Costuma-se dizer que o futebol às vezes é cruel e ontem o Sporting foi vítima dessa crueldade ao sofrer um castigo que não merecia nos últimos instantes de um típico jogo de zero a zero, em que nenhuma das equipas arriscou muito, mas, mesmo assim, as melhores oportunidades, até aí, tinham sido do Sporting, com Raya a ser o guarda redes com mais trabalho, o que até lhe valeu o prémio de "homem do jogo".
É verdade que houve períodos em que o Sporting teve pouca bola, porque o Arsenal é muito forte nesse capítulo, mas, no fim, os 44%/56% em termos de posse de bola, revelam que até nesse aspeto os Leões conseguiram equilibrar o jogo, ao mesmo tempo que defensivamente a equipa foi quase perfeita, de tal forma que o Arsenal só criou perigo nas bolas paradas.
O que verdadeiramente fez a diferença foi o banco, pois enquanto Arteta lançou dois internacionais que resolveram o jogo, Rui Borges jogou com o que tinha e só fez duas substituições, deixando em campo um Luis Suárez mais morto do que vivo e teve mesmo de recorrer ao ponta de lança da Equipa B, lançando também um jogador que está a recuperar de uma longa paragem, pelo que ainda não tem andamento para um jogo desta intensidade.
Eu sei que é muito fácil acertar no totobola à 2ª feira e compreendo a intensão de Rui Borges em ter mais bola, mas parece-me que num jogo destes faria mais sentido lançar Zeno Debast, em vez de Daniel Bragança, que por azar até ficou ligado ao golo, com uma má abordagem ao lance, onde ficou a meio caminho entre a marcação a Havertz e o bloqueio a Martinelli.
O zero a zero ainda daria algumas esperanças, mas assim tornou-se muito mais difícil, pelo que agora o que interessa é ganhar na Amadora e ao Benfica e não perder no Dragão, o que permitirá a este Sporting ganhar mais uma Taça de Portugal e, principalmente, voltar a marcar presença na Liga dos Campeões. Veremos o que nos sobra depois dos próximos quatro jogos.
De qualquer forma, nesta altura já podemos dizer que o Sporting é cada vez mais um clube de Liga dos Campeões, que nesta época confirmou a sua condição de equipa madura e pronta para enfrentar os melhores da Europa, um caminho que se espera possa ser consolidado nas próximas temporadas, desde que não se deem mais tiros nos pés.

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