pode jogar pelos BB se for preciso. O resto será uma questão de oportunidade e de gerir os planteis.
Ou seja temos três jovens prometedores para dois lugares, o que não deixa de ser um risco, mas acredito que qualquer um deles tem capacidade para dar conta do recado, pelo que não mexia neste sector.
Poderá haver quem defenda que seria melhor esperar pelo Europeu, mas se calhar o melhor foi aproveitar agora que havia uma proposta efectiva por um jogador com 28 anos, que ou se vendia nesta altura, ou então poderia não haver outra oportunidade.
João Pereira fez dois anos e meio de bom nível ao serviço do Sporting, mas nunca percebeu que a tolerância dos árbitros para com os nossos jogadores era zero e por isso fartou-se de se pôr a jeito e muitas vezes exagerou na sua faceta de refilão, de resto não tenho nada a apontar ao seu rendimento.
Com esta vaga deixada em aberto, o colombiano Arias que deu algumas boas indicações, apesar de ter jogado pouco, poderá ter a sua oportunidade e em principio vai ter a concorrência de Cédric que fez uma excelente temporada na Académica, pelo que não me parece que haja necessidade de reforçar esta posição.
Para a equipa B temos o Esgaio e qualquer um dos dois jovens atrás referidos ainda pode jogar pelos BB se for preciso. O resto será uma questão de oportunidade e de gerir os planteis.
Ou seja temos três jovens prometedores para dois lugares, o que não deixa de ser um risco, mas acredito que qualquer um deles tem capacidade para dar conta do recado, pelo que não mexia neste sector.
Segunda-feira, 28 de Maio de 2012
Guarda-redes
Este é um sector onde o Sporting está muito bem servido, pois a evolução de Rui Patrício tem ultrapassado todas as expectativas e neste momento ele é um dos guarda-redes mais prometedores do mundo, uma posição que poderá ser cimentada durante o Europeu, pelo que a sua saída pode até tornar-se inevitável, e nesse caso o Sporting terá de ir ao mercado, mesmo que Marcelo possa ser considerado como um boa alternativa, conforme o demonstrou sempre que foi chamado durante a época finda.
Com o regresso da Equipa B a questão do 3º guarda-redes deixa de fazer sentido, pelo que não é necessário encontrar um substituto para Tiago, restando apenas saber se devem ser 3 ou apenas 2 os guarda-redes da 2ª equipa, sendo que Vítor Golas e Rafael Veloso devem ter um lugar garantido nesse grupo.
O brasileiro tem jogado regularmente nos últimos dois anos o que é um bom sinal, enquanto o júnior que vai ser promovido fez uma excelente época, e parece-me que ambos dão garantias e podem sonhar com uma boa carreira.
Parece-me pois que este é um sector que está equilibrado e onde à partida não é necessário mexer.
Com o regresso da Equipa B a questão do 3º guarda-redes deixa de fazer sentido, pelo que não é necessário encontrar um substituto para Tiago, restando apenas saber se devem ser 3 ou apenas 2 os guarda-redes da 2ª equipa, sendo que Vítor Golas e Rafael Veloso devem ter um lugar garantido nesse grupo.
O brasileiro tem jogado regularmente nos últimos dois anos o que é um bom sinal, enquanto o júnior que vai ser promovido fez uma excelente época, e parece-me que ambos dão garantias e podem sonhar com uma boa carreira.
Parece-me pois que este é um sector que está equilibrado e onde à partida não é necessário mexer.
Sábado, 26 de Maio de 2012
Sá Pinto para 2012/13
O balanço da época de 2011/12 dificilmente poderia ser pior,
porque se exceptuarmos o percurso meritório na Liga Europa, tudo o resto foi muito mau.
Mesmo assim é mais ou menos consensual que Sá Pinto superou as
expectativas, conseguindo uma assinalável subida de rendimento da equipa,
embora tenha falhado nos momentos decisivos da temporada. Portanto
não vão haver alterações nesta área, até porque não há dinheiro para ir buscar
um treinador de renome, pelo que Sá Pinto continuará a ser o treinador, tendo inclusivamente recebido um voto de confiança com a renovação do seu contrato por mais uma época, o que me pareceu ser um sinal para dentro do balneário no sentido de reforçar a posição do líder da equipa técnica, numa altura em que a sua posição poderia começar a ser posta em causa.
Nos próximos dias passarei a fazer o balanço e a análise ao plantel da próxima época, sector por sector.
Quarta-feira, 23 de Maio de 2012
Melão, a fruta da época
Mais uma vez consegui arranjar o bilhete mágico que me permitiu estar no Jamor, era a minha 4ª Final da Taça, depois de 2002, 2007 e 2008, mas desta vez ao contrário das outras, saí de lá com um grande melão.
A viagem começou com o atraso do costume no aeroporto das Lajes, que desta vez teve a vantagem de permitir o visionamento da Final da Liga dos Campeões, onde a derrota do Bayern mostrou que os melões são a fruta da época, e diga-se que eu até gostei de ver os alemães a perder daquela maneira, eles que geralmente não perdoam nos penaltis.
No domingo de manhã fui a Alcochete ver o Sporting-Benfica em Juvenis. Ganhámos 2-0 sem espinhas, deixando os lampiões com um grande melão, principalmente quando ao intervalo se sabia que o Porto estava a perder. Mas acima de tudo gostei de ver os miúdos, temos ali matéria prima para o futuro.
Finalmente chegámos ao Jamor e depois de umas saborosas bifanas bem acompanhadas por meia dúzia de imperiais, lá fomos para a bancada sofrer.
Desta vez Sá Pinto não conseguiu incutir na equipa a raça e a garra que o caracterizaram enquanto jogador, pois o Sporting entrou em campo com uma falta de atitude incompreensivel, principalmente depois de sofrer um golo tão cedo, que à primeira vista até poderia servir para acordar a equipa.
Mas não, a 1ª parte foi de um marasmo total. Praticamente não se rematou à baliza e as jogadas de perigo foram quase nenhumas, pelo que a Académica teve sempre o jogo controlado.
No 2º tempo esperava-se uma reacção imediata do Sporting, mas foi a Académica que teve duas excelentes oportunidades para matar o jogo, que Edinho desperdiçou.
Costuma-se dizer que quem não mata morre, e de facto logo a seguir foi a vez do Sporting finalmente se aproximar do golo, mas Capel e Van Wolfswinkel por duas vezes, imitaram Edinho.
Sá Pinto ainda arriscou o que pôde, mas os seus trunfos não acrescentaram nada à equipa, e à medida que o jogo se foi aproximando do fim, a Académica foi finalmente recuando, de tal forma que o empate voltou a estar à vista, no entanto já se jogava mais com o coração do que com a cabeça.
No final a vitória dos estudantes aceita-se, apesar das doses excessivas de anti-jogo com a complacência do tal Baptista que desta vez não ficou em casa, e que na verdade não teve influência no resultado, mas a forma passiva como esta nomeação foi aceite, foi um péssimo exemplo que a equipa resolveu seguir, tal como a resposta de Sá Pinto a Adrien tinha sido despropositada.
Assim desta vez o Sporting só se pode queixar de si próprio, tal foi a inoperância de uma equipa que mais uma vez mostrou um incompreensivel desgaste físico, e pior do que isso pareceu que os jogadores não perceberam a importância deste jogo, e daí obrigaram milhares de sportinguistas a regressarem a casa com o peso de um grande melão às costas, e a verdade é que nós não merecíamos isto.
Para finalizar na 2ª feira antes do regresso, tive o prazer de conhecer os companheiros da Wiki e o arquivo do Jornal do Sporting, foi uma tarde bem passada que ajudou a curar a ressaca e a criar coragem para aturar os lampiões que estavam à espera desta para nos cair em cima.
Ou seja a viagem foi quase perfeita, não fossem os gajos do costume a estragá-la
A viagem começou com o atraso do costume no aeroporto das Lajes, que desta vez teve a vantagem de permitir o visionamento da Final da Liga dos Campeões, onde a derrota do Bayern mostrou que os melões são a fruta da época, e diga-se que eu até gostei de ver os alemães a perder daquela maneira, eles que geralmente não perdoam nos penaltis.
No domingo de manhã fui a Alcochete ver o Sporting-Benfica em Juvenis. Ganhámos 2-0 sem espinhas, deixando os lampiões com um grande melão, principalmente quando ao intervalo se sabia que o Porto estava a perder. Mas acima de tudo gostei de ver os miúdos, temos ali matéria prima para o futuro.
Finalmente chegámos ao Jamor e depois de umas saborosas bifanas bem acompanhadas por meia dúzia de imperiais, lá fomos para a bancada sofrer.
Desta vez Sá Pinto não conseguiu incutir na equipa a raça e a garra que o caracterizaram enquanto jogador, pois o Sporting entrou em campo com uma falta de atitude incompreensivel, principalmente depois de sofrer um golo tão cedo, que à primeira vista até poderia servir para acordar a equipa.
Mas não, a 1ª parte foi de um marasmo total. Praticamente não se rematou à baliza e as jogadas de perigo foram quase nenhumas, pelo que a Académica teve sempre o jogo controlado.
No 2º tempo esperava-se uma reacção imediata do Sporting, mas foi a Académica que teve duas excelentes oportunidades para matar o jogo, que Edinho desperdiçou.
Costuma-se dizer que quem não mata morre, e de facto logo a seguir foi a vez do Sporting finalmente se aproximar do golo, mas Capel e Van Wolfswinkel por duas vezes, imitaram Edinho.
Sá Pinto ainda arriscou o que pôde, mas os seus trunfos não acrescentaram nada à equipa, e à medida que o jogo se foi aproximando do fim, a Académica foi finalmente recuando, de tal forma que o empate voltou a estar à vista, no entanto já se jogava mais com o coração do que com a cabeça.
No final a vitória dos estudantes aceita-se, apesar das doses excessivas de anti-jogo com a complacência do tal Baptista que desta vez não ficou em casa, e que na verdade não teve influência no resultado, mas a forma passiva como esta nomeação foi aceite, foi um péssimo exemplo que a equipa resolveu seguir, tal como a resposta de Sá Pinto a Adrien tinha sido despropositada.
Assim desta vez o Sporting só se pode queixar de si próprio, tal foi a inoperância de uma equipa que mais uma vez mostrou um incompreensivel desgaste físico, e pior do que isso pareceu que os jogadores não perceberam a importância deste jogo, e daí obrigaram milhares de sportinguistas a regressarem a casa com o peso de um grande melão às costas, e a verdade é que nós não merecíamos isto.
Para finalizar na 2ª feira antes do regresso, tive o prazer de conhecer os companheiros da Wiki e o arquivo do Jornal do Sporting, foi uma tarde bem passada que ajudou a curar a ressaca e a criar coragem para aturar os lampiões que estavam à espera desta para nos cair em cima.
Ou seja a viagem foi quase perfeita, não fossem os gajos do costume a estragá-la
Sexta-feira, 18 de Maio de 2012
Eleições já
No entanto depois de terminada a época desportiva, o Clube pode ir para eleições, onde Godinho Lopes poderá aparecer numa posição muito mais forte, principalmente se as coisas correrem bem dentro das quatro linhas, e se já tiver o tal investidor externo assegurado, porque é evidente que o próximo passo será vender às talhadas a participação do Clube na SAD.
Resta saber quais os trunfos que Pereira Cristóvão têm na manga, que lhe terão permitido sobreviver à facção que defendia o seu afastamento imediato, e como irá ele reagir num cenário de demissão da Direcção de que faz parte e onde parece ter muita força.
Escrevi isto aqui, no mês passado, portanto o cenário de eleições antecipadas não me surpreende e devo até dizer que é muito bem jogado por Godinho Lopes, que assim arruma o Cristóvão e demarca-se da má imagem que este deixou com o caso Cardinal, ao mesmo tempo que pode legitimar a sua posição, que era de alguma fragilidade, atendendo à forma pouco clara como decorreram as eleições do ano passado.
Acrescento ainda que na minha opinião este cenário não só é perfeitamente aceitável, como é mesmo desejável e até era previsível que esta Direcção não chegasse ao fim, o que não me parece boa ideia é continuarmos com um Conselho Directivo dividido e a viver numa paz podre durante mais um ano, de resto o próprio Presidente quando rebentou o caso Cristóvão, afirmou que se não fosse a situação em que o Clube/SAD viviam na altura, teria desencadeado as eleições antecipadas.
Sendo assim não tenho dúvidas que este é o momento certo para o Clube e para o próprio Godinho Lopes, que no geral e atendendo à conjuntura em que entrou no Sporting, até teve um desempenho que ultrapassou largamente as minhas expectativas, apesar de ter falhado no futebol, onde no entanto conseguiu uma boa emenda (Sá Pinto), para o seu principal erro (Domingos).
Assim penso que chegou a altura de se clarificarem posições, pois temos os novos Estatutos aprovados, o que permite esbater as diferenças do numero de votos dos sócios mais antigos para os mais recentes, um regulamento eleitoral que contempla o voto electronico, o voto por correspondência e a descentralização das mesas eleitorais, e um líder da oposição carismático que eu espero que agora não dê parte de fraco e apresente as suas alternativas, até porque ainda recentemente afirmou numa AG que tinha soluções principalmente na área financeira.
Ou seja não vejo uma única razão válida para se criticar uma eventual demissão da Direcção, antes pelo contrário, venham daí essas eleições com muitos investidores de um lado e do outro, que os sócios cá estarão para escolher quem acharem que é melhor, sendo que embora nem todos possam ficar satisfeitos na hora da apresentação dos resultados, a partir daí o vencedor só tem é que ser apoiado por todos sportinguistas.
Quinta-feira, 17 de Maio de 2012
Porque é que não ficas em casa?
Paulo Baptista, um dos árbitros que se recusou a comparecer no jogo do Sporting em Aveiro, na 2ª jornada do Campeonato, foi o nomeado para arbitrar a Final da Taça de Portugal. Uma provocação dirão alguns, nada de novo direi eu.
O que me parece é que esta é mais uma oportunidade para os dirigentes do Sporting mostrarem as suas garras, se é que as tem, pois já saíram nos jornais de hoje rumores do desagrado que esta nomeação provocou em Alvalade/Alcochete. Ora foram esse tipo de rumores que levaram o Ferreira a declarar-se indisponível para o tal jogo de Aveiro, com este Baptista a mostrar-se solidário como o colega, logo estamos à espera que ele seja coerente e recuse esta nomeação.
Está pois na hora dos dirigentes leoninos perguntarem: E agora Baptista porque é que não ficas em casa?
O que me parece é que esta é mais uma oportunidade para os dirigentes do Sporting mostrarem as suas garras, se é que as tem, pois já saíram nos jornais de hoje rumores do desagrado que esta nomeação provocou em Alvalade/Alcochete. Ora foram esse tipo de rumores que levaram o Ferreira a declarar-se indisponível para o tal jogo de Aveiro, com este Baptista a mostrar-se solidário como o colega, logo estamos à espera que ele seja coerente e recuse esta nomeação.
Está pois na hora dos dirigentes leoninos perguntarem: E agora Baptista porque é que não ficas em casa?
Terça-feira, 15 de Maio de 2012
Sá Pinto e a Taça
Por norma sou contra as chicotadas psicológicas pelo que não aplaudi o despedimento de Domingos Paciência, mesmo que nunca tenha sido um grande entusiasta da sua contratação, e apesar de me parecer que perante as várias adversidades que se foram atravessando no caminho deste treinador, penso que ele terá sido o primeiro a baixar os braços, mostrando que lhe faltava raça e motivação para continuar a lutar. Julgo que terá sido isto que quem trabalha directamente com a equipa de futebol terá detectado, e consequentemente motivado a decisão de mudar de treinador a meio da época.
Ricardo Sá Pinto foi a escolha de Godinho Lopes para o lugar de treinador. Vinha da equipa de Juniores onde estava a fazer um magnifico trabalho, mas era naturalmente encarado com alguma desconfiança, não só pela sua inexperiência, mas também devido ao seu passado cheio de alguns episódios polémicos. Tinha no entanto a vantagem de ser bem visto junto da generalidade da massa adepta e principalmente entre as claques, pelo que naquela altura foi a solução possível, e de certa forma até conveniente.
A verdade é que Sá Pinto acabou por superar as expectativas, surpreendendo pela serenidade e inteligência como foi capaz de gerir a situação, começando por não mexer muito naquilo que estava feito, ao mesmo tempo que conseguiu unir o grupo e transmitir-lhe a alma e a raça que sempre o caracterizaram enquanto jogador, fazendo com que a equipa voltasse a acreditar, e aproveitando o balanço de um magnifico percurso na Liga Europa, onde o Sporting caiu apenas nos últimos instantes das meias-finais frente ao Athletic de Bilbau, e de uma forma inglória, quando Bucareste estava ali tão perto.
No Campeonato ainda houve espaço para um ou outro mau resultado e exibições menos conseguidas, mas na generalidade a equipa melhorou, e a quebra do Sp. Braga na ponta final, chegou a reacender a esperança de se chegar ao 3º lugar, mas não se podia exigir muito mais.
Sá Pinto conquistou primeiro o balneário e depois reforçou a sua empatia com as bancadas, de tal forma que hoje ninguém ousa pôr em causa a sua continuidade à frente da equipa, mas atenção que a vitória na Final da Taça de Portugal é uma condição obrigatória para que este clima de confiança e tranquilidade se mantenha, pois já se sabe que no futebol tudo pode mudar de uma semana para outra.
Penso que a prestação de Sá Pinto foi muito positiva e se é verdade que teve momentos de alguma sorte, outros houve que a sua intervenção no jogo foi determinante, o que revela a sua capacidade para aprender depressa, daí que acredite que ele possa vir a ser um excelente treinador, assim lhe dêem condições para isso, mas primeiro è preciso ganhar a Taça.
Ricardo Sá Pinto foi a escolha de Godinho Lopes para o lugar de treinador. Vinha da equipa de Juniores onde estava a fazer um magnifico trabalho, mas era naturalmente encarado com alguma desconfiança, não só pela sua inexperiência, mas também devido ao seu passado cheio de alguns episódios polémicos. Tinha no entanto a vantagem de ser bem visto junto da generalidade da massa adepta e principalmente entre as claques, pelo que naquela altura foi a solução possível, e de certa forma até conveniente.
A verdade é que Sá Pinto acabou por superar as expectativas, surpreendendo pela serenidade e inteligência como foi capaz de gerir a situação, começando por não mexer muito naquilo que estava feito, ao mesmo tempo que conseguiu unir o grupo e transmitir-lhe a alma e a raça que sempre o caracterizaram enquanto jogador, fazendo com que a equipa voltasse a acreditar, e aproveitando o balanço de um magnifico percurso na Liga Europa, onde o Sporting caiu apenas nos últimos instantes das meias-finais frente ao Athletic de Bilbau, e de uma forma inglória, quando Bucareste estava ali tão perto.
No Campeonato ainda houve espaço para um ou outro mau resultado e exibições menos conseguidas, mas na generalidade a equipa melhorou, e a quebra do Sp. Braga na ponta final, chegou a reacender a esperança de se chegar ao 3º lugar, mas não se podia exigir muito mais.
Sá Pinto conquistou primeiro o balneário e depois reforçou a sua empatia com as bancadas, de tal forma que hoje ninguém ousa pôr em causa a sua continuidade à frente da equipa, mas atenção que a vitória na Final da Taça de Portugal é uma condição obrigatória para que este clima de confiança e tranquilidade se mantenha, pois já se sabe que no futebol tudo pode mudar de uma semana para outra.
Penso que a prestação de Sá Pinto foi muito positiva e se é verdade que teve momentos de alguma sorte, outros houve que a sua intervenção no jogo foi determinante, o que revela a sua capacidade para aprender depressa, daí que acredite que ele possa vir a ser um excelente treinador, assim lhe dêem condições para isso, mas primeiro è preciso ganhar a Taça.
Domingo, 13 de Maio de 2012
Era possível
Apesar deste
jogo já não ter influência no desfecho final da tabela classificativa, os dois
treinadores respeitaram as equipas adversárias, até porque o Braga queria
ajudar Lima a ser o melhor marcador do Campeonato, e o Sporting queria
demonstrar que merecia melhor do que o modesto 4º lugar a que estava condenado.
Assim Sá
Pinto para além das mudanças obrigatórias no centro da defesa, limitou-se a dar
algum descanso a Diego Capel, lançando Jeffrén na equipa, o que acabou por ser
um dos atractivos deste jogo, pois o ex Barcelona era talvez de entre todas as
aquisições feitas pelo Sporting no inicio desta época, aquele que maiores
expectativas gerava, mas acabou por quase não jogar, devido ás constantes
lesões que o atormentaram.
O espanhol
esteve em bom plano, embora ser evidente que ainda lhe falta confiança, pelo que
se precipitou algumas vezes no momento da definição dos lances, mas mesmo assim
era visível a sua satisfação quando foi substituído. Vamos a ver se para o ano
consegue jogar regularmente e justificar o investimento.
Quanto aos
centrais, continuo a pensar que Carriço poderia ter sido opção neste lugar e
que não teria feito pior do que os outros, julgo que ontem voltou a mostrar
isso mesmo, enquanto Xandão continua a não me convencer. A sua passividade no
lance do primeiro golo do Braga é injustificável. Lima teve tempo para
escorregar, ajoelhar e levantar-se, com Xandão a ver e a dar tempo e espaço
para tudo. É verdade que este brasileiro acabou de chegar e ainda está a
adaptar-se, mas sinceramente não me cheira a jogador.
Quanto ao
resto o jogo foi interessante, com um árbitro de que ninguém sabe o nome, a
mostrar ao consagrado Proença, que é possível gerir um jogo tranquilo, sem
mostrar um ror de cartões, que acabam inevitavelmente por desequilibrar o
mesmo, basta ter um bocadito de bom senso e não querer ser protagonista, uma
humildade que infelizmente falta a algumas das pseudo vedetas do apito
nacional.
O Sporting
foi sem dúvida a melhor equipa em campo, com um Van Wolfswinkel inspirado, o
que lhe permitiu marcar 3 golos, que até poderiam ter sido mais, se não fosse a
excelente exibição de Quim. Mas outros jogadores estiveram em bom plano, com
destaque para Schaars e Insúa, que foram realmente excelentes reforços.
O golo do
empate ainda chegou a levantar algumas dúvidas sobre o desfecho da partida, mas
o 2-1 não tardou e repôs a justiça no marcador, que acabou por ser falseado com
um penalti inexistente, que impediu que o resultado final se traduzisse numa
diferença de dois golos, que refletiria melhor o que se passou em campo e de
certa forma mostraria que se o Proença deixasse, até talvez este jogo tivesse
tido outra importância, e quiçá peso na classificação final.
Do que não
gostei foi do tratamento dado a Tiago, que bem poderia ter entrado logo a
seguir ao 3-1, para pelo menos jogar um bocadinho, assim nem tocou na bola, não
me pareceu justo.
Para além
disso há a constatar o comportamento de Rui Patrício, que cheirou a despedida,
o que também me deixa triste, e não tenho dúvidas de que vamos ter saudades
dele, mas talvez agora passe finalmente a ser devidamente apreciado e
reconhecido, não só pelos sportinguistas que tanto o assobiaram, mas também
pelos outros que tem sempre muitas dificuldades em engolir estes sucessos da
nossa formação. Só espero que se ele sair, que vá para um bom Clube e não se meta
num buraco qualquer.
Agora vamos ao Jamor. Lá estarei
domingo à tarde.
Domingo, 6 de Maio de 2012
Não havia necessidade
A precisar de ganhar no Dragão para continuar a sonhar com o 3º lugar, Sá Pinto mostrou ambição, deixando no banco Carriço e apostando num meio campo com Schaars e Elias, atrás de uma linha de três jogadores mais ofensivos, que apoiavam Van Volkswinkel no ataque.
Tivemos pois um jogo agradável, com as duas equipas apostadas em ganhar, embora sem grandes oportunidades de golo, porque quer de um lado quer do outro, o último passe raramente entrou bem, enquanto as defesas estiveram irrepreensiveis.
Aqui há que dar uma palavra a Anderson Polga, que foi o melhor jogador do Sporting em campo, simplesmente impecável, de tal forma que não merecia o azar daqule pontapé ao poste que poderia ter mudado o jogo, e muito menos merecia ter ficado ligado a esta derrota, ao fazer o penalti que deu vantagem ao Porto, na única jogada em que não conseguiu o corte limpo, acabando por ser expulso, e diga-se que também de forma injusta. É caso para perguntar: onde andava este Polga que tanta falta fez durante a época?
Este jogo acabou no entanto por ficar marcado por uma arbitragem à portuguesa, e não havia necessidade disso, pois nem sequer se tratava de um daqueles confrontos de grande tensão, pelo que a opção de segurá-lo com cartões não fazia sentido. O resultado foram 10 cartões amarelos e 3 vermelhos, num jogo perfeitamente tranquilo, que à luz destes números absurdos, até parece ter sido uma batalha campal, quando poderia perfeitamente ter terminado com apenas 3 ou 4 cartões, e sem nenhuma expulsão, porque o vermelho directo a Polga também não se justificava.
Diga-se que Onyewu foi imprudente no lance do segundo amarelo, pois já tendo um no seu cadastro, tinha de ter tido mais cuidado, ainda por cima numa jogada em que Hulk estava tapado, mas aposto que se a situação de segundo amarelo tivesse acontecido do outro lado, o cartão tinha ficado na algibeira, embora o Proença tenha querido demonstrar o contrário, quando expulsou Fernando já à beira do fim, noutra decisão sem sentido.
O que é certo é que com menos um jogador e o Braga a ganhar, Sá Pinto optou por partir o jogo, recuando Elias e lançando André Martins para reequilibrar o meio campo, onde abdicou de Matias Fernandez, um risco compreensivel, mas a partir daí foi o Porto que mandou no jogo e só um enorme Rui Patrício é que foi impedindo o golo, até ao tal penalti que desbloqueou o resultado e deixou o Sporting a jogar com 9, o que aconteceu no minuto seguinte à última cartada do treinador leonino, que tinha acabado de apostar na entrada de Rubio para o lugar de Schaars, provavelmente a pensar num tudo ou nada, que se traduziria numa espécie de 4x1x4.
Saiu-lhe o nada, porque o FC porto aproveitou os desequilíbrios, matando a questão do 3º lugar, enquanto o Sporting até se arriscou a sofrer um castigo mais duro, terminando o jogo com 8 jogadores em campo, o que parece a ser moda neste singular futebol português.
Agora temos 15 dias para preparar a Final da Taça de Portugal, que poderá pelo menos atenuar o balanço desta época, que mesmo assim nunca será positivo,
Tivemos pois um jogo agradável, com as duas equipas apostadas em ganhar, embora sem grandes oportunidades de golo, porque quer de um lado quer do outro, o último passe raramente entrou bem, enquanto as defesas estiveram irrepreensiveis.
Aqui há que dar uma palavra a Anderson Polga, que foi o melhor jogador do Sporting em campo, simplesmente impecável, de tal forma que não merecia o azar daqule pontapé ao poste que poderia ter mudado o jogo, e muito menos merecia ter ficado ligado a esta derrota, ao fazer o penalti que deu vantagem ao Porto, na única jogada em que não conseguiu o corte limpo, acabando por ser expulso, e diga-se que também de forma injusta. É caso para perguntar: onde andava este Polga que tanta falta fez durante a época?
Este jogo acabou no entanto por ficar marcado por uma arbitragem à portuguesa, e não havia necessidade disso, pois nem sequer se tratava de um daqueles confrontos de grande tensão, pelo que a opção de segurá-lo com cartões não fazia sentido. O resultado foram 10 cartões amarelos e 3 vermelhos, num jogo perfeitamente tranquilo, que à luz destes números absurdos, até parece ter sido uma batalha campal, quando poderia perfeitamente ter terminado com apenas 3 ou 4 cartões, e sem nenhuma expulsão, porque o vermelho directo a Polga também não se justificava.
Diga-se que Onyewu foi imprudente no lance do segundo amarelo, pois já tendo um no seu cadastro, tinha de ter tido mais cuidado, ainda por cima numa jogada em que Hulk estava tapado, mas aposto que se a situação de segundo amarelo tivesse acontecido do outro lado, o cartão tinha ficado na algibeira, embora o Proença tenha querido demonstrar o contrário, quando expulsou Fernando já à beira do fim, noutra decisão sem sentido.
O que é certo é que com menos um jogador e o Braga a ganhar, Sá Pinto optou por partir o jogo, recuando Elias e lançando André Martins para reequilibrar o meio campo, onde abdicou de Matias Fernandez, um risco compreensivel, mas a partir daí foi o Porto que mandou no jogo e só um enorme Rui Patrício é que foi impedindo o golo, até ao tal penalti que desbloqueou o resultado e deixou o Sporting a jogar com 9, o que aconteceu no minuto seguinte à última cartada do treinador leonino, que tinha acabado de apostar na entrada de Rubio para o lugar de Schaars, provavelmente a pensar num tudo ou nada, que se traduziria numa espécie de 4x1x4.
Saiu-lhe o nada, porque o FC porto aproveitou os desequilíbrios, matando a questão do 3º lugar, enquanto o Sporting até se arriscou a sofrer um castigo mais duro, terminando o jogo com 8 jogadores em campo, o que parece a ser moda neste singular futebol português.
Agora temos 15 dias para preparar a Final da Taça de Portugal, que poderá pelo menos atenuar o balanço desta época, que mesmo assim nunca será positivo,
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