Dia de golos


O Sporting goleou os franceses do Strasbourg por 7-0, um resultado que, mesmo sendo num jogo de pré-época, não deixa de ser impressionante, mas, apesar disso, ainda não estou propriamente entusiasmado e houve algumas coisas que me deixaram de pé atrás.

A nova dupla do meio-campo pareceu-me um bocadinho "Dupont e Dupond". É verdade que ambos marcaram e que um é mais posicional do que o outro, que é mais físico, mas, para o "tugão" é preciso quem empurre o jogo para a frente, como fazia o Hjulmand. 

Assim, julgo que um jogador com as características de Issa Doumbia encaixa melhor ali do que descaído para o lado esquerdo a fazer de Pote, que em certos jogos recuava para médio esquerdo quando a equipa defendia em 4x4x2, para depois subir para avançado interior do mesmo lado, dando a ala ao lateral. À primeira vista, este rapaz parece-me um achado e, mesmo jogando fora do seu lugar, esteve muito bem. Quando estiver melhor no aspeto físico, acredito que pode fazer muito mais, mas no meio, pois para a esquerda há gente mais capacitada.

A nossa segunda linha de laterais é que não está à altura. Ainda dou um desconto ao Ricardo Mangas que foi barato e pelo menos corre, mas, a continuar assim, o grego candidata-se ao prémio de flop mais caro da história do Sporting.

A maior surpresa para mim neste princípio de época está a ser o Eduardo Felicíssimo. Ontem não me lembro de uma única situação em que ele tenha falhado. Concentrado, simples e eficaz, de tal forma que ninguém se lembrou dos ausentes.

Sobre o Flavinho já escrevi e repito, se é para deixar ir o Pote, deixem-no jogar, que não se vão arrepender.

Outro que ultrapassou as minhas expetativas foi o Rodrigo Zalazar que entrou como se já jogasse naquela equipa há muitos anos e fez logo a diferença, justificando a condição de jogador mais caro de sempre do Sporting. Esperemos que seja para continuar.

Uma nota ainda para o regresso de Fotis Ioannidis, o homem de vidro que reaparece disposto a acabar com a maldição da camisola 7. Eu não acredito em bruxas, mas já estou a imaginar esta equipa a jogar com dois pontas de lança e com o Rodrigo Zalazar na meia esquerda.

Em dia não esteve o Geny Catamo, que, mesmo assim, fez um grande golo, mas depois da boa exibição no jogo anterior, esperava que o Luís Guilherme tivesse uma nova oportunidade.

Domingo há mais, provavelmente já com alguns dos que estiveram no Mundial. Vamos ver se as boas exibições continuam porque até há matéria-prima, mas o legado dos que saíram é exigente.



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