Sem soluções

O Sporting empatou em Barcelos num jogo em que há que reconhecer o mérito deste Gil Vicente de César Peixoto, que foi a equipa que esta época mais trabalho deu a Rui Silva, pelo que não merecia perder, da mesma forma que o Sporting não mereceu ganhar, pois apesar de Rui Borges ter jogado com tudo o que tinha, não foi o suficiente, e depois faltaram soluções no banco que permitissem mexer com a equipa e resolver os muitos problemas colocados pelo Gil Vicente, daí que no fim o empate seja justo.

A 1ª parte foi equilibrada com o Sporting a ter muitas dificuldades para impor o seu jogo perante um Gil Vicente bem organizado, pelo que o golo que aconteceu perto intervalo num lance em que Luis Suárez aproveitou uma hesitação do guarda redes adversário, foi um brinde muito simpático para os Leões que lhes deu uma vantagem preciosa.

Depois do intervalo César Peixoto subiu as linhas e o espaço apareceu, pelo que o Sporting poderia e deveria ter morto o jogo, principalmente quando Luis Suárez falhou uma daquelas oportunidades que não se podem falhar. Foi um erro decisivo.

Sem soluções no banco Rui Borges fez as substituições que podia, tentando gerir a vantagem mínima, o que é sempre jogar no fio da navalha, até que a expulsão de Gonçalo Inácio deu o combustível que faltava ao Gil Vicente, que chegou ao empate num lance polémico, onde tal como na expulsão, o VAR bem poderia ter intervindo, mas se Vasco Santos sempre foi um mau árbitro, nunca poderá ser um bom VAR.

Agora, e depois da vitória do Porto em São Miguel, o Campeonato pode acabar para o Sporting no início de Fevereiro, mas até lá há mais três jornadas, uma eliminatória da Taça de Portugal e uma Taça da Liga para ganhar, sem esquecer o apuramento para os play-offs da Liga dos Campeões que falta carimbar, isto ao mesmo tempo que é necessário recuperar uma equipa remendada por todos os lados. Não vai ser fácil, mas ainda é possível.



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