Eu tencionava pegar no assunto do mercado de inverno, mas o Atento SCP poupou-me algum trabalho e já disse quase tudo.
Realmente a prioridade terá de ser um bom central e pelo que sei o Dedé seria uma boa aposta, mas sem dinheiro parece que a opção passa por se tentar um empréstimo e hoje fala-se no Savic, um jogador que não conheço pois só o vi jogar uma vez pelo City e a lateral direito.
Vamos ver, só espero que não falhem, porque esta será uma jogada fundamental para o crescimento da equipa, e só não percebo como é que não se contratou um patrão para a defesa no inicio da época, pois esta era uma lacuna que já estava mais do que identificada, e se podiam haver algumas dúvidas em relação ao Onyewu um jogador que já não jogava regularmente há algum tempo, o mesmo já não se pode dizer quanto ao Rodriguez, um central perfeitamente banal e que ainda por cima parece que já tinha um histórico de lesões assinalável, com a agravante de ser bem conhecido pela equipa técnica.
Também estou de acordo com a opção Renato Neto, um jogador com um perfil diferente dos que concorrem pelo lugar de trinco, onde sempre preferi ver alguém mais possante, que me faça esquecer jogadores saudosos como Oceano ou Vidigal. Uma coisa é certa: Carriço a trinco foi uma invenção do Álvaro Magalhães e acho que está tudo dito.
Onde discordo do Atento é na questão do avançado, pois não me parece boa ideia gastar dinheiro num jogador como o Edgar que nunca irá ser mais do que um suplente. Acho que é preferível dar mais tempo de jogo ao Rubio que mostrou bons pormenores na pré-época, sem esquecer o Betinho que tem perfil de ponta de lança e que para o ano pode beneficiar do regresso da equipa B, isto já para não falar no Gael Etock, que nunca vi jogar mas de quem tem ouvido falar muito bem, ou mesmo o Wilson Eduardo que não sendo propriamente um ponta de lança típico, também me parece um jogador com potencialidades e que pode jogar em qualquer posição da linha da frente, sendo na minha opinião o substituto ideal do Djaló.
É verdade que estes jogadores são muito jovens e que se o Van Volkswinkel se lesionar teremos um problema bicudo, mas o mercado dos pontas de lança é o mais caro e sem dinheiro acho preferível ir dando rodagem a quem tem futuro do que tapá-los com entulho.
Quem para mim não conta mesmo é o Bojinov, uma contratação que se estava mesmo a ver que era um disparate, tal como a do Luís Aguiar e do já referido Rodriguez, tudo entulho que custou caro e não trará nenhum retorno.
Portanto se vier um bom central já fico satisfeito, o resto retoca-se com os miúdos e vamos a ver se os lesionados regressam depressa.
Quanto aos objectivos da época infelizmente também estou de acordo com o Atento, e o próprio Domingos já disse que ficava satisfeito se ganhasse uma competição, pois na verdade o Campeonato ficou complicado depois do desperdício de Coimbra, e a Liga Europa com tantos tubarões não será fácil, assim a Taça de Portugal é quase uma obrigação pois a da Liga não sabe a nada.
De qualquer forma se a equipa ganhar os próximos dois jogos do Campeonato continuará pelo menos na corrida, mas é inegável que nesse caso o Benfica ficaria numa posição muito vantajosa.
Segunda-feira, 26 de Dezembro de 2011
Sexta-feira, 23 de Dezembro de 2011
Carrillo resolve
Depois do empate em Coimbra, Domingos Paciência resolveu dar a titularidade a Carrillo, e deu mais uma oportunidade a André Martins, desta vez no lugar do castigado Elias, duas apostas que se revelaram acertadas, pois o peruano foi o homem do jogo, ao marcar o golo que desbloqueou a eliminatória e arrancar o penalti que arrumou a questão, enquanto o pequeno centrocampista da Academia, foi o grande dinamizador da equipa na 1ª parte, embora não tenha tido sorte na altura do remate.
Tal como se previa o jogo não foi fácil, pois o Marítimo é uma boa equipa e apresentou-se em Alvalade com a lição bem estudada, porque já todos perceberam como é que o Sporting joga, e quais seus os pontos fracos.
Assim apesar do Sporting ter assumido a iniciativa do jogo como lhe competia, encontrou grandes dificuldades para entrar na área adversaria, perante uma equipa bem fechada e sempre rápida a sair no contra-ataque, tentando aproveitar o adiantamento dos laterais e a lentidão dos centrais leoninos, valendo mais uma vez Rui Patrício para evitar males maiores.
Só depois da entrada de André Santos para o lugar do lesionado Carriço, é que o Sporting conseguiu começar a criar perigo na área madeirense, muito por força da acção do outro André, que começou finalmente a aparecer mais perto do até aí desamparado e pouco confiante Van Volkswinkel.
De resto esta aposta em Carriço para o lugar de trinco, parece-me um duplo erro, pois mesmo que o impagável Álvaro Magalhães já se tenha vindo pôr em bicos de pés, arvorando-se como o autor de tal descoberta, a verdade é que o que ele descobriu foi pólvora seca, pois com Carriço no meio campo o Sporting não só queima André Santos, que a época passada até fez muito bem o lugar, como não ganha um bom trinco e perde se calhar definitivamente, aquele que poderia vir a ser um bom central, e que na minha opinião é do plantel actual, a melhor solução para jogar ao lado de Onyewu, até porque Polga já está no fim da linha.
Voltando ao jogo, o intervalo chegou com um empate que se aceitava, e percebia-se que não seria fácil desbloquear um jogo daqueles, em que provavelmente quem marcasse primeiro ganhava, pelo que compreensivelmente os treinadores não mexeram nas equipas preferindo ver no que dava.
A 2ª parte começou com os primeiros assobios reveladores de algum nervosismo e ansiedade, depois Carrillo ter perdido mais uma bola, mas o peruano respondeu com o seu primeiro golo, que obrigou o Marítimo a abrir, dando espaços para o Sporting arrumar a questão, apesar de Van Volkswinkel ter precisado de dois penaltis para marcar o golo que resolveu a eliminatória e levou o Sporting para uma exibição agradável e uma vitória tranquila, em que até deu para experimentar Pereirinha no meio-campo e para dar mais alguns minutos a Arias.
Termina assim o ano da melhor maneira, com o Jamor à distância de dois jogos e algumas esperanças na recuperação dos lesionados e expectativas no possível reforço da equipa. Esperemos pois pelo que nos vai trazer o mês de Janeiro.
Tal como se previa o jogo não foi fácil, pois o Marítimo é uma boa equipa e apresentou-se em Alvalade com a lição bem estudada, porque já todos perceberam como é que o Sporting joga, e quais seus os pontos fracos.
Assim apesar do Sporting ter assumido a iniciativa do jogo como lhe competia, encontrou grandes dificuldades para entrar na área adversaria, perante uma equipa bem fechada e sempre rápida a sair no contra-ataque, tentando aproveitar o adiantamento dos laterais e a lentidão dos centrais leoninos, valendo mais uma vez Rui Patrício para evitar males maiores.
Só depois da entrada de André Santos para o lugar do lesionado Carriço, é que o Sporting conseguiu começar a criar perigo na área madeirense, muito por força da acção do outro André, que começou finalmente a aparecer mais perto do até aí desamparado e pouco confiante Van Volkswinkel.
De resto esta aposta em Carriço para o lugar de trinco, parece-me um duplo erro, pois mesmo que o impagável Álvaro Magalhães já se tenha vindo pôr em bicos de pés, arvorando-se como o autor de tal descoberta, a verdade é que o que ele descobriu foi pólvora seca, pois com Carriço no meio campo o Sporting não só queima André Santos, que a época passada até fez muito bem o lugar, como não ganha um bom trinco e perde se calhar definitivamente, aquele que poderia vir a ser um bom central, e que na minha opinião é do plantel actual, a melhor solução para jogar ao lado de Onyewu, até porque Polga já está no fim da linha.
Voltando ao jogo, o intervalo chegou com um empate que se aceitava, e percebia-se que não seria fácil desbloquear um jogo daqueles, em que provavelmente quem marcasse primeiro ganhava, pelo que compreensivelmente os treinadores não mexeram nas equipas preferindo ver no que dava.
A 2ª parte começou com os primeiros assobios reveladores de algum nervosismo e ansiedade, depois Carrillo ter perdido mais uma bola, mas o peruano respondeu com o seu primeiro golo, que obrigou o Marítimo a abrir, dando espaços para o Sporting arrumar a questão, apesar de Van Volkswinkel ter precisado de dois penaltis para marcar o golo que resolveu a eliminatória e levou o Sporting para uma exibição agradável e uma vitória tranquila, em que até deu para experimentar Pereirinha no meio-campo e para dar mais alguns minutos a Arias.
Termina assim o ano da melhor maneira, com o Jamor à distância de dois jogos e algumas esperanças na recuperação dos lesionados e expectativas no possível reforço da equipa. Esperemos pois pelo que nos vai trazer o mês de Janeiro.
Terça-feira, 20 de Dezembro de 2011
O dia não de Van Volkswinkel
Domingos tinha considerado este jogo de Coimbra como "o mais importante do ano", de tal forma que até se arriscou a jogar com juniores em Roma, para poupar os titulares, mas mesmo assim o Sporting não conseguiu melhor do que um empate, frente a uma Académica que mostrou as razões porque está a fazer uma excelente temporada.
Pereirinha foi o escolhido para ocupar o único lugar em aberto no onze, uma opção compreensivel, provavelmente a pensar numa equipa mais consistente e equilibrada, mas também porque Carrillo tem funcionado melhor quando entra no decorrer do jogo, do que nas poucas vezes em que foi titular, e Bojinov não tem mostrado grande vontade de ser titular.
No entanto este jogo ficou logo marcado por um falhanço incrivel de Van Volkswinkel, que não aproveitou uma oferta de Berger aos 3 minutos, num lance que poderia ter mudado tudo e que parece ter afectado o ponta de lança holandês, que desperdiçou mais duas oportunidades flagrantes, ficando assim para a história como o principal responsavel pelos dois pontos perdidos em Coimbra.
De resto o jogo foi aquilo que se esperava, com o Sporting a assumir a iniciativa, mas a ter muitas dificuldades para ultrapasar uma quipa muito bem organizada defensivamente e sempre pronta para partir para o contra ataque, com dois extremos rapidos e um avançado perigoso, que tentavam aproveitar o habital adiantamento dos laterais e a lentidão dos dois centrais leoninos.
Foi assim que nasceu o golo da Académica, com um lançamento longo nas costas de João Pereira, que deu espaço a Valente para cruzar para a emenda fatal de Eder, com Polga a chegar atrasado e a não conseguir o corte.
A perder Domingos lançou Carrillo que mexeu com a equipa, mas a 2ª parte começou com Van Volkswinkel a falhar outra vez e pouco depois foi Onyewu que desperdiçou mais uma grande oportunidade, de tal forma que pensei que estávamos num daqueles dias em que parece que a bola não quer entrar e não entra mesmo.
Foi também nesta altura que a Académica poderia ter feito o 2-0 e arrumado a questão, mas aí valeu mais uma vez Rui Patrício, que segurou o resultado e ganhou um ponto, mostrando porque é que continua a ser um dos jogadores mais valiosos do plantel.
Com a entrada de Bojinov, Domingos arriscou ainda mais, passando a jogar numa espécie de 4x4x2 desdobravel em 4x2x4, mas o bulgaro pouco acrescentou à equipa, o que também já não se estranha, mas como era o único avançado no banco, não havia outra solução e o treinador fez o que tinha a fazer.
Mais dificil de compreender foi a troca de Capel por Evaldo, julgo que não houve sportinguista que não tenha trocido o nariz a esta substituição, mas a verdade é que resultou muito bem, com o brasileiro a casar na perfeição com Insua e o Sporting a conseguir finalmente encostar a Académica lá atrás, embora tenha sido pelo lado direito que surgiu o empate, com Carrillo a desequlibrar.
Com 10 minutos para jogar esperava-se uma ponta final mais forte, mas o desgaste da equipa e uma Académica que não tremeu, não permitiram a reviravolta, que com a justa expulsão de Elias, se tornou ainda mais dificil de concretizar.
Assim o empate é um resultado que se aceita, e em sintese pode-se dizer que Rui Patricio segurou um ponto, onde Van Volkswinkel desperdiçou dois, mas dias maus todos podem ter, embora a tolerância dos adeptos não seja igual para todos, só espero que não comecem a assobiar o holandês.
Finalmente não posso esquecer a arbitragem, que terminado o periodo das eleições da FPF, não perdeu tempo e voltou ao activo, com outro Costa do Porto, a fazer jus à velha escola do seu irmão. Não foram muitos os erros, mas invariavelmente penalizaram os Leões, e o que me chateia é que o Sporting apoiou o Pereira destas nomeações.
Pereirinha foi o escolhido para ocupar o único lugar em aberto no onze, uma opção compreensivel, provavelmente a pensar numa equipa mais consistente e equilibrada, mas também porque Carrillo tem funcionado melhor quando entra no decorrer do jogo, do que nas poucas vezes em que foi titular, e Bojinov não tem mostrado grande vontade de ser titular.
No entanto este jogo ficou logo marcado por um falhanço incrivel de Van Volkswinkel, que não aproveitou uma oferta de Berger aos 3 minutos, num lance que poderia ter mudado tudo e que parece ter afectado o ponta de lança holandês, que desperdiçou mais duas oportunidades flagrantes, ficando assim para a história como o principal responsavel pelos dois pontos perdidos em Coimbra.
De resto o jogo foi aquilo que se esperava, com o Sporting a assumir a iniciativa, mas a ter muitas dificuldades para ultrapasar uma quipa muito bem organizada defensivamente e sempre pronta para partir para o contra ataque, com dois extremos rapidos e um avançado perigoso, que tentavam aproveitar o habital adiantamento dos laterais e a lentidão dos dois centrais leoninos.
Foi assim que nasceu o golo da Académica, com um lançamento longo nas costas de João Pereira, que deu espaço a Valente para cruzar para a emenda fatal de Eder, com Polga a chegar atrasado e a não conseguir o corte.
A perder Domingos lançou Carrillo que mexeu com a equipa, mas a 2ª parte começou com Van Volkswinkel a falhar outra vez e pouco depois foi Onyewu que desperdiçou mais uma grande oportunidade, de tal forma que pensei que estávamos num daqueles dias em que parece que a bola não quer entrar e não entra mesmo.
Foi também nesta altura que a Académica poderia ter feito o 2-0 e arrumado a questão, mas aí valeu mais uma vez Rui Patrício, que segurou o resultado e ganhou um ponto, mostrando porque é que continua a ser um dos jogadores mais valiosos do plantel.
Com a entrada de Bojinov, Domingos arriscou ainda mais, passando a jogar numa espécie de 4x4x2 desdobravel em 4x2x4, mas o bulgaro pouco acrescentou à equipa, o que também já não se estranha, mas como era o único avançado no banco, não havia outra solução e o treinador fez o que tinha a fazer.
Mais dificil de compreender foi a troca de Capel por Evaldo, julgo que não houve sportinguista que não tenha trocido o nariz a esta substituição, mas a verdade é que resultou muito bem, com o brasileiro a casar na perfeição com Insua e o Sporting a conseguir finalmente encostar a Académica lá atrás, embora tenha sido pelo lado direito que surgiu o empate, com Carrillo a desequlibrar.
Com 10 minutos para jogar esperava-se uma ponta final mais forte, mas o desgaste da equipa e uma Académica que não tremeu, não permitiram a reviravolta, que com a justa expulsão de Elias, se tornou ainda mais dificil de concretizar.
Assim o empate é um resultado que se aceita, e em sintese pode-se dizer que Rui Patricio segurou um ponto, onde Van Volkswinkel desperdiçou dois, mas dias maus todos podem ter, embora a tolerância dos adeptos não seja igual para todos, só espero que não comecem a assobiar o holandês.
Finalmente não posso esquecer a arbitragem, que terminado o periodo das eleições da FPF, não perdeu tempo e voltou ao activo, com outro Costa do Porto, a fazer jus à velha escola do seu irmão. Não foram muitos os erros, mas invariavelmente penalizaram os Leões, e o que me chateia é que o Sporting apoiou o Pereira destas nomeações.
Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2011
Poupar sim, mas nem tanto
Com o apuramento e o 1º lugar já garantidos, Domingos Paciência optou por poupar alguns jogadores, deixando quatro titulares em Lisboa, um na bancada e dois no banco de suplentes, isto sem esquecer Elias, que não pode jogar na Liga Europa.
A grande surpresa foi a aposta no jovem Tiago Ilori, para fazer dupla com Onyewu, um dos dois titulares que jogaram, uma opção que me pareceu demasiado arriscada para um jogo com uma equipa italiana, que não sendo um colosso é uma boa equipa.
O resto foi o que se esperava atendendo aos jogadores convocados e o resultado também não poderia ter sido muito diferente, com uma defesa remendada, com Evaldo a mostrar porque é que perdeu o lugar e Pereirinha a evidenciar falta rotina no lugar, enquanto Ilori revelava mais uma vez estar ainda muito verde para estas andanças, valendo um grande Onyewu para evitar males maiores.
No meio campo Schaars mesmo jogando, poupou-se e foi poupado ao ser substituído, enquanto Martins esteve abaixo daquilo que tinha feito nos jogos anteriores, restando André Santos, que pelo menos lutou muito, fazendo jus à braçadeira de Capitão, mas equipa nunca conseguiu pegar no jogo.
Assim a bola chegou poucas vezes là à frente, pelo que Rubio não teve oportunidade de brilhar, coisa que Carrillo bem tentou com os seus excessos de individualismo, quase sempre inconsequentes, enquanto Bojinov foi igual a ele próprio, ou seja mostrou um ou outro pormenor, mas não se cansou muito.
Portanto tivemos um Sporting pouco coeso e sem entrosamento, que ainda por cima cometeu alguns erros fatais na defesa, um dos quais resultaria no primeiro golo, que apareceu em cima do intervalo, numa altura em que era crucial não falhar.
Depois do reatamento o 2-0 não demorou muito e o jogo ficou resolvido logo ali, tendo Domingos inclusivamente optado por substituir Onyewu e Schaars e aproveitado para lançar o jovem João Mário, mais um produto da Academia de Alcochete, que em apenas 15 minutos mostrou ser um jogador com qualidade, entrando desinibido e muito tranquilo no jogo, dando a sensação que já andava ali há muitos anos.
Parece-me que os riscos assumidos por Domingos talvez tenham sido excessivos, principalmente na defesa, valeu que a Lazio dentro da velha escola italiana, também não apertou muito, limitando-se a arrumar a questão logo que pôde e a gerir a vantagem.
Para a história fica uma qualificação tranquila e agora que venha o próximo.
A grande surpresa foi a aposta no jovem Tiago Ilori, para fazer dupla com Onyewu, um dos dois titulares que jogaram, uma opção que me pareceu demasiado arriscada para um jogo com uma equipa italiana, que não sendo um colosso é uma boa equipa.
O resto foi o que se esperava atendendo aos jogadores convocados e o resultado também não poderia ter sido muito diferente, com uma defesa remendada, com Evaldo a mostrar porque é que perdeu o lugar e Pereirinha a evidenciar falta rotina no lugar, enquanto Ilori revelava mais uma vez estar ainda muito verde para estas andanças, valendo um grande Onyewu para evitar males maiores.
No meio campo Schaars mesmo jogando, poupou-se e foi poupado ao ser substituído, enquanto Martins esteve abaixo daquilo que tinha feito nos jogos anteriores, restando André Santos, que pelo menos lutou muito, fazendo jus à braçadeira de Capitão, mas equipa nunca conseguiu pegar no jogo.
Assim a bola chegou poucas vezes là à frente, pelo que Rubio não teve oportunidade de brilhar, coisa que Carrillo bem tentou com os seus excessos de individualismo, quase sempre inconsequentes, enquanto Bojinov foi igual a ele próprio, ou seja mostrou um ou outro pormenor, mas não se cansou muito.
Portanto tivemos um Sporting pouco coeso e sem entrosamento, que ainda por cima cometeu alguns erros fatais na defesa, um dos quais resultaria no primeiro golo, que apareceu em cima do intervalo, numa altura em que era crucial não falhar.
Depois do reatamento o 2-0 não demorou muito e o jogo ficou resolvido logo ali, tendo Domingos inclusivamente optado por substituir Onyewu e Schaars e aproveitado para lançar o jovem João Mário, mais um produto da Academia de Alcochete, que em apenas 15 minutos mostrou ser um jogador com qualidade, entrando desinibido e muito tranquilo no jogo, dando a sensação que já andava ali há muitos anos.
Parece-me que os riscos assumidos por Domingos talvez tenham sido excessivos, principalmente na defesa, valeu que a Lazio dentro da velha escola italiana, também não apertou muito, limitando-se a arrumar a questão logo que pôde e a gerir a vantagem.
Para a história fica uma qualificação tranquila e agora que venha o próximo.
Segunda-feira, 12 de Dezembro de 2011
Quem não mata sofre um bocadinho
Com Elias de regresso mas sem Schaars, Domingos premiou a boa exibição de André Martins no último jogo, com sua estreia no Campeonato e miúdo voltou a responder muito bem, sendo mesmo determinante no golo da vitória, ao marcar o livre que levou a bola até à cabeça vitoriosa de Onyewu
Pelo contrário Bojonov foi castigado pelo seu fraco desempenho frente ao Belenenses e perdeu o lugar para Carrillo, que voltou a mostrar o seu talento, mas alguma inconsequência, mesmo que em termos defensivos esteja a melhorar.
O resto foi o Sporting do costume, dominador e confiante, com Capel e João Pereira muito activos, e mesmo sem ser brilhante a exibição do primeiro tempo foi suficiente para marcar um golo, faltando apenas o segundo para matar o jogo.
Na 2ª parte o Nacional reagiu e Insua revelou uma pouco habitual insegurança, valendo mais uma vez Rui Patrício para segurar a magra vantagem, até que Domingos mexeu bem na equipa, refrescando-a e dando-lhe outra consistência com a entrada de Pereirinha e André Santos, pelo que a ponta final já com mais um jogador, acabou por ser relativamente tranquila
Enfim os três pontos foram conseguidos e agora segue-se um jogo de grande importância em Coimbra, onde se prevêem enormes dificuldades, mas antes há um passeio a Roma, onde convém não esquecer o que aconteceu em Angola, já para não falar do Bayern de Munique.
Pelo contrário Bojonov foi castigado pelo seu fraco desempenho frente ao Belenenses e perdeu o lugar para Carrillo, que voltou a mostrar o seu talento, mas alguma inconsequência, mesmo que em termos defensivos esteja a melhorar.
O resto foi o Sporting do costume, dominador e confiante, com Capel e João Pereira muito activos, e mesmo sem ser brilhante a exibição do primeiro tempo foi suficiente para marcar um golo, faltando apenas o segundo para matar o jogo.
Na 2ª parte o Nacional reagiu e Insua revelou uma pouco habitual insegurança, valendo mais uma vez Rui Patrício para segurar a magra vantagem, até que Domingos mexeu bem na equipa, refrescando-a e dando-lhe outra consistência com a entrada de Pereirinha e André Santos, pelo que a ponta final já com mais um jogador, acabou por ser relativamente tranquila
Enfim os três pontos foram conseguidos e agora segue-se um jogo de grande importância em Coimbra, onde se prevêem enormes dificuldades, mas antes há um passeio a Roma, onde convém não esquecer o que aconteceu em Angola, já para não falar do Bayern de Munique.
Quarta-feira, 7 de Dezembro de 2011
Derrubando as muralhas de Belém
Domingos respeitou o Belenenses e mostrou que quer ganhar a Taça, escolhendo os melhores jogadores disponíveis para este jogo, com destaque para o facto de Bojinov ter continuado no onze, depois de uma exibição no último jogo que foi muito elogiada, embora não me tenha convencido.
Frente a um adversário que plantou duas muralhas bem juntas e encolhidas no primeiro terço do campo, o Sporting teve muitas dificuldades em encontrar espaços, até porque jogou de uma forma algo lenta e esteve muito tempo com menos um, devido à ausência de um Bojinov pouco disposto a arregaçar as mangas, perante as incisivas marcações dos defesas dos azuis.
Apesar disso Schaars esteve perto do golo por duas vezes nos primeiros 15 minutos, mas à medida que o tempo foi passando o Belenenses foi se tornando mais atrevido a sair no contra-ataque, de tal forma que as melhores oportunidades de golo foram de Rodrigo António, que pôs à vista mais uma vez as debilidades da defesa leonina, valendo então a classe de Rui Patrício e a falta de pontaria do avançado do Belenenses.
No intervalo Domingos dever ter puxado as orelhas aos seus jogadores e a entrada de Carrilho aumentou a pressão sobre os comandado de José Mota, que há medida que o desgaste aumentava começaram a dar algumas baldas, pelo que o golo chegou com naturalidade e curiosamente na sequência de um contra-ataque, brilhantemente finalizado por Van Volkswinkel.
Pouco depois veio o 2-0 e o jogo acabou aí, havendo então tempo para dar mais alguns minutos a jogadores como André Martins e Arias, porque é assim que se deve gerir o plantel, rodando apenas depois de estarem garantidas as vitorias.
Agora venha o Marítimo numa espécie de Final antecipada, que ao contrario do que se chegou a temer não vai ser um mais uma batalha fora do campo, mas que será também uma desforra em relação ao polémico jogo do Campeonato em que os madeirense ganharam em Alvalade.
Antes há que manter a equipa ligada no Campeonato até Janeiro, altura em que se espera pela contratação de um líder para a defesa e pelo regresso de alguns lesionados que poderão tornar esta equipa muito mais forte.
Sábado, 3 de Dezembro de 2011
1ª lugar garantido
Com vários jogadores impedidos de jogar, Domingos foi mais uma vez obrigado a mexer na equipa, isto num jogo que até era propicio para dar algumas oportunidades a quem tem jogado menos, pois o Zurique é a equipa mais fraca deste grupo da Liga Europa, onde o Sporting já tinha o apuramento garantido e agora apenas queria selar o 1º lugar.
Algumas das opções de Domingos parecem-me reveladoras das sua ideias, principalmente em relação à posição de trinco, onde ele insistiu em Carriço e detrimento de André Santos, que parece não ser um jogador muito do agrado do técnico leonino, que até para o lugar de Elias, preferiu André Martins, mais um produto da Academia, que se mostrou um jogador desinibido e com potencialidades, embora seja muito franzino.
Quanto a Carriço, está visto que como central não vai ter muitas oportunidades, mas também tenho algumas dúvidas em relação a esta adaptação ao meio-campo, no entanto é caso para esperar para ver. Ao que parece Domingos quer ganhar mais robustez no jogo aéreo, onde Santos não conta, mas em contrapartida perde qualidade na construção do jogo.
Outro que teve a sua oportunidade foi o búlgaro Bojinov, um jogador que tem qualidade conforme se viu em alguns pormenores, mas parece-me estar acomodado e pouco motivado, muitas vezes aparenta estar ali como se nada fosse com ele.
Para além destes, tivemos Marcelo outra vez na baliza, o trabalho foi pouco ou nenhum, mas mesmo assim o brasileiro é um guarda-redes que parece transmitir confiança à equipa e acho que poderemos ter aqui uma boa opção para qualquer eventualidade. Pereirinha entrou bem no jogo e mostrou que pode ser útil quando faltam extremos a esta equipa e Rubio não teve tempo para muito.
Quanto ao jogo teve um sentido único e o resultado até peca por escasso, mas foram cumpridos todos os objectivos, restando agora uma deslocação a Roma, onde não se pode abusar da tranquilidade resultante da qualificação estar garantida, pois do outro lado vai estar uma boa equipa italiana que precisa de ganhar este jogo para poder sonhar com um apuramento que está muito complicado.
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