Na ressaca da paragem FIFA e em vésperas do importante jogo dos quartos de final da Liga dos Campeões, Rui Borges teve de mexer na equipa e apresentou um onze muito remodelado, principalmente na defesa, com um quarteto totalmente novo e sem Morten Hjulmand no meio-campo, substituído por Daniel Bragança, que defensivamente é um jogador pouco intenso, restou o trio dos criativos no ataque, pois na frente Luis Suárez teve de pagar a fatura do tal gesto irrefletido.
Como se tudo isto não bastasse, a equipa entrou praticamente a perder e durante alguns minutos a coisa esteve feia, mas depois o Sporting conseguiu impor o seu jogo e chegou ao intervalo a ganhar por 3-1 com inteira justiça.
A 2ª parte foi morna com o Santa Clara a não mostrar capacidade para incomodar Rui Silva e o Sporting a gerir o jogo nas calmas, até à entrada de Gonçalo Paciência, que veio agitar as águas até aí paradas. O golo bem anulado foi o aviso e o 3-2 chegou a assustar Alvalade, mas quando os micaelenses arriscaram, abriram-se brechas que Souleymane Faye não soube aproveitar, ao contrário de Rafael Nel, que matou o jogo na hora certa, mostrando capacidade para ajudar nesta fase.
Foram mexidas a mais na defesa, o que poderia ter dado mau resultado, mas o risco corrido acabou por compensar numa jornada em que o FC Porto fraquejou, o que originou a subida de tom no habitual tiro ao árbitro da parte dos portistas.
E por falar em arbitragem, Rodrigo Narciso é um mau árbitro e quase conseguia sozinho estragar um bom jogo, com muitos erros e principalmente um critério disciplinar completamente incoerente. Valeu-lhe o VAR que voltou a salvar a verdade desportiva.
O campeonato aqueceu, mas atendendo ao calendário continua a ser muito difícil que o FC Porto perca 3 pontos, isto sem esquecer que nunca é fácil ganhar ao Benfica, no entanto enquanto for possível é preciso ir somando pontos neste mês dos grandes e decisivos embates.

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