Faltou um bocadinho


A brilhante campanha europeia do Sporting de Rui Borges terminou com um empate a zero no Emirates, num jogo que teve alguns pontos de contato com o de Alvalade, pois, se o Arsenal voltou a ter mais bola, foi o Sporting que teve as melhores oportunidades de golo, faltando a eficácia no momento do remate. Foi nesse capítulo, no banco e, de certa forma, também na superior categoria do guarda-redes Raya, que esta eliminatória se decidiu, principalmente no primeiro jogo.

Em Londres o Sporting voltou a estar quase perfeito no capítulo defensivo, embora Maxi Araújo tenha tido algumas dificuldades para parar Madueke, mas neste sistema Eduardo Quaresma é muito bom e o Arsenal raramente conseguiu entrar, até porque Morten Hjulmand e Hidemasa Morita foram donos e senhores do meio campo, mas na frente nota-se que Luis Suárez está no limite, enquanto Pedro Gonçalves só dá para uma hora, só que no banco há poucas alternativas, portanto há jogadores que chegam ao fim mortos.

Nestes jogos não há muitas oportunidades, principalmente enquanto a eliminatória está equilibrada e ninguém arrisca muito, mas quando em 180 minutos, mais as compensações,  não se consegue aproveitar nenhuma das poucas que aparecem, torna-se complicado, mais ainda quando o adversário está em vantagem e tem capacidade para esconder a bola, como é o caso deste Arsenal, que também parece estar um bocado espremido, mas mercê do tal golo que trazia de Lisboa foi gerindo essa vantagem de uma forma cada vez mais calculista, à medida que o tempo ia passando, sem que o Sporting tivesse soluções para chegar lá, pois a verdade é que na 2ª parte a equipa já não conseguiu chegar lá.

Se a bola tivesse entrado nas três boas ocasiões em que na 1ª parte esteve perto disso, o jogo teria sido diferente, o que nem quer dizer que o resultado final nos fosse favorável, mas Francisco TrincãoPedro Gonçalves e Geny Catamo não acertaram no buraco, pelo que nos resta o conforto de termos visto uma equipa capaz de discutir a eliminatória até ao fim com um Arsenal que lidera a Premier League e que tinha 10 vitórias em 11 jogos disputados nesta edição da Liga dos Campeões, uma competição onde cada vez mais o Sporting parece respirar com o à vontade de quem está no seu habitad natural.

As bases de uma equipa tão grande como as maiores da Europa estão lançadas, agora é preciso consolidá-las, o que passa muito pelo "derby" do próximo domingo.

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