Outra vez em cima da hora


O Sporting voltou a ganhar em cima do gong, garantindo um bilhete para o Dragão ainda com o sonho do tri vivo, mas a continuar assim morremos todos do coração.

Rui Borges deu a titularidade a Pedro Gonçalves para poupar Francisco Trincão e o 8 demorou algum tempo a entrar no jogo, embora, como de costume, tenha sido decisivo, tal como o 17 o foi quando entrou, são eles que fazem a diferença, mesmo que seja Luis Suárez a dar mais nas vistas na hora da finalização.

No meio-campo Morten Hjulmand ficou misteriosamente de fora e a equipa emperrou na sala das máquinas, porque Hidemasa Morita ainda não recuperou o andamento e João Simões parece cansado, daí que o recuo de Pedro Gonçalves tenha sido uma boa opção.

Quanto ao dinamarquês, eu sei que estes rapazes não são adeptos como eu, eles são profissionais, mas é só isso que eu lhes peço que sejam e um Capitão de equipa não pode criar problemas na fase decisiva da época, muito menos quando estamos em cima do fecho do mercado, só porque os empresários lhe encheram a cabeça com propostas mirabolantes de última da hora. Se Luis Suárez não tivesse tirado aquele calcanhar da cartola, ia ser o bom e o bonito.

Assim, e na ausência do Capitão, a braçadeira foi para Eduardo Quaresma porque Gonçalo Inácio também teve direito a descanso, tal como toda a equipa na primeira meia hora, o que só veio confirmar aquela teoria de que estes jogos na ressaca dos grandes feitos europeus são sempre complicados.

Neste período inicial valeu-nos Geny Catamo com um corte impossível a evitar o pior, depois dele próprio ter perdido a bola e de Eduardo Quaresma ter escorregado. Se tivesse sido golo, não ia ser fácil dar a volta a este Nacional, que terá sido defensivamente a melhor equipa que passou por Alvalade.

Na ponta final da 1ª parte o Sporting pareceu acordar, mas Luis Suárez resolveu guardar a sua pontaria para o fim do jogo e acertou no guarda-redes, em vez de acertar nas redes, pelo que o intervalo chegou com um justo empate a zero, que no máximo poderia ter sido a um.

A 2ª parte foi melhor, principalmente quando Rui Borges mexeu na equipa, mas logo a seguir ao golo de Pedro Gonçalves, o Nacional empatou numa jogada em que Rui Silva poderia ter feito melhor.

Tudo parecia complicar-se, mas na hora da despedida Alisson Santos voltou a ter encanto e se calhar ainda vamos ter saudades dele, porque para já Luís Guilherme não parece nada confortável em zonas interiores, restando saber o que vai dar o estreante Souleymane Faye, do qual ainda pouco se viu.

Custou, mas foi. Agora temos um jogo para carimbar a presença na final antecipada da Taça de Portugal, que será mais um confronto direto com o FC Porto, mas é claro que segunda-feira é que é o momento em que esta época pode virar ao contrário.

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