À procura de soluções


O Sporting goleou o AFS (ou o Aves, ou seja lá o que for) num jogo em que entre lesionados e engripados, Rui Borges teve de mudar meia equipa, o que naturalmente prejudicou o desempenho do conjunto, cujo rendimento na primeira meia hora deste jogo esteve longe da eloquência mostrada em algumas das últimas exibições. 

Por incrível que pareça o AFS até poderia ter inaugurado o marcador na única vez que chegou à baliza de Rui Silva, mas depois prevaleceu a máxima do "ketchup" e foi à bomba que Luis Suárez abriu o caminho para uma vitória tranquila selada com 3 golos de rajada, mais um logo a abrir a 2ª parte, pelo que o resto foi já a pensar no que vem a seguir.

Mesmo perante um adversário muito fraco, neste jogo deu para perceber que a versatilidade de Maxi Araújo permite-lhe fazer de Pedro Gonçalves, o pior é que Ricardo Mangas não consegue fazer de Maxi Araújo e nos jogos contra adversários mais fracos Matheus Reis também não será solução numa posição que é mais extremo do que lateral. Pode estar aqui uma oportunidade para o Flavinho fazer de Pedro Gonçalves, mas sábado o Alisson Santos entrou cheio de vontade de mostrar que a tremedeira de Munique já passou.

O que já deu para ver foi que no meio campo ninguém é capaz de fazer de Morten Hjulmand e que Giorgi Kochorashvili só mesmo para jogos destes. Venha daí o regresso de Daniel Bragança.

Agora a CAN leva-nos dois titulares indiscutíveis, pelo que enquanto Zeno Debast não regressa, Eduardo Quaresma voltará a ter uma oportunidade para mostrar que é capaz de render numa defesa que por vezes fica só com dois homens atrás, pelo que não dá para inventar muito.

E por falar em oportunidades, para o lado direito abre-se espaço para Salvador Blopa confirmar as boas indicações dadas até aqui, porque de resto só se Georgios Vagiannidis for capaz de jogar mais à frente, ele que neste jogo até fez duas assistências. É a tal história do azar de uns poder ser a sorte de outros.

O que também se viu durante alguns minutos foram os dois pontas de lança juntos, com Fotis Ioannidis a descair para a esquerda. Pode ser uma solução de recurso e é aqui que Rui Borges vai ter mais uma vez de mostrar a sua capacidade de improvisação, inventando soluções em vez de chorar sobre os problemas.

Para finalizar não posso deixar de me referir ao penálti revertido logo no início do jogo. Par mim é uma falta clara do Ponk que não joga a bola e derruba o Ricardo Mangas com um encontrão quando ele estava em desequilíbrio. No mínimo é um lance discutível, pelo que não me parece ser para VAR. Sempre quero ver o que é que diz o Duarte Gomes.


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