quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Adeus taça ridicula

Desde o dia 21 de Março de 2009 que a Taça da Liga está amaldiçoada, altura em que passou a ser conhecida como a taça lucílio batista e de lá para cá esta competição nunca mais ganhou credibilidade, pelo que o que aconteceu ontem foi apenas mais um episódio para a conta perdida das palhaçadas que marcam a sua triste história.

Ontem tal como em 2009, foi um fiscal de linha a inventar um penalti que decidiu o jogo, com a complacência do seu chefe de equipa, que apesar de melhor colocado não hesitou em validar a indicação do seu colega, sendo que a única diferença é que um era o Ferrari de Setúbal, o outro é do Porto, mas deve ser da mesma cor.

Nunca fui árbitro, mas imagino as dificuldades inerentes à função, daí que até aceite alguns erros, no entanto quando é sempre para o mesmo lado a coisa muda de figura. O trio de artistas que esteve ontem em Setúbal deu um verdadeiro festival de mal arbitrar e foi um fartote de asneiras, desde foras de jogo mal marcados, passando por cantos transformados em pontapés de baliza, até aos vários livres perigosos por marcar, culminando com aquele penalti fantasma, mas tudo para o mesmo lado. Quando é assim cheira a mais do que incompetência.

E pronto o Sporting está arrumado da Taça da Liga pelo ridículo critério da média de idades dos jogadores utilizados, sendo de referir que se os critérios de desempate tivessem alguma lógica, como por exemplo o confronto directo, o Vitória teria sido apurado na mesma, o que não invalida a patetice que é este regulamento, digno da prova em causa.

Independentemente de toda esta polémica causada por um trio de ineptos, a verdade é que o Sporting jogou pouco, principalmente na 1ª parte, onde Jorge Jesus resolveu dar descanso aos melhores jogadores da sua equipa, acabando por ter de recorrer a eles para recuperar da desvantagem, perante um Vitória de Setúbal que nunca se encolheu.

A 2ª parte foi um pouco diferente e depois do empate o Sporting teve tudo para resolver a questão, mas tal como os três tarolas do apito e das bandeirinhas, André falhou escandalosamente, isto sem esquecer o magro resultado obtido com o Varzim, num jogo onde era obrigatório jogar e marcar mais.

Ou seja o Sporting pôs-se a jeito e eles aproveitaram. Vai ser uma alegria na fase final da taça lucílio batista.

domingo, 1 de janeiro de 2017

Soube a pouco

A ver o campeonato por um fio, ou talvez mesmo por um canudo, Jorge Jesus olhou para a Taça da Liga com mais cuidado e deixou de lado as teorias da rotatividade, escolhendo um onze que não andará muito longe de ser o melhor que tinha disponível. A excepção terá sido Luc Castaignos, porque de resto até a opção por Bruno César para o lado esquerdo da defesa, não é de estranhar num jogo como este.

Apesar disso a exibição do Sporting não foi brilhante. Muita posse de bola, várias oportunidades, mas poucos golos, com alguns jogadores a passarem ao lado do jogo, valendo um endiabrado Gelson Martins para garantir uma vitória curta para tanto caudal de ataque, perante um Varzim bem organizado e lutador, mas pouco mais do que inofensivo.

Com este resultado o Sporting fica mais perto da fase final desta competição, mas o jogo de Setúbal vai ter de ser levado a sério para que a coisa não se complique.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Em cima do gong

Depois de duas derrotas consecutivas no campeonato, o Sporting deslocou-se ao Restelo sem grande margem de erro, com Jorge Jesus a fazer profundas remodelações na defesa e a dar mais uma oportunidade a  Alan Ruiz.

Na 1ª parte o Sporting dominou por inteiro, mas raramente conseguiu criar perigo junto da baliza de Joel Pereira, enquanto o Belenenses teve a grande oportunidade de golo na única vez que saiu do seu meio campo, na sequência de um canto a favor do Sporting, que deu origem a um contra ataque onde os azuis partiram em vantagem de três para um, mas permitiram a defesa a Beto.

A 2ª parte foi muito diferente, com um Belenenses mais atrevido e um Sporting menos rigoroso na defesa e cada vez mais ansioso, tonando-se evidente o desgaste alguns jogadores chave de uma equipa que luta corre muito, mas depois há sempre alguma coisa que falha.

Quando já ninguém acreditava, Joel Campbell que voltou a entrar bem no jogo, descobriu Bas Dost no sitio certo e deu a vitória aos Leões, que assim foram para o Natal mais aliviados, mas os grandes problemas continuam por resolver.

O treinador não acerta com o segundo avançado, os laterais mostram dificuldades em satisfazer as exigências do modelo de jogo adoptado e o motor da equipa dá sinais de cansaço. Tem a palavra Jorge Jesus a quem se pedem soluções. 



segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Adeus campeonato

Há uma semana atrás o Sporting tinha a liderança ali à mão, numa altura em que bastava ganhar na Luz para a equipa subir ao 1º lugar, mas apesar da excelente exibição então realizada, o resultado foi uma derrota que agravou as feridas anteriores, numa época que não tem sido fácil para os Leões.

Uma semana depois o Sporting recebeu o Braga, num jogo onde estava em disputa o 3º lugar e voltou a perder, desta vez com uma exibição muito fraca, onde até jogadores como Rui PatrícioAdrien Silva e Gelson Martins, estiveram irreconhecíveis, de tal forma que a bola nunca chegou em condições a Bas Dost, apesar deste bem ter tentado procurá-la fora da área.

O Braga foi sempre mais perigoso e defendeu com grande eficácia perante um Sporting tão triste e apagado que levou as bancadas a mostrarem todo o seu desagrado pela aquela exibição, uma faceta que Jorge Jesus e muitos jogadores ainda não conheciam aos adeptos leoninos.

Com este resultado o Sporting ficou em 4º lugar a 8 pontos do Benfica e a 4 do FC Porto, pelo que realisticamente já só com muita fé se pode acreditar no título.

 Agora cabe a Jorge Jesus despertar o grupo e inventar forma de motivar uma equipa que parece ter sentido muito os últimos revezes e baixado os braços, resta saber como é que o treinador vai fazer isso.

domingo, 18 de dezembro de 2016

Um Leão ferido

Depois de duas derrotas e no meio de alguma falta de sorte sem esquecer o azar com as arbitragens, o Sporting regressou à competição com uma difícil deslocação ao Bomfim para um jogo de Taça que passou a ser subitamente determinante para um Jorge Jesus, que também não tem sido feliz nos últimos jogos.

Assim não houve espaço para poupanças, pois o Vitória de Setúbal não é propriamente uma pêra doce e nem sequer na baliza foi dada a oportunidade do costume a Beto, e ainda bem, pois Rui Patrício acabou por ser decisivo em duas ocasiões.

Fez bem o treinador leonino em não dar abébias, mas foi um Leão ferido que esteve em Setúbal, feridas essas que foram agravadas quando Adrien Silva em dia não, falhou por duas vezes num penalti tão indiscutível com outro que ficara por marcar poucos minutos antes.

Durante algum tempo o Sporting pareceu uma equipa desolada com tanto infortúnio e mesmo na 2ª parte os Leões não foram propriamente avassaladores, enquanto o Vitória nunca se encolheu, mostrando estar ali para discutir a eliminatória.

O golo de Bas Dost foi um verdadeiro balsamo para as feridas do Leão e matou os vitorianos que não foram capazes de reagir ao percalço, num jogo que até aí estava em aberto.

No fim podemos dizer que foi uma vitória justa mas sofrida. Agora vamos a ver como é que a equipa reage.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Cegueira

Costuma-se dizer que os jogos de futebol se decidem muitas vezes nos pequenos pormenores que fazem toda a diferença, tonando-se em verdadeiros por maiores, mas também é costume dizer-se que no futebol não há lógica, nem justiça.

Estas são duas máximas que saíram mais uma vez reforçadas do último "derby" disputado na Luz, onde o Sporting bem poderia ter repetido o resultado da época passada, tal foi a sua superioridade em todos os itens do jogo, excepto naquele em que se decide o resultado, pois aí o Benfica marcou por duas vezes contra apenas uma dos Leões, com a particularidade de os dois golos encarnados terem sido precedidos de jogadas em que o Sporting tinha tudo para se adiantar no marcador.

A arbitragem de Jorge Sousa foi mais uma vez decisiva e o que me custa mais a engolir, é que depois de horas a fio a discutir o que me parece indiscutível, haja entre os muitos ex árbitros que agora mandam palpites nos órgãos de comunicação social, quem defenda que não houve penalti nenhum, o que pode ter várias explicações, mas não sei qual delas a pior.

O caso do Rola é compreensível pois trabalha para a BTV e portanto tem de defender quem lhe paga, mas os outros, ou são benfiquistas doentes, ou são muito amigos do Sousa do Porto, ou então nunca deviam ter tido um apito na boca, pois não vêem porra nenhuma. É caso para perguntar se para ser penalti contra o Benfica é necessário que um jogador agarre a bola com ambas as mãos.

É claro que o jogo não foi só a arbitragem. Jorge Jesus também não foi muito feliz nas substituições, principalmente com a entrada de Alan Ruiz que deixou o Sporting a jogar com menos um, sem esquecer que a troca de pontas de lança nos últimos minutos também não deu em nada, isto depois de uma alteração que tinha resultado em cheio, com a entrada de Joel Campbell que partiu a loiça toda.

No fim ganhou o Benfica, enquanto o Sporting somou mais uma vitória moral, ficando a carpir mágoas, para gáudio da lampionagem que goza à brava à conta de um Jesus que desta vez não disse que tinha sido limpinho, limpinho. Mas o campeonato continua.

domingo, 11 de dezembro de 2016

Adeus Europa

O Sporting foi afastado  das competições europeias pelo Légia de Varsóvia, num jogo onde Jorge Jesus foi réu, pois a sua opção no 3x4x3 não resultou, principalmente pela aposta em Bruno César para o lugar de ala direito, mas também pela colocação de Lazar Markovic e Gelson Martins em posições mais interiores, o que não funcionou.

Apesar disso o jogo estava controlado até que a linha defensiva até aí perfeita na táctica do fora de jogo, falhou por completo, o que foi logo aproveitado por Guilherme para colocar os polacos em vantagem.

A perder Jorge Jesus começou por emendar o equivoco Bruno César, colocando Gelson Martins na ala e com uma hora de jogo lá voltou àquele que é o modelo tradicional do Sporting 2015/16.

Com a entrada de  AndréJorge Jesus jogou aquela que podia ter sido a cartada decisiva do jogo, mas o brasileiro falhou as boas oportunidades que teve para colocar o Sporting na Liga Europa.

Nos últimos minutos na hora de arriscar tudo, William Carvalho complicou ao ser expulso e acabou por ser Rui Patrício a evitar males piores.

A arbitragem voltou a estar no centro das atenções e cada vez mais se impõe a entrada em funcionamento do video árbitro, mas esta eliminação do Sporting passou muito por um Real Madrid, que surpreendentemente ofereceu um ponto ao Légia, depois de em Chamartin ter "roubado" uma vitória que parecia certa para os Leões.

Há coisas que só acontecem ao Sporting.

domingo, 4 de dezembro de 2016

Com os olhos no 1º lugar

Depois da derrota do Benfica na Madeira, o jogo de ontem em Alvalade ganhou nova importância, pois uma vitória do Sporting colocava os Leões em posição de atacar a liderança do Campeonato já na próxima jornada.

A equipa reagiu da melhor forma a esse estimulo e fez uma excelente 1ª parte, marcando 3 golos e mostrando estar a caminho da melhor forma nesta altura decisiva da temporada, o que deixa todos os sportinguistas muito confiantes.

Com 2-0 ao intervalo, o Sporting regressou para a 2ª parte já a pensar nos jogos que aí vem, daí que a exibição tenha caído a pique, transformando-se num misto de desconcentração e de descontracção que o Vitória não foi capaz de aproveitar, incomodando Rui Patrício apenas por uma vez.

O jogo tornou-se morno e sensaborão com o Sporting a trocar a bola à espera que o relógio avançasse até ao 90º minuto.

No final sobram poucas notas, sendo que apenas há a dizer que mais uma vez me pareceu evidente que Bryan Ruiz não é um 10 e muito menos o 9/5 que Jorge Jesus tanto procura e que foi bonita a homenagem ao Chapecoense.

Para finalizar acrescento uma pergunta: Como é que este Costa nunca desceu de divisão? O homem é muito fraco na arte de apitar e consegue complicar mesmo num jogo fácil como este.

sábado, 3 de dezembro de 2016

Novembro positivo

Depois de um Outubro muito atribulado, Novembro foi um mês relativamente tranquilo para o Sporting, que ainda na ressaca de mais uma derrota na Alemanha, ganhou sem grandes dificuldades ao Arouca, num jogo onde a notícia foi o triste caso do túnel.

Seguiu-se mais uma paragem para as selecções e o regresso à competição com um jogo de Taça, onde o pior que podia ter acontecido ao Praiense foi aquele golo logo a abrir, que despertou os Leões que aceleraram para uma goleada natural.

Na terça feira seguinte, em noite de recorde de assistência em Alvalade, o Sporting perdeu com o Real Madrid, novamente à beira do fim e desta vez "sem" Cristiano Ronaldo, mas com um empurrão da arbitragem.

O campeonato voltou com uma sempre complicada deslocação ao Bessa e outra vitória difícil, perante um Boavista lutador mas pouco mais do que isso.

Finalmente o regresso do Arouca a Alvalade no arranque da Taça da Liga. Um jogo morno e sem interesse, que terminou com mais uma vitória dos Leões em dia de serviços mínimos.

E pronto, o Sporting está afastado da Liga dos Campeões mas até se portou bem frente aos tubarões da Europa e poderia ter obtido melhores resultados. No Campeonato foi cumprida a missão de estancar o atraso com duas vitórias obrigatórias e retemperadoras, enquanto a segunda linha passou sem brilho nas taças.

Mais uma vez ficou à vista a importância de Adrien Silva nesta equipa, que com o regresso do seu Capitão tem logo outra cara. Notaram significativas melhorias no capitulo defensivo, enquanto Jorge Jesus continua à procura de um segundo avançado para emparceirar com Bas Dost, pois as muitas experiências feitas até agora não tem sido bem sucedidas, de tal forma que quase me atrevo a dizer que Daniel Podence bem poderia ter tido uma oportunidade.

Por falar em oportunidades, tenho de dizer que há alguns jogadores que as tem desperdiçado, nomeadamente Luc CastaignosLazar Markovic e Alan Ruiz, sendo que este me parece ser um jogador com grande potencial, mas com pouca atitude.

Por oposição quem continua a confirmar todo o seu talento é Gelson Martins, que já é a grande figura da equipa e o homem que os colegas procuram para resolver os casos mais bicudos.

Entrámos em Dezembro com uma boa noticia vinda da Madeira, mas agora há que ganhar ao Vitória para enfrentar os jogos decisivos que se seguem com o peito feito. Afinal o Campeonato ainda não acabou e há uma Liga Europa à espreita.





domingo, 6 de novembro de 2016

Uma exibição melhor do que o resultado

Em Dortmund Jorge Jesus inovou ao apostar num sistema de jogo com três centrais, que segundo ele tinha o objectivo de baralhar a estratégia ofensiva dos alemães. No entanto verificou-se que a coisa não estava bem oleada e logo nos primeiros minutos Sebastián Coates cometeu um penalti do tamanho do mundo que o árbitro não marcou e pouco depois Marvin Zeegelaar não saiu a tempo e Paulo Oliveira não chegou à bola que acabou dentro da baliza leonina.

A perder desde muito cedo temeu-se o naufrágio, mas a equipa estabilizou e acabou por fazer uma boa exibição e até poderia ter empatado, embora seja verdade que o Borússia também podia ter feito o 2-0.

No fim pode-se dizer que a equipa até nem fez feio, mas também fica a sensação que Jorge Jesus podia ter arriscado mais um bocadinho.

Notas altas para o regresso de Adrien Silva e para mais uma boa actuação de Gelson Martins.

O pior foi o resultado do Real Madrid, que assim vem a Alvalade consciente de que não pode brincar muito, enquanto a decisão do apuramento para a Liga Europa fica marcada para o jogo de Varsóvia. Vida complicada para o Sporting.