Os conquistadores de Guimarães


O Sporting saiu de Guimarães com uma vitória gorda e a triplicar. Em primeiro lugar porque somou 3 pontos fundamentais num campo sempre difícil e numa altura em que estavam todos à espera de uma escorregadela, depois porque foi uma vitória convincente com Rui Borges a encontrar as soluções necessárias para ultrapassar as baixas do plantel nesta fase decisiva do campeonato e finalmente porque Frederico Varandas rebentou literalmente com eles, de tal forma que até os seus maiores críticos internos bateram palmas, enquanto os rivais espumavam por todo o lado.

Depois da exibição menos conseguida em São Miguel, Rui Borges apesar das limitações conseguiu dar uns retoques certeiros na equipa fazendo regressar Maxi Araújo ao lado esquerdo e colocando Fotis Ioannidis à solta nas costas de Luis Suárez, o que obrigou a encostar Francisco Trincão à direita, pelo que quando a equipa teve de defender foi o ala esquerdo a recuar para fazer a linha de cinco, cabendo a Ricardo Mangas o papel de fechar por dentro, em vez de Iván Fresneda como é habitual. O esquema foi invertido mas manteve-se na mesma.

Todas as alterações resultaram, mesmo esta última que parecia mais lógica com Matheus Reis, mas Rui Borges preferiu apostar na maior capacidade de Ricardo Mangas em esticar o jogo e a equipa entrou muito bem, de tal forma que o treinador vimaranense foi obrigado a recorrer àquele truque de simular uma lesão do guarda redes para juntar os seus jogadores numa espécie de "tempo" à moda das modalidades de pavilhão.

Curiosamente foi depois das correções feitas por Luís Pinto e muito elogiadas pelo seu homónimo "falazão" Lobo, que o Sporting marcou aproveitando o espaço dado por uma equipa que tentou sempre pressionar alto com 5 ou 6 jogadores, um mérito que tem de ser dado a um treinador jovem que não alinha naquela coisa de colocar 9 homens à frente da sua baliza e um sozinho na frente, mesmo que tenha uma equipa algo limitada.

Com 2-0 ao intervalo tudo parecia bem encaminhado, mas dois erros individuais seguidos de um enorme "frango" de Rui Silva, recolocaram o Vitória na discussão, de tal forma que o Sporting perdeu o controlo do jogo e as espaços ficou sem bola, até que Juan Castillo devolveu a gentileza do guarda redes adversário e repôs a verdade do jogo que acabou ali, pelo que no fim quem mais brilhou foi o Presidente do Sporting.

Faltam dois jogos para terminar a primeira volta do campeonato, um deles a sempre complicada deslocação a Barcelos. São 6 pontos fundamentais para manter a equipa viva antes entrarmos numa fase onde se esperam reforços, com o fim da CAN, o regresso de alguns lesionados e uma ou outra contratação no mercado de Janeiro, que vão abrir o leque das opções de Rui Borges para um ciclo de jogos que culminará nas decisivas deslocações a San Mamés e ao Dragão. Vamos a eles Leões!


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