De facto o início de jogo foi penoso para o Sporting que não conseguia ter bola e teve de sofrer muito, embora também não se possa dizer que o PSG tenha tido grandes oportunidades, contando-se no final da 1ª parte umas quatro ou cinco jogadas de perigo, que Rui Silva foi travando sem grandes dificuldades, enquanto o Sporting só por duas vezes conseguiu chegar à área francesa, mas Geny Catamo aos 13m e Hidemasa Morita perto do intervalo, não acertaram na baliza. Pelo meio, o VAR voltou a ser determinante ao obrigar o árbitro inglês Anthony Taylor a anular um golo que tinha sido precedido de falta.
A 2ª parte foi diferente com o Sporting a conseguir soltar-se mais no ataque e foi de Luis Suárez a primeira grande oportunidade de golo, mas o colombiano chegou um tudo nada atrasado a um passe de morte de Francisco Trincão. Respondeu Dembéle que aos 60 minutos obrigou Rui Silva à defesa da noite.
Um pouco antes, o cartão amarelo visto por Ricardo Mangas que terá estado na base da sua substituição foi um dos momentos determinantes do jogo, pois o avanço de Geny Catamo para a linha da frente e o recuo de Maxi Araújo para a posição de lateral melhoram a equipa.
O jogo parecia caminhar para o zero zero que nenhum Sportinguista rejeitaria, mas aos 73 minutos a sorte sorriu aos Leões e Luis Suárez não perdoou. O PSG reagiu forte e 5 minutos depois Kvaratskhelia empatou com um golão que fez pairar sobre Alvalade os velhos fantasmas daquelas derrotas que só a nós acontecem, mas era dia do Sporting e Rui Borges voltou a acertar em cheio quando lançou Alisson Santos, que mexeu com o jogo, e, no fim, o número premiado saiu outra vez a Luis Suárez.
Estava consumada mais uma grande noite europeia do Sporting que selou o apuramento para a fase seguinte da Liga dos Campeões ao derrotar o campeão da Europa, num jogo em que o PSG atacou muito mas sem criar grande perigo, enquanto o Sporting defendeu de uma forma estoica e apesar das dificuldades iniciais em ter bola, tal era a facilidade com que a perdiam, depois conseguiu ir crescendo ao ponto de ter criado as melhores oportunidades de golo e de merecer a sorte que lhes sorriu nos momentos certos.
Assim o jogo de Bilbau passa a ser uma possibilidade da equipa passar diretamente aos oitavos de final, mas o que interessa agora é chegar ao Dragão em condições de lutar pelo tri e para isso é preciso ganhar ao Arouca e ao Nacional para aproveitar o tónico de confiança que esta vitória deu à equipa, ao mesmo tempo que os ausentes vão regressando.

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