Na véspera do jogo de sexta-feira passada, o treinador do Rio Ave afirmou que o Sporting costumava entrar muito forte, pelo que considerava fundamental marcar primeiro, daí aquela entrada a pressionar alto com 4 ou 5 jogadores. Só que o tiro saiu-lhe pela culatra e quando deu por ela, já estava a levar 4.
Acredito que terá sido por causa dessas declarações destemidas que Rui Borges optou por jogar com os seus dois centrais com melhor saída de bola, para conseguir saltar mais facilmente a primeira linha de pressão do Rio Ave e aproveitar o espaço que abundava do outro lado do campo, beneficiando o futebol mais vertical deste Sporting, que abandonou definitivamente o "tiki-taska", para adaptar o "moto-taska", menos dado a rococós e mais virado para a baliza.
Se é melhor ou pior, ainda está para se ver. Uma coisa é certa, em Vila do Conde funcionou em pleno e, ao intervalo, já estava resolvido, com Geny Catamo e Flavinho a partirem tudo, enquanto Luis Suárez justificava a preferência do seu treinador, com dois golos na sua caminhada para a reconciliação.
A 2ª parte foi chata e quase desnecessária, pois enquanto o Rio Ave baixou os braços, o Sporting baixou o ritmo. Deu apenas para Rui Borges ensaiar outra vez os dois pontas de lança, uma opção que julgo só fará sentido em casos de aperto, mas compreende-se que o treinador queira mimar os seus dois pontas de lança. Só foi pena que Fotis Ioannidis tenha desperdiçado a sua oportunidade de molhar a sopa.
No fim, valeu a primeira folha limpa de Rui Silva, quando já chegou o seu concorrente e também deu para meter alguns dos jovens recém-chegados. Tudo motas. É o novo Sporting em construção e ainda cheio de interrogações.

Boca santa!
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