Ao contrário do que eu estava à espera, Rui Borges não aproveitou a meia final da Taça da Liga para gerir o esforço de alguns jogadores mais desgastados e ao mesmo tempo dar rodagem a outros menos utilizados, como Georgios Vagiannidis ou Giorgi Kochorashvili e até alguns minutos a Daniel Bragança, optando por jogar com tudo o que tinha, o que mesmo assim o obrigou a lançar Flávio Gonçalves no 11, porque na ausência de Gonçalo Inácio, Matheus Reis teve de ser central e Maxi Araújo foi obrigado a recuar para lateral, abrindo uma vaga na frente que também poderia ter sido entregue a Alisson Santos.
É obvio que se Rui Borges tivesse deixado no banco alguns dos seus principais jogadores e tivesse perdido, tinha sido arrasado, mas assim perdeu na mesma e desgastou ainda mais uma equipa que está doente, com a agravante de ter tido mais duas baixas, uma delas seguramente para meses, o que também já é azar, mas isso de pouco lhe vai servir numa altura em que já chovem críticas de todos os lados na direção do treinador do Sporting.
O jogo teve muitos pontos de contato com o de Barcelos, em primeiro lugar porque o Vitória também é uma equipa atrevida que gosta de pressionar alto, pelo que criou algumas dificuldades ao Sporting na saída de bola, onde a equipa continua a teimar em fazer coisas que exigem uma qualidade técnica que alguns jogadores que agora são titulares não tem, daí tantas perdas de bola.
No entanto o Vitória tem menos capacidade do que o Gil Vicente, pelo que deu muito espaço e não tivesse o Sporting desperdiçado tantas oportunidades, tinham levado outra vez 4. Valeu Charles com 8 defesas e a habitual falta de eficácia do ataque leonino.
Mas tal como em Barcelos o Sporting não só não matou o jogo , como depois tremeu por todos os lados quando uma contrariedade abalou a estabilidade da equipa. Sábado tinha sido a expulsão de Gonçalo Inácio, desta vez foi a lesão de Eduardo Quaresma.
Fisicamente a equipa está esgotada e animicamente começa a ceder, pelo que os 10 dias que faltam até ao próximo jogo vem mesmo a calhar, porque há um trabalho enorme de recuperação para se fazer. Tem a palavra Rui Borges que volta estar debaixo de fogo.

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