O Sporting garantiu um lugar nas meias finais da Taça de Portugal, mas, mais uma vez, foi preciso ir ao prolongamento, num jogo atípico que poderia ter sido ganho sem grandes dificuldades.
Como era de esperar, Rui Borges fez várias alterações na equipa porque o decisivo jogo do Dragão é já a seguir, mas nem tudo correu como era desejável e, no fim, foram vários os jogadores poupados que tiveram de entrar.
O jogo foi morno, mas deu para perceber que Luís Guilherme vale mais encostado à linha do que em posições interiores e que Daniel Bragança dificilmente será uma boa opção para os lugares de apoio ao ponta de lança, tal é a sua tendência para recuar para o meio-campo, onde Giorgi Kochorashvili é cada vez mais uma carta fora do baralho.
Apesar de tudo isto, o Sporting chegou ao 2-0 no início da 2ª parte e tudo parecia resolvido, mas um penálti caído de céu deu vida ao AFS que meteu duas motas na frente na procura do empate que chegou já em período de descontos, outra vez de penálti, este ainda mais escusado, obrigando o Sporting a horas extraordinárias prefeitamente desnecessárias.
A bola parecia não querer entrar, batia na barra ou numa das muitas pernas que se amontoavam à frente da baliza e não entrava e quando entrou, um VAR muito atento anulou.
Assim, foi preciso dar gás à equipa, mas um irreconhecível Pedro Gonçalves conseguiu fazer pior do que Daniel Bragança pelo que teve de ser Geny Catamo a resolver o assunto à bomba.
Justiça feita, agora é preciso manter a chama do Campeonato acesa, pois a Taça só volta daqui por um mês, novamente com FCP do outro lado. Até lá muita água vai correr, a começar já na 2ª feira.

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