Mais um presságio

À cerca de um ano o Sporting empatou em casa com o Arouca, num jogo estranho que começou com aquele disparate dividido a meias entre Jeremiah St. Juste e Rui Silva, continuou com um penálti muito duvidoso marcado a Morten Hjulmand que aos 63m foi expulso, mas mesmo assim Francisco Trincão conseguiu empatar e quando o Sporting arriscava tudo na procura dos 3 pontos num final de jogo de loucos, foi do Arouca a melhor oportunidade, que Rui Silva evitou com uma defesa à Futsal que valeu um ponto e manteve os Leões na frente da classificação. Três meses depois, Eduardo Quaresma fez um golo histórico em cima da hora do fim de um jogo que foi decisivo para a conquista do bicampeonato.

Todas as grandes conquistas têm destes momentos e sábado em Alvalade o golo que Luis Suárez marcou com o ombro pode também ter sido decisivo, embora desta vez estejamos dependentes de um FC Porto que tem tido mais estrelinha do que os outros todos juntos.

O jogo de Arouca foi mais um daqueles em que os grandes pagam o desgaste dos confrontos europeus e desta vez o Sporting, depois de uma boa 1ª parte em que poderia ter resolvido a questão, veio para a 2ª parte já em traje de gestão e mais uma vez foi Rui Silva quem evitou o pior.

Depois do intervalo o Arouca subiu as linhas, dando muito espaço lá atrás, mas bastaram 3 minutos para chegarem ao empate, pois nesse período o Sporting nunca conseguiu sair a jogar e perdeu três vezes a bola no seu meio-campo e à terceira foi de vez. Será que vale a pena insistir nesta saída de bola quando alguns dos jogadores da linha defensiva não tem qualidade técnica para isso?

Quando já era óbvio que Luís Guilherme não dá como avançado interior, Rui Borges teve de recorrer a Pedro Gonçalves e o Sporting conseguiu encostar outra vez o Arouca às cordas, até que lá caiu o tal golo do céu.

Foi por pouco, mas o Sporting escapou, o que pode ser mais um bom presságio para o jogo do tudo ou nada no Dragão, mas até lá ainda temos mais três episódios desta caminhada, numa altura em que continuam a regressar os ausentes e em Arouca já não foi preciso recorrer a ninguém da Equipa B. O caminho está apertado, mas é este.


 

Comentários

Enviar um comentário