Correu bem

Costuma dizer-se que a sorte protege os audazes e se é verdade que ontem Rui Borges foi audaz, também poderemos dizer que teve mais sorte do que juízo.

Depois daquela entrada em que o Galatasaray encostou às cordas um Sporting completamente atarantado, que, ainda por cima, sofreu um golo ridículo na sequência de um lançamento de linha lateral, não houve sportinguista que não questionasse as razões que tinham levado Rui Borges a mexer na equipa, principalmente na defesa, sector que tinha melhorado com as entradas de Iván Fresneda e de Zeno Debast.

Na fase inicial do jogo, foram visíveis as dificuldades da defesa leonina no jogo aéreo, e o Galatasaray fez tudo para as aproveitar, o que, somado à incapacidade que este Sporting também revela quando é preciso ter bola, acabou por fazer parecer que os turcos eram muito melhores do que realmente são.

O golo de Geny Catamo, quase na primeira vez que o Sporting chegou à baliza turca, acalmou a equipa e, a partir daí, os momentos do jogo caíram sempre para o nosso lado, logo a começar quando Sané teve a baliza toda à sua frente para fazer o 1-2, mas atirou por cima.

Na 2ª parte, o jogo recomeçou mais equilibrado e foi muito importante marcar primeiro. Depois, aquele momento de inspiração de Rodrigo Zalazar acabou com o Galatasaray e até deu para Rui Borges ir gerindo o plantel.

Nesse aspeto, gostei particularmente da entrada de Silas Andersen, um jogador que apresenta um à-vontade invulgar para quem vem do campeonato sueco, só foi pena que o Nestory Irankunda não tenha tido a sua oportunidade, num jogo que me parecia ser talhado para ele. 

Ao contrário, Luís Guilherme teve 90 minutos. Esforçou-se, trabalhou muito, mas, no lado esquerdo, parece-me ter mais dificuldades. Pena que o Luis Suárez não lhe tenha passado aquela bola que tinha tudo para ser o 4-1.

No fim, valeram os 3 pontos, que eram fundamentais, até porque o calendário deixou os jogos mais difíceis para o fim, pelo que é agora que é preciso encher o bornal.






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