Sem margem para descansar


O grande perigo da deslocação do Sporting a Alverca era o inevitável desgaste provocado pelo épico jogo da passada terça-feira, mas como vem aí uma paragem para as seleções, Rui Borges, ciente de que já não há nenhuma margem de erro no Campeonato e que no banco as opções são reduzidas, limitou-se a substituir o castigado Maxi Araújo pelo infeliz Nuno Santos.

Tivemos, pois, o melhor Sporting possível e já com um Pedro Gonçalves ao seu nível, pelo que foi uma vitória categórica, embora depois do 1-0 a equipa tenha entrado em ponto morto quando ainda estávamos na 1ª parte, o que é pouco recomendável e pode ser perigoso.

A 2ª parte começou com o pior e o melhor deste jogo, refiro-me ao cartão amarelo mostrado por João Pinheiro a Luis Suárez, revelador da personalidade destrocida deste árbitro, e ao olhar mortífero do avançado colombiano depois de ter feito o 2-0.

O resto já foi gestão do cansaço, mas como só havia quatro substituições para fazer, houve jogadores que acabaram em dificuldades e Pedro Gonçalves teve mesmo de sair.

Se Março poderia ser decisivo, Abril vai sê-lo de certeza, mas depois da vitória do FC Porto em Braga, precisamente no mesmo estádio onde o Sporting se espalhou há 15 dias atrás, o tri ficou muito complicado e completamente dependente de terceiros, pelo que como já anteriormente tinha escrito aqui, agora o jogo mais importante da época provavelmente será o da 2ª mão das meias finais da Taça de Portugal.



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