O Sporting iniciou este Março de muitas decisões com uma vitória por 1-0 frente ao FC Porto, num jogo feio, conflituoso e muito equilibrado, como têm sido todos os clássicos desta temporada, deixando tudo em aberto para a 2ª mão.
Este Porto à italiana é uma equipa muito agressiva que pressiona alto e enquanto tem forças, não deixa jogar, pelo que, na 1ª parte eles conseguiram levar o jogo para um plano físico onde são mais fortes criando muitas dificuldades ao futebol rendilhado do Sporting, que raramente conseguiu sair a jogar.
O melhor que se viu neste período, também marcado por muitas interrupções que favoreciam quem estava satisfeito com o nulo, foram dois remates perigosos para cada lado, mas nenhum deles chegou à baliza.
A 2ª parte foi melhor porque à medida que as forças foram faltando a uns, os outros puderam impor o seu futebol mais técnico, mas o FC Porto também é forte quando defende atrás, pelo que o Sporting apesar das melhorias, principalmente depois da entrada de Pedro Gonçalves, não conseguiu criar grandes oportunidades para além do golo que aconteceu na sequência de uma jogada individual de Luis Suárez, que por uma vez furou a muralha portista.
A perder o Porto tentou reagir, mas em termos de criatividade esta equipa não é grande coisa e aí só foi pena que aquela bola no final do jogo tivesse ido parar aos pés de um "tartaruga", quando ali só se pedia velocidade. De qualquer forma, 2-0 seria um resultado excessivo para um jogo muito equilibrado.
O espetáculo foi pobre também porque o árbitro não esteve à altura das responsabilidades, mesmo que não tenha tido influência no resultado. Eu compreendo que o Conselho de Arbitragem queira fazer crescer a nova geração de árbitros, mas este Cláudio é fraquinho e borrou-se todo, principalmente no momento em que teria de mostrar o segundo amarelo a Alberto Costa, um erro crasso que surgiu na sequência de um critério disciplinar completamente desastrado, que, de certa forma, estragou o jogo.
Igualmente infeliz, eu diria mesmo estúpida, foi a atitude de Luis Suárez em frente às câmaras, que provavelmente lhe vai valer um castigo, coisa que mais dia, menos dia, também irá sobrar para Morten Hjulmand, que continua a exagerar nos protestos.
Para terminar em feiura, os dois presidentes desataram aos tiros: um visando a arbitragem, porque, depois de 40 anos daquilo, eles continuam convencidos de que, para ganhar é preciso controlar os bastidores do futebol; o outro, numa resposta arrasadora, mas que ultrapassou certos limites, embora tenha tocado em muitas feridas que ardem.
Ultrapassado, sem distinção, este primeiro obstáculo, segue-se um dos jogos mais importantes desta época, onde a vitória é obrigatória para quem quer continuar a sonhar com o tri, que é, sem dúvida, o principal objetivo de todos nós. Venha daí a tal 25ª jornada.

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