A ansiada 25ª jornada deixou quase tudo na mesma, pois os dois clássicos terminaram empatados, mas, no fim, pode-se dizer que o Benfica ficou fora da corrida pelo título, que o FC Porto voltou a falhar por pouco a possibilidade de acabar com o campeonato e que o Sporting pode ter perdido o tri a 15 segundos do fim do decisivo jogo de Braga.
Não foi fácil digerir este empate cedido no último lance do jogo, quando já todos tínhamos encomendado as pipocas para assistir tranquilamente ao clássico da Luz, mas, de certa forma, o Sporting pôs-se a jeito ao não matar o jogo na 1ª parte, principalmente naquele lance em que Luis Suárez não podia falhar a possibilidade de fazer o 2-0, que a equipa justificou neste período em que o Sp. Braga teve a sorte de marcar na única vez que chegou à baliza de Rui Silva, podendo-se dar por feliz com o 1-2 ao intervalo.
Na 2ª parte os bracarenses subiram as linhas e o Sporting recuou de mais e teve muitas dificuldades em sair a jogar, e a verdade é que não podemos negar que 28% de posse de bola é muito pouco para uma equipa grande.
Também é verdade que a questão física foi importante, pois o Sporting vinha de um desgastante jogo de Taça, mal de que o FC Porto também padeceu, mas mais uma vez pareceu-me que Rui Borges demorou muito a mexer, mesmo que seja verdade que no banco faltavam jogadores capazes de substituir os desgastados Francisco Trincão e Luis Suárez e que as substituições feitas faziam sentido, embora eu tivesse preferido Nuno Santos a Luís Guilherme, que por acaso até foi o jogador que ficou pasmado a ver Zalazar cruzar no lance do golo do empate, numa altura em se fosse necessário era preciso morrer em campo.
Apesar de tudo isto o Braga não criou uma única oportunidade de golo nesta 2ª parte e Rui Silva apenas fez uma defesa e sem grande grau de dificuldade, pelo que o perigo criado se limitou a dois ou três cruzamentos que rondaram a baliza, o resto foi um domínio inócuo, mas faltou a Sporting capacidade para ter mais bola e força para aproveitar o espaço que passou a haver no outro lado do campo, mesmo que Luis Suárez tenha tido outra boa oportunidade, numa jogada em que preferiu tentar assistir Pedro Gonçalves, em vez de finalizar.
Depois, Gonçalo Inácio foi imprudente e infeliz, e a bola bateu-lhe na mão e lá se foram 2 pontos, que, no fim poderão ser decisivos, num lance que mudou o resultado e, como de costume, os comentários, embora o jogo tenha sido exatamente o mesmo que tinha sido até aí enquanto o Sporting esteve a ganhar.
Faltou eficácia a Luis Suárez, banco a Rui Borges, um pouquinho de sorte a Gonçalo Inácio e força nas canetas, o que é preocupante, atendendo a que já a seguir vêm aí os maratonistas da Noruega. Quanto ao Campeonato, resta-nos continuar a ganhar e esperar que eles se espalhem.

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