O Sporting ganhou por 3-2 ao Vitória de Guimarães num jogo que teve muitas semelhanças com o da Amadora.
A equipa fez uma boa 1ª parte, ganhou uma vantagem que parecia confortável, mas depois voltou a estourar,. As substituições não ajudaram, o golo do adversário trouxe a tremideira e, no fim, o resultado só foi diferente porque a vantagem era maior e os vimaranenses também já não davam mais.
Rui Borges justificou a quebra com falta de energia e dores de crescimento, pelo que me parece que está na altura dele perceber porque é que a equipa não dura mais do que uma hora e porque é que não consegue descansar com bola.
A quebra física tem de ser trabalhada com os responsáveis por essa área, pois a desculpa de estarmos no início da temporada só seria válida se os adversários não estivessem no mesmo patamar e, principalmente na Amadora, a diferença foi tal que acabámos aflitos, coisa que já não aconteceu 6ª feira, pois o Vitória também chegou ao fim nas lonas. Foi o que valeu.
O resto parece-me que tem a ver com a mudança radical das características dos jogadores, mesmo que o modelo de jogo se mantenha. Pote, Trincão, Quenda, Hjulmand, Morita, Bragança e mesmo Luis Suárez, que neste momento não é titular e nem sequer se sabe se vai ficar, eram todos jogadores tecnicamente evoluídos que sabiam trocar a bola e praticavam o tal futebol associativo de que tanto se falou, foram substituídos por "motas". Excepuando Sergi Altimira e Flávio Gonçalves, os que entraram são todos jogadores mais físicos e verticais e assim basta faltar o gasóleo a dois ou três, que a equipa se afunda, pois ninguém sabe ter a bola.
Para além disso, temos um guarda-redes em deficit de confiança e uma defesa que é um susto no jogo aéreo, pelo que os adversários já perceberam que o caminho mais curto para a baliza é ter um "pinheiro" e meter a bola lá em cima, daí que em dois jogos a equipa tenha sofrido 4 golos e a jogar com adversários modestos.
As substituições sempre foram o ponto mais fraco de Rui Borges e se na Amadora elas até faziam sentido, embora tenham afundado a equipa, desta vez a mudança de Rodrigo Zalazar para a esquerda acabou por dar barraca, numa altura em que jogar com dois pontas de lança não me pareceu uma grande ideia, pelo que o treinador teve de recuar logo a seguir, metendo o Jesse Derry, mais um jogador vertical a juntar ao Luís Guilherme, que estava do lado contrário a tentar ajudar na defesa.
Enfim, depois de uma boa pré-época em que a coisa até parecia estar bem encaminhada, esta equipa ou cresce depressa, com ou sem dores, ou quando o nível dos adversários subir isto vai ser complicado, pelo que os 15 dias que faltam até ao fecho do mercado serão muito importantes, pois para além do caso Luis Suárez, temos problemas para resolver na baliza, no centro da defesa e principalmente na preparação física.

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