O Sporting voltou a perder, mas desta vez eu até me atrevo a dizer que Rui Borges fez tudo bem, mas correu tudo mal. Há dias assim.
O treinador voltou ao 4x2x3x1, o que, para este jogo, me pareceu a decisão correta e, nessa medida, o regresso de Flávio Gonçalves à titularidade também era óbvio, mas não foi brilhante, mesmo que não possamos pôr o peso de carregar a equipa em cima deste menino. Todos reclamavam pela entrada de Ibrahima Ba, pois ele fez-lhes a vontade, só que, se não foi um desastre, andou lá perto. Da mesma maneira que depois da boa entrada de Luís Guilherme no último jogo e da má forma evidenciada por Geny Catamo, todos exigiam aquela troca, que, no entanto, foi uma espécie de seis por meia dúzia, o mesmo se poderá dizer, de resto, em relação à baliza, onde Kaique Pereira por pouco que também não borrou a pintura e não parece ser muito melhor do que o outro.
As substituições foram as óbvias, embora, como de costume, tenham pecado por tardias, e na minha opinião até pudessem ter sido mais ambiciosas, com a saída do Iván Fresneda, em vez do Flávio Gonçalves. Mas, no geral, o treinador fez o que pode, com aquilo que tem, só que a bola algumas vezes não quis entrar, enquanto do outro lado entrou quase sempre. O resto vem das bancadas e quando a bola começa a ter picos, é que se vê quem é quem.
De positivo mesmo, talvez só a exibição de Nestory Irankunda, que tem um pique impressionante, pena que os pezinhos às vezes não ajudam, um mal mais ou menos generalizado nesta equipa.
E pronto, o campeonato acabou e desta vez nem sequer chegámos ao Natal, pelo que e por mais atenuantes que o treinador tenha, e tem, a verdade é que as bancadas já lhe traçaram o destino e, quando é assim, não há nada a fazer. O homem está despedido, resta saber se é hoje ou num dia destes.
O pior nem vai ser despedi-lo, isso é fácil, até porque não vai sair muito caro. O mais difícil vai ser escolher e acertar no próximo.

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