Tal como eu havia previsto, as três jornadas que antecederam a entrada no decisivo mês de Março decorreram com alguma normalidade para os grandes, pelo que, pelo menos por agora, ficou tudo na mesma.
O Sporting cumpriu a sua parte despachando o Estoril em pouco mais de um quarto de hora, o que lhe permitiu gerir tranquilamente o jogo daí para a frente, mesmo que na 2ª parte o 2-1 tenha estado à vista, numa altura em que a equipa terá desligado cedo demais, embora se compreenda que todos os pensamentos já estivessem no que vem a seguir.
Reconheça-se também que este Estoril à escocesa joga um futebol positivo, correndo riscos mesmo quando defronta equipas melhores, o que por vezes lhes pode sair caro, mas, no fim, mesmo quando perdem, ninguém os pode acusar de não tentarem jogar.
Ao Sporting, só faltou que o terceiro golo tivesse surgido mais cedo, mas, apesar de não ter sido necessário forçar muito, nota-se que há vários jogadores a melhorar, como Morten Hjulmand, Ousmane Diomande e Hidemasa Morita, sem esquecer aqueles que estão a regressar, como, por exemplo, Nuno Santos e Daniel Bragança, que construíram o tardio terceiro golo.
Parece, pois, estar tudo pronto para a fase decisiva da época que começa já amanhã e na qual estará em jogo a presença na Final da Taça de Portugal, a passagem aos quartos de final da Liga dos Campeões e, principalmente, a conquista do tricampeonato, cuja fisionomia será naturalmente diferente depois da próxima jornada.
É um momento que poderá ser histórico na vida deste Clube, mas onde também pode ir tudo por água abaixo. Uma coisa é certa, um Sporting assim tão competitivo eu nunca tinha visto.

Comentários
Enviar um comentário